Fuzz Face Fácil

Este post é mais uma dica para os navegantes do que um artigo “como fazer”. O fuzz face é um dos efeitos clássicos mais procurados em todo o mundo. Sabemos que é um efeito muito caro e com um circuito extremamente simples. São cerca de 7 componentes. Mas por que é tão difícil montar um?
Hoje em dia é difícil achar transístores nas lojas para fazer este efeito. O modelo clássico levava transístores de germanio que já não existem nos nossos dias. Até fabricam, mas são empregadas novas tecnologias na produção que faz com que tenham ganhos elevados e não tenham a mesma sonoridade do clássico pedal. Existem clones muito bem feitos com transístores de silício adaptados que dão uma sonoridade super legal.
Além disso, a teoria do casamento dos transístores é um pouco complicada e envolve achar um par “perfeito”. Já vi vários fuzzes com trimpots para forçar o “casório” que também são uma opção interessante.
Existem clones muito bem feitos com transístores de silício adaptados e que dão uma sonoridade super legal que vai do suave ao “big muff”.
Mas para quem quer montar algo com uma sonoridade antiga sem esquentar a cabeça, vou colocar aqui uma dica. Comprei NESTE site um par casado de transístores de germanio antigos. O lado negativo é que a loja raspa os bonitinhos e não sabemos bem qual é o modelo. Eles garantem que são antigos, e me parecem ser mesmo. Tanto pelo som, como pelo ganho. O lado positivo é que além dos transístores, o site manda um papelzinho junto com os valores dos resistores que você deve usar para montar o Fuzz Face. É só soldar tudo com muito cuidado na placa e desfrutar de um belíssimo fuzz. Para quem gosta de um som hendrix, não poderia ser melhor.

Fiz uma montagem simples, com potenciômetros Alpha e uns knobs de resina bem estilosos. A placa é de fibra de vidro e levou um verniz no final para o cobre não oxidar. Como no fuzz original, o aterramento é positivo. Fiz como manda o figurino e decidi não colocar uma alimentação externa. Uma bateria de 9v dura muito tempo, e quando ela começa o seu longo declínio de carga, o fuzz fica ainda mais doce. Existem fontes para pedais com “sag” para simular uma bateria com pouca carga para pedais como este. Para quem tem interesse em adquirir um parzinho, o custo fica em  $11.00 + uns $5.00 de frete. Tudo vai dar aí uns 25/30 reais. Vem bem embaladinho em um envelope e chega como uma carta normal.
Sample:


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Talk Box II

Hoje o Talk Box na prática. Publico aqui um protótipo que fiz e que segue muito as teorias que mostrei no outro post sobre este efeito. Trata-se de um projeto de Talk Box “Ativo”, com amplificação própria, mas o retorno tem de ser feito através de um microfone ligado ao PA.
Como foi difícil achar o horn, desmontei um megafone de carro de som que serviu perfeitamente. A construção ficou bem grande, mas robusta também. O aparelho não tem muitos estágios. Montei um pré limpo simples para a guitarra com controle de volume ligado ao power de 5w que utiliza um TDA desses baratinhos. Fiz um sisteminha de bypass para poder ser utilizado na cadeia de pedais e também investi no bi-volt para torná-lo mais “universal”.

O sistema de fonte que alimenta o power é o mesmo que alimenta o pré, dotado de um regulador de tensão de 12v. No canto esquerdo vocês podem notar um dissipador que removi de uma velha fonte ATX para o TDA que praticamente não aquece. É melhor sobrar do que faltar.

Como a caixa de alumínio injetado é grande, aproveitei bastante. Este projeto já tem uma dificuldade maior pois não tem esquemas prontos e mastigados na internet. Para ajustar o ganho do pré apanhei um pouco pois saturava com facilidade e eu queria poder usar o Talk Box com o som limpo da guitarra também.
Sample:

Capa para Amp

Pesquisei muito na internet para ver se conseguia uma capa equivalente para o meu amplificador ou até mesmo mandar fazer uma. Algumas que “serviam” passavam dos 100 reais, e por encomenda rondavam os 80 reais. Muito acima do que eu pretendo gastar para apenas proteger o meu amplificador do pó entre outras adversidades. Também não encontrei com o acabamento que eu queria.
Nada como um final de semana livre e uma vontade na cabeça. O meu outro amplificador já veio com uma capa estilosa de fábrica e me inspirei nela para fazer uma para o caçula. Fui ao centro da cidade e voltei com os materiais. Vou listá-los com os preços e depois vou passar melhor o real valor do conjunto da obra.

Fita de Gorgorão: Usada para dar acabamento na barra da capa. Modelo com 22mm por 10 metros. Um rolinho custou R$ 4,80. Não foi utilizado praticamente nada da fita.

Courvin: Outro material que praticamente não foi usado. Um couro sintético que foi aplicado no reforço e acabamento do rasgo da alça. 1/2 metro ficou em R$ 7,00. Sobrou bastante.

Lona fina: Não foi difícil encontrar este material. Só apanhei um pouco nas lojas pois não sabia explicar bem o que queria. Até que veio um click e pedi uma lona para reparar mochilas e malas de viagem. Foi um tiro certeiro. Basicamente é uma malha de nylon, mas muito resistente e que aguenta também altas temperaturas. Não tem brilho, nem parece nylon. Só verifiquei que era quando peguei um retalho e coloquei no fogo. O legal é que é fácil de trabalhar, não é mole como um tecido de algodão, nem muito duro. Passa fácil na máquina de costura. Também é impermeável. 1,5 metros custou R$ 11,00. Não comprei uma quantidade menor porque a loja não vendia. Todos os materiais sobraram bastante e são suficientes para fazer umas duas capas e outras invenções.

Aqui começou a construção tirando as medidas e fazendo marcações no tecido.

Seguindo para o rasgo central da alça, que já determina certinho como a capa vai vestir no amplificador.

 Por uma questão de praticidade, foi feito o rasgo e já costurado o courvin no seu local final.

 Costura feita, é hora de cortar as laterais e alinhavar na mão onde elas vão ficar

Para finalizar, foi só costurar na barra a fita de gorgorão devidamente dobrada e correr para o abraço


E para fechar com chave de ouro coloquei uma bandeirinha do Brasil. Produto nacional com uma capa nacional!
A soma dos valores que coloquei no início do post fica em R$ 22,80. Se fosse o preço final da capa já estaria ótimo, mas não foi. Foi muito menos. Da lona utilizei 50%, da fita de gorgorão 20% e do courvin cerca de 5%. Sobrou mutio material. Estratificando num valor final, a capa saiu R$ 8,00. A bandeirinha tinha sobrando aqui em casa, mas não deve custar mais que R$ 0,50.
Valeu muito a pena. É claro que contei com uma ajuda feminina preciosa na parte de lidar com a máquina. Uma costureira ou até mesmo um sapateiro pode realizar o trabalho e não deve ficar caro. Mas quem tiver essa mãozinha por perto deve aproveitar. Para uma primeira tentativa ficou muito boa. Quem sabe com o que sobrou do material eu não faça um dia uma sozinho, com muita calma.

Palhetas

Olá nobres colegas. Hoje venho trazer um pouco do que sei sobre palhetas. Não sou nenhum mago nem tenho conhecimentos acadêmicos, mas gostaria de mostrar algumas coisas curiosas que recolhi.
Em um próximo post o meu amigo e colaborador do blog Moisés irá falar sobre técnicas e algumas curiosidades sobre palhetas. Vou falar sobre os materiais mais utilizados.
Praticamente todo tipo de material duro e/ou maleável pode ser utilizado na fabricação de palhetas.
Eis aqui os mais comuns:
Celulóide. Utilizado em palhetas macias como as fender THIN.

Gosto muito destas palhetas em gravações com violão de aço. O barulho delas nas cordas é muito agradável. Tem quem goste com palhetas mais duras, onde o som estalado da batida é mais picado.
 Também gosto das palhetas mais grossas, como as fender MEDIUM. São palhetas muito populares.

Nylon. As famosas “Herdim”

Particularmente não gosto destas palhetas. São muito moles e duram pouco. Se não cuidar elas podem ser cortadas por uma corda mais fina. Mas veremos no post do Moisés que elas podem ser muito úteis.

Acetato. São palhetas com boa consistência, disponíveis em diversos formatos e espessuras. Eu gosto destas palhetas. Aderem bem aos dedos e normalmente recebem um acabamento fosco.

Acrílico. Palhetas super brilhantes e duras. Muito bonitas. Existem muitos formatos. São bem legais para quem gosta de tocar Jazz.

Delrex. Pelo que pude apurar é um material bem parecido com o Acetato. Um pouco mais duro e com um acabamento fosco e aveludado.

Estes são os materiais tradicionais que mais encontramos nas lojas. É claro que o céu é o limite para a imaginação e vão aparecendo outros materiais.

Madeira. É muito usual hoje em dia ver palhetas feitas de diversos tipos de madeira. A sonoridade é interessante.

Bem encorpada e levemente fechada. Eu gosto, mas em pouco tempo elas perdem o polimento e por mais dura que seja a madeira ela começa a esfarelar um pouco e pede uma nova camada de cera e polimento. Duram pouco, mas são legais para explorar novas sonoridades, principalmente para quem gosta de um som limpo.

Metal. Duram bastante.

Só uso as palhetas de metal muito bem polidas. As que não têm as extremidades torneadas e sem polimento nos dois lados prendem nas cordas e tornam um solo mais difícil.

Vidro. Não é comum ver palhetas por aí neste material. Nunca toquei com elas. Dos materiais “exóticos”, acho que as palhetas de vidro são as mais difíceis de encontrar.

Borracha.

Ganhei um conjunto igual ao da foto. Definitivamente não servem para guitarristas. São legais para baixistas pois não prendem nas cordas. São bem macias.

Pedra. São mais fáceis de encontrar. Tenho também curiosidade em experimentar. Além de lindas, devem ser muito boas para tocar.

É incrível a quantidade de materiais que podem ser usados. Já toquei também com palhetas feitas com casca de coco. São muito parecidas com as de madeira. Provavelmente todos os guitarristas já tentaram algum dia fazer uma palhetinha em casa. Por curiosidade ou por necessiade já que as danadas vivem se escondendo. Já utilizei tazos, cartões de crédito e até embalagens plásticas para fazer palhetas. Devo admitir que nunca ficaram tão boas quanto as que compramos nas lojas, mas consegui bons resultados. Foi pensando nisso que a turma do Pick Punch criou um “grampeador” que faz em um piscar de olhos uma palheta super bonitinha com cartão de crédito.

Um gadget que nenhum guitarrista se importaria de ter. Não temos este produto no mercado brasileiro, só por encomenda. Mas não é muito caro e o tamanho dele é reduzido. Não deve ser muito dispendioso para ter um. Pelo que vi ele corta reto e a palheta depois tem de ser finalizada com uma lixa para ficar arredondada nas bordas. Um ótimo presente para se dar a um namorado guitarrista… Viu meninas?
É claro que também não podemos esquecer delas, né?

Para finalizar, gostaria de mostrar algumas outras palhetas que encontrei enquanto montava este post:

Valeu a criatividade em criar uma palheta em fibra de vidro a partir de uma placa de circuito impresso. Ficou muito bonita. Só não sei se as trilhas não atrapalham um pouco para tocar. A fibra de vidro com o atrito também esfarela bastante.
Uma palheta que “recria” o som de 12 cordas. Ela realmente dá um efeito bem aproximado para belos arranjos.

E para fechar, para quem gosta do Tuning… Palhetas que brilham com leds.

Que tal?

Danelectro Tuna Melt Tremolo

Tremolo. Um efeito por vezes esquecido pelos guitarristas. Realmente são poucas as músicas que usam e abusam do tremolo. Sempre foi um efeito complementar, muito usado como cereja no topo do bolo em algumas mixagens. Eu vejo neste efeito um mundo de possibilidades onde podemos encrementar o feeling de nossas harmonias e até mesmo em solos e passagens. Com toda a tecnologia que dispomos hoje em dia, é natural ser inebriado por efeitos muito mais fáceis de usar e efetivos nos nossos objetivos musicais. Mas vamos falar de um brinquedinho amarelo capaz de grandes feitos e efeitos. Da série “mini effects” da Danelectro, este pedal está entre os melhores efeitos de tremolo que eu já usei. Um custo x benefício imbatível na minha humilde opinião.
O pedal inicialmente foi vendido em uma caixa de papelão, embrulhado em um plástico e acompanhava manual e um outro folheto mostrando os restantes pedais desta linha. Acompanhava também um protetor para os botões que podia ser encaixado em cima do pedal. Por sorte, foi assim que o meu chegou:

 Esta série sempre foi famosa pelo baixo custo, mas com o tempo a marca lançou o mesmo pedal de uma forma ainda mais barata, eliminando os acessórios e a caixa:

Pelo que pude apurar, “tuna melt” é uma expressão para um sanduíche de atum com queijo derretido, e vem daí a cor amarela do pedal. Se estiver enganado por favor me corrijam. A danelectro sempre colocou nomes engraçados e divertidos nos pedais, e com este aqui não poderia ser diferente.

Como falei no início, o pedal na primeira versão comercializada trazia uma proteção contra pisadas nos knobs e na chave no centro do painel. Aqui faço a minha primeira observação sobre o produto. Ele é frágil, e os controles do painel mais ainda. Mesmo com a mão podemos danificá-lo, imaginem com uma pisada desajeitada. Mas com um pouco de cuidado é só felicidade.
Vamos analisar o pequenote:
A caixa é de plástico, relativamente robusta e aguenta sem problemas o acionamento com o pé. O botão de bypass é muito macio e não requer muita força para ligar o pedal. A comutação também é silenciosa e não cria nenhum estalo ou ruído. Vou fazer uma pausa aqui só para falar deste ponto. O pedal é low-cost, então temos vários pontos negativos sobre acabamento e robustez. O bypass é feito de forma eletrônica com dois CMOS 4053 e 4019. São integrados que além de consumirem bastante energia, alteram bastante o sinal da guitarra. Mesmo em bypass existe uma perda audível na tonalidade do instrumento. Com dois ou mais pedais, esta perda começa a ser um incômodo e com alguma distorção ligada nota-se um início de ruído. Ponto muito negativo. Mais para o final do artigo vamos ver que nem tudo é um desastre e todos os pontos negativos deste pedal podem ser contornados. Os integrados de bypass atuam através de uma chave de pressão de plástico que é instalada de forma a interagir com o botão de metal que fica preso na carcaça com uma mola interna. Achei interessante a engenhoca:
 O pedal por dentro é muito limpo e você não encontra fios sobrando. Existem duas placas. Uma com a parte de alimentação e jacks soldados e outra com o circuito propriamente dito e o sistema de bypass.As placas se ligam por meio de um encaixe que agrega todos os fios. Foto retirada da internet:
Já desmontei completamente o pedal para redigir estas informações, mas na ocasião em que fiz isso não fotografei o processo, por isso recorri às imagens disponíveis na internet.
O circuito é clássico dos tremolos mais antigos. Utiliza um led e um ldr envolvidos em uma caixa plástica preta, que dão suavidade ao pulsar do tremolo. A base do pedal é de ferro bem grosso que leva uma borracha para o pedal não “patinar” no chão. Ela é grossa apenas para o pedal ter mais peso e não voar com uma puxada de cabo.
 Não vi nenhuma ligação para tentar dar alguma blindagem ao pedal que é inteiro de plástico. Uma coisa que não esperava ao desmontar o pedal, é ver que os potênciometros na verdade são micro potenciômetros, ou praticamente trimpots, que são soldados na placa e os knobs é que possuem um veio que encaixa no vão central deles. Ponto negativo pois com o tempo provavelmente estes trimpots se desgastam bastante e viram um problema sério. Conseguir estes componentes no mercado deve ser praticamente impossível. A chave que comuta no painel é pequena e também muito frágil. Aproveito e compartilho um mistério que ainda não resolvi. Esta chave denominada “hard/soft” comuta entre uma pulsação normal e pulsação cortada, onde o tremolo “muta” a guitarra entre as oscilações. A foto oficial do produto mostra um potênciometro no lugar desta chave, enquanto os produtos que estão circulando no mercado possuem uma chave. Eu nunca vi esta versão da foto por aí, mas seria interessante controlar a intensidade com um potenciômetro até chegar em um corte total, opção esta indisponível na versão com chave. Segue foto oficial:
Não sei também se por baixo do botão não se esconde também uma chave normal de comutação, e não um potênciometro como deduzi acima. Se alguém souber, por favor comunique!
Sabemos que uma caixa metálica e blindada é fundamental para não termos problemas com ruídos. Este pedal não tem como ser blindado, então a marca investiu em fazer uma blindagem na própria placa, onde todas as trilhas são envolvidas por trilhas externas de aterramento. Ajuda, mas não substitui uma blindagem de caixa. Nem por isso o pedal é ruidoso. É extremamente silencioso e nunca detectei problemas de interferências. Mas a utilização em palco ou outros lugares mais “hostis” pode oferecer riscos. Nada que o mundo da gambiarra não resolva. Quem faz mesmo questão de utilizar este efeito, que considero um primor, tem sempre a opção de fazer um “rehouse” e instalá-lo em uma nova casa e resolver todos os problemas que falei neste artigo. Caixa metálica, potenciômetros “de verdade” e true bypass. Foi o que vários apaixonados por este efeito fizeram:

 

Acho uma boa opção para quem quer “profissionalizar” este pedal. Para quem tem interesse, existe AQUI um tutorial completo para realizar esta manobra.
Mas será que vale tanto assim fazer isso tudo? Eu acho que vale. O pedal é simples, barato e único. Os comandos respondem super bem e o som é bonito, não altera a equalização nem o volume do instrumento como outros pedais que eu já vi por aí.
A grande sacada é o som. Recomendo!
Sample gravado com uma Fender Stratocaster Deluxe Players:

Talk Box de uma forma descomplicada

Em primeiro lugar: Neste artigo podem surgir expressões que não constam como padrão na construção deste aparelho. Expressões estas como Talk Box Passivo, Ativo ou Completosão apenas utilizadas de maneira a facilitar o entendimento do leitor sobre o que é falado, de forma direta, sem levantar assim grandes dúvidas sobre o tema. Toda e qualquer crítica ou correção do presente material é muito bem vinda e apreciada.
Descrição geral: O efeito “Talk Box” consiste no som de um instrumento (guitarra, teclado, etc…) projetado através de um tubo até a boca, que age como meio (caixa) acústico. Pode-se dizer que é um efeito de “modulação real” pois com a boca pode-se criar vários tipos modulações incluindo palavras. É possível cantar só ao mexer dos lábios sem utilizar a voz. Muitas vezes denominado como um “Brinquedo caro”, o Talk Box já vem sendo utilizado a muitos anos por guitarristas como Joe Walsh e Peter Frampton.
Para entrar no mundo deste divertido efeito, temos de falar do falante ou “horn” que possibilita este efeito existir.

O “horn drive” ou “pinha” como é chamado não é mais do que um alto-falante feito para ser acoplado a algum tipo de cone ou “corneta” que distribui o som. É muito utilizado pela polícia, ambulâncias, Kombi da fruta, carro de campanha política ou então no clássico “Pour Elise” dos caminhões de gás que alegraram a nossa infância e permanecem vivos até hoje em várias regiões do Brasil.
Como devem imaginar, são artefatos construídos para produzir um elevado nível de pressão acústica e com uma relativa baixa qualidade sonora. Trabalha de uma forma mais eficaz em frequências altas e médias e os graves são particularmente débeis. Mas para o fim que queremos dar servem perfeitamente. Em algumas casas de eletrônica ou som automotivo é possível encontrar só o horn para substituição mas normalmente eles são mais caros que comprar o conjunto montado. Existem horn drivers de grande qualidade com boas respostas de frequências, mas estes são extremamente caros e grandes e não são nada práticos para um músico transportar. Ver foto:

Vale a pena dizer ainda que é preciso ter cuidado ao comprar. É normal confundir com os twiters que vemos nas lojas, mas estes não servem. São utilizados APENAS para frequências muito altas e não servem para fazer um Talk Box.
 
Para quem não consegue de jeito algum encontrar este componente ou apenas encontra a um preço muito elevado, existe ainda a opção de utilizar um falante normal com cerca de 4 polegadas e acoplá-lo com borrachas gradualmente até conseguir a expessura fina do tubo. Para quem quer “brincar” ou então fazer gravações em estúdio considero uma alternativa válida e prática, mas para uso profissional ao vivo é uma solução pouco atrativa pois o fato de acoplar um falante envolve perdas de pressão acústica e definição de som, o que faz necessário um circuito com grande potência que é caro e tem componentes grandes e pesados como o dissipador de calor, e claro, o transformador. Todo este aparato obriga a uma montagem gigantesca, pesada, muito mais cara e pouco fiável em termos profissionais. Penso que é mais fácil procurar o horn ou então comprar um falante (sirene) e desmontar.
Na internet conseguimos encontrar alguma informação sobre este efeito. Mas toda ela é muito limitada, resumida ou então apenas descreve o conceito por alto sem apresentar informação detalhada como em outros pedais que encontramos por aí.
Na internet eixste alguns tutoriais para converter caixas de som de computador com um funil em um Talk Box. É um bom início para quem quer compreender como funciona e experimentar de forma barata antes de partir para algum projeto mais sério e dispendioso. Nada como começar com uma gambiarra!

 

Existem basicamente 3 tipos de Talk Box:
Talk Box “Passivo”
Talk Box “Ativo”
Talk Box “Completo”
Talk box “Passivo”: Consiste em ligar o horn diretamente à saída do amplificador e o sinal entra diretamente no horn. Este método inclui uma caixa onde fica o horn e um switch que comuta entre o horn e o falante do amp. Na prática funciona como um “Bypass” que desliga o som do amplificador quando usamos o Talk Box e o som sai pelo tubo, posteriormente amplificado por um microfone para o PA.
Um modelo comercial deste tipo de Talk Box é o Dunlop Heil Talk Box.
Prós: É extremamente simples de construir. Só necessita de uma pequena caixa, o horn, um DPDT para a comutação e dois jacks. É uma montagem passiva pois não requer nenhum tipo de circuito, uma vez que o próprio amplificador do instrumento fornece o sinal pronto para o horn. Outra vantagem interessante é o fato de receber toda a potência do amplificador, o que dá um volume final alto na saída do tubo e favorece a captação pelo microfone em lugares mais ruidosos (Exemplo: Um show).
Contras: Envolve algum cuidado e conhecimento sobre a carga resistiva do amplificador em questão utilizado. O horn não é mais do que um alto-falante e como qualquer componente deste tipo tem uma carga resistiva própria. Exemplo: Ligar um horn de 4ohms em um amplificador preparado para 8ohms não é uma boa ideia. Sem contar o fator potência, um horn de 30w em um amplificador preparado para fornecer 100w. Você pode queimar tanto o horn como o amplificador, por isso, cuidado! Com este primeiro contra, torna-se óbvio que um Talk Box construído nestes parâmetros não é universal e tem de ser preparado para um amplificador específico e apenas utilizado naquela combinação. Requer uma reavaliação de impedâncias e potências para ser utilizado com outros amplificadores. Numa visão ainda mais exigente ainda resta a desvantagem das ligações por cabos ao amplificador, pois estes ficam pelo chão e se levarem um puxão podem se desconectar do aparelho deixando o circuito aberto, que no caso de amplificadores sem proteção pode resultar em danos graves ao amplificador (Exemplo: Amplificadores valvulados). Com estas informações, é natural surgir a curiosidade em saber como o modelo comercial Dunlop Heil Talk Box é vendido sem problemas. A solução encontrada pelo fabricante foi utilizar um horn com uma impedância de 8ohms, típica nos amplificadores de guitarra. A potência máxima é de 100w tendo em conta que os amplificadores de guitarra não passam muito desta potência. É claro que se o amplificador operar a uma impedância superior a 8ohms ou uma potência superior a 100w não poderá utilizar este Talk Box disponível no mercado. Como já diz no manual do fabricante: “Caution: The Talkbox is an 8 ohm speaker rated at 100 watts max power or 50 watts RMS. Check the specifications on your amplifier to verify that it will not overpower the Talkbox”
Talk box “Ativo”: Consiste na construção do aparelho em que o horn está ligado a um pequeno amplificador interno de baixa potência (De 5w a 8w).
 
Um modelo comercial deste tipo de Talk Box é o Rocktron Banshee Talk Box:
 
Prós: A mais nítida vantagem deste tipo de construção é a possibilidade de ligar o aparelho normalmente na cadeia dos pedais ou no loop de efeitos do amplificador sem ter preocupações com potências, impedâncias ou possíveis danos ao amplificador. É um pedal totalmente independente do amplificador do instrumento e faz do seu transporte e utilização algo muito mais simplificado.
Contras: Este tipo de Talk Box assim como o “Passivo”ainda requer um microfone e um amplificador externo, no caso um PA para amplificar o som.
Talk Box “Completo”: Como o nome já diz, é completo, totalmente independente tanto do amplificador do instrumento como da utilização de um PA externo. Assim como o ativo, possui um circuito que amplifica diretamente o som do instrumento para o horn e o som sai pelo tubo. Mas este gênero de Talk Box possui também um pequeno circuito interno que amplifica o sinal do microfone e envia o sinal para o próprio amplificador do instrumento, dispensando assim a utilização do PA.
Um modelo comercial deste tipo de Talk Box é o Danelectro Free Speech:

 

Prós: Por ser um pedal completo não é preciso falar muito sobre as suas características positivas pois são muitas. Fácil de transportar, pode-se ligar diretamente com os pedais ou loop do amplificador e não requer um amplificador externo para o microfone.
Contras: Infelizmente só existe o Danelectro Free Speech disponível no mercado para este tipo de Talk Box. É um pedal que levanta algumas queixas por parte dos utilizadores pois tanto o som que sai pelo tubo é muito baixo como o microfone e o seu respectivo pré-amplificador são muito fracos, o que faz deste aparelho comercializado uma opção indicada mais para aplicações em estúdio. Ao vivo ocorre o problema de mistura com sons externos o que obriga a elevar o volume do amplificador, causando problemas de feedback. No caso este contra aplica-se apenas ao pedal disponível no mercado, não para pedais handmades que podem ter todos estes pontos corrigidos. No caso de montar este pedal a única desvantagem é ter que adaptar um microfone dinâmico simples para captar o som da boca. Microfone este que já é necessário em todos os outros tipos mencionados neste artigo. Apenas fiz este comentário pois o Talk Box “Completo”disponível no mercado pela Danelectro já possui o microfone que é pequeno e acoplado ao tubo. Ver foto:

Espero ter colaborado para um melhor entendimento deste efeito. Penso não ser um efeito indispensável na vida de um guitarrista, mas é sempre legal aprimorar o que já sabemos e conhecer coisas novas.

Um abraço e até o próximo post!

 

Acedo 288

Gosto de novidades. E gosto também de sempre que possível testar ou mesmo ter um produto nacional. Recentemente adquiri um pequeno grande valvulado, um Acedo 288.

 Optei por um modelo pelado, sem loop e reverb pois queria um amplificador pequeno e super simples para ensaios e pequenos shows. Vou fazer aqui uma análise sincera do que me chegou em mãos. Quando abri a caixa fiquei surpreso com a beleza e acabamento do amplificador. O amplificador é lindo! Super bem acabado, sem nenhum defeito de finalização como bolhas no revestimento sintético ou pontas levantadas. A alça é forte e as cantoneiras cromadas protegem bem as laterais do amplificador. Os pés são de borracha e fixados com parafusos. De cara você vê que não existe economia na parte externa e está em um padrão internacional.
O painel é cromado e muito bonito com todos os controles gravados. Trata-se de uma chapa de metal cromada por cima do chassi. Com knobs “chicken head” que dão estilo e uma lembrança vintage.
Os jacks são bem estilosos com porcas cromadas arredondadas dando um acabamento limpo e delicado ao painel. As chaves estão dispostas para serem ligadas para o lado, o que achei muito bacana e conferiu personalidade ao projeto. Gostei muito do sistema de luzes de “ligado” e “stand by”, onde foram colocadas lâmpadas de neon que recebem alimentação direta da rede. Achei isso muito bacana pois normalmente são colocadas lâmpadas normais de 6v e alimentadas no mesmo enrolamento que aquece os filamentos das válvulas. São caras e difíceis de encontrar no mercado nacional. Estas são muito baratas, não aquecem e qualquer casa de eletrônica tem. Adorei a inovação.

 Para por as válvulas é necessário abrir a tampa traseira. Soquetes cerâmicos de qualidade, com presílias de metal para todas as válvulas!. Ao abrir deu para ver melhor a construção:

Os fios são de boa qualidade e a montagem é muito limpa. Destaque especial para o chassi que é super grosso e com um revestimento de tinta preta muito bom. Além de robusto, está muito bem protegido contra corrosões.
Aqui o detalhe dos potenciômetros que se ligam ao circuito por meio de “fitas” de fios, contribuindo para a limpeza e organização interna. Os potenciômetros são Alpha 24mm. Ponto positivo!

 Um dos poucos pontos negativos que encontrei no amplificador: Placas de fenolite. Infelizmente estas placas quebram com grande facilidade. Não é o caso de se preocupar pois como disse, o amplificador tem um chassi muito forte. Mas elas são sensíveis à umidade e podem empenar com o tempo. Também saltam as trilhas com alguma facilidade se não tiver muito cuidado na hora de soldar. As pistas por baixo são bem feitas, grossas e revestidas com solda. Por isso a oxidação não é um problema, foi feito para durar. Mais um ponto positivo para o amplificador é o bias individual para as válvulas de potência.

 Vale também falar dos componentes. São bons, principalmente os da fonte. No circuito utilizam alguns capacitores MKT, EPCOS e cerâmicos normais. Os resistores das placas das válvulas de pré são de 1/4w. Normalmente por segurança usa-se 1/2w. É uma economia que eu não entendo muito bem… Mas nada que não possa ser resolvido com uns 50 centavos e um pouco de paciência.
Detalhe das chaves que são muito boas e os surpotes das lâmpadas de neon que dão um toque especial ao amplificador.

 Os transformadores são bem construídos, bem envernizados e recebem chapas metálicas de blindagem. Bem dimensionados, não aquecem muito. Quando encomendei perguntei se podia ser bi-volt e me disseram que não. Até hoje não entendi o motivo. Ponto negativo mas sem grande importância para mim. Para quem toca cada dia em um lugar é uma pedra no sapato. O fio AC já vem no padrão das novas tomadas do Brasil com o pino de aterramento.

E o som?

Agora vem a parte mais simpática.  O amplificador tem um som muito cristalino, bonito mesmo! A equalização atua bastante e a saturação do pré é muito bonita. Ainda que seja um amplificador de baixo ganho, a saturação é consistente e se combinada com um boost moderado chega em sonoridades bem  Rock ‘n’ Roll. Este modelo tem duas el84 na saída fazendo 15w push-pull. Para quem acha que ainda é pouco, tive problemas no ensaio com a minha banda por causa do barulho. Só saturei o power sozinho no estúdio e garanto que é barulho pra caramba. É minúsculo e faz muito barulho este amplificador. Em volumes muito elevados, o amplificador vibra bastante. Se for gravar em estúdio com som limpo em altos volumes pode ser um problema pois essa vibração é um pouco evidente. Tenho um outro amplificador valvulado, um fender de 60w, que mesmo em alto volume não possui estas vibrações. Ainda não descobri onde vibra para tentar resolver. Mas nada crítico. Temos sempre que lembrar que é um amplificador pequeno e super compacto. Ele é praticamente do tamanho do alto-falante. Ele vibra como uma peça só. É muita coisa.
Por falar no alto-falante… Foi um modelo bem conseguido com som equilibrado e muito nítido.
Saturando as válvulas de potência  o som ficou meio rachado e não gostei tanto… Mas para volumes “normais” ele tem um desempenho excelente. Nada que não se possa fazer um upgrade se desejar “arregaçar” o brinquedo.

Conclusão

Um produto nacional de alto nível. Não é um amplificador de “butique” e também não é um amplificador de “série”. É o meio termo entre os dois. Possui o acabamento e cuidado em fabricar com as mãos de um amplificador de luxo com o preço e a simplicidade de um amplificador popular. O valor que é pedido no amplificador é mais do que justo. É um produto com poucas coisas para melhorar e quase todas elas podem ser feitas pelo proprietário ou por um técnico. Penso que a única coisa que poderia vir melhor de fábrica era as placas em fibra de vidro. Não penso que iriam agregar muito valor final ao amplificador.

Em suma… Recomendo!

Novo colaborador do blog

Bom dia, camaradas.

Quero agradecer o convite do meu amigo Francisco, ou “Frankli” – como o conheço há cerca de dez anos, para “tocar” esse blog com informações sobre guitarra.
Esse é um assunto que rendeu muitas linhas de conversa via messenger, e-mail, twitter e acabou rendendo ótimos frutos em termos sonoros.
Acho a iniciativa de expandir esse debate bastante louvável e espero que outras pessoas possam se beneficiar e colaborar comentando (terei prazer em responder e aprender junto com vocês), e, talvez, até escrevendo pra esse blog no futuro.

O meu nome é Moisés, e o meu foco e talvez maior conhecimento dessa enorme área é de produtos com bom custo benefício, ou seja, produtos de bom preço e de satisfatória qualidade sonora.
O meu caso, que acredito ser o de uma boa parcela de guitarristas brasileiros, é que não disponho de muito dinheiro pra investir em pedais, fontes, pedaleiras, guitarras, captadores importados, amplificadores… A lista de equipamentos pode ser bastante extensa e custosa.
Portanto, nos meus poucos equipamentos costumo fazer algumas modificações que me permitem ampliar as possibilidades de timbres e regulagens.

Os meus equipamentos são:

01 guitarra Tagima 635 modificada (cópia da Fender Stratocaster)
01 guitarra Memphis MSG 100 modificada (cópia de uma Gibson SG)
01 amplificador Vox Pathfinder 15R modificado (transistor)
01 amplificador Galaxy 20W (valvulado, cópia modificada de um Orange Tiny Terror)
01 pedaleira Zoom G1N
01 pedal de wah modificado pra funcionar como pedal de expressão da pedaleira
01 pedal Tube Baby da EFX
01 pedal Soviet Muff da EFX
01 Ebow
01 afinador de clip

Devo tratar aos poucos sobre cada um desses equipamentos e contar sobre as modificações ou disponibilizar alguns samples do material que tenho (podem fazer seus pedidos que priorizo as demonstrações).

Por enquanto é isso, espero colaborar pra que vocês possam decidir entre adquirir ou não algum desses equipamentos, ou modificá-los ou não.

Até breve!

Ts808 – Continuação

Continuando o post que abriu o blog, vamos falar do TS808. O clone que fiz segui exatamente como é o pedal original. Utilizei o projeto e placa do site www.tonepad.com. O clone ficou muito fiel ao original, e levantou também algumas limitações clássicas do projeto. O tone assim como em todos os tubescreamers originais é muito fraco, e só atua bem no final e de uma forma brusca que não permite um ajuste fino. É algo que pretendo resolver neste pedal. Outro “problema” é que quando ativo, o pedal altera bastante a equalização da guitarra sobressaindo demais os médios. Há quem diga que é justamente este o segredo deste pedal clássico e também o seu charme. Já toquei em clones e pedais de fábricas “inspirados” nele e que tinham este problema resolvido. Sinceramente prefiro as versões com estes dois pontos resolvidos. Para mim o grande charme do pedal é o drive macio, e se manter a equalização do instrumento e ter um controle de tone bem ajustável ele fica perfeito. Fiz uma arte simples em cima do pedal e não vi necessidade de por um led indicando quando está ligado. Só utilizo o som limpo do amplificador então sei sempre quando ele está ligado. Ficou rústico mesmo e eu gostei do resultado final. Ainda adicionei um DC na lateral da caixa para usar com a fonte que apresentei no post anterior.

Foto atualizada:

E como não poderia faltar, um sample:

Utilizei uma Tagima Stratocaster TG-635 para este sample. No final toco com ela sem o efeito.

Fonte 9v para Pedais

Fala turma. Agora trago uma fonte de montagem simples para alimentar com facilidade praticamente todos os pedais. A fonte possui uma capacidade de 1A, mas pode ser construída para oferecer até 1,5A mas não recomendo pois leva o regulador ao limite e não é muito bom. Tendo em conta que cada pedal não consome mais do que 30mA a 70mA, podemos alimentar uns 20 pedais tranquilamente com esta fonte. Montei seguindo este esquema AQUI. Utilizei um transformador com dois primários, 127v e 220v. O secundário é de 12v 1A. A montagem não tem mistério. Comprei uma placa “protoboard” com trilhas de cobre e soldei direto nela. Fiz um reforço nas trilhas com solda por onde passa mais corrente. A caixa é um pouco grande e metálica, mas assim o circuito fica bem acomodado. Vale uma atenção aqui. Eu montei no padrão normal com aterramento na carcaça e com a saída da fonte no padrão tradicional. Inverti os fios na hora de soldar o jack que encaixa nela, para ter a alimentação padrão para pedais que é negativo no centro e positivo na parte de fora do jack. É bom cuidar com esta parte para não ter problemas depois. Fiz questão de aterrar a caixa pois já usei fontes com caixas de plástico ou metálicas sem aterramento e  gerava ronco quando aproximava de alguns pedais, principalmente dos wah-wah. Coloquei um led azul bem forte que marca bem quando ela está ligada. No palco é legal que você pode apontar para os pedais e sabe qual é qual de longe. Ficou bonita e super silenciosa. Ruído zero. Com a vantagem de ser bivolt. Recomendo colocar um fusível para proteger a danada. Como vocês já perceberam, tenho alguns conhecimentos de eletrônica e gosto de montar algumas coisas. Não tenho nenhum fim lucrativo nem tampouco pouco deixo de comprar equipamentos de “marcas” ou de outros construtores. Acredito no trabalho das empresas e também dos “handmakers” que se dedicam e criam ótimos produtos. Gosto de montar, mas se curtir o produto compro e saio satisfeito.
Agora as fotos. É só clicar para ampliar: