Disorder Overdrive

Já fazia muito tempo que eu não me dedicava a construir um único pedal do zero. Sempre fazia projetos com vários circuitos, misturas, versões e matei as saudades construindo esse maravihoso projeto.

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Baseado no circuito do OCD, o disorder é comercializado pela empresa britânica de kits Fuzz Dog Pedals. Existe a opção de comprar apenas a placa, ou o kit completo que traz até a caixa já furada.

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O kit que montei vem completo, com caixa, jacks e todas as peças. Não é o primeiro pedal desta loja que eu monto, e gosto muito dos kits pois além de trazer tudo e boa informação para montar, só utilizam componentes de alta qualidade como resistores 1%, capacitores Wima, Panasonic, potenciômetros alpha, jacks neutrik.

Outro ponto positivo é a placa, que vem com todos os furos metalizados que conferem muita robustez ao pedal. Todos os circuitos são desenvolvidos para eliminar ao máximo o uso de fios. Apenas os jacks são soldados com fios, pois possuem maior desgaste e a substituição é muito mais fácil.

A arrumação interna fica super limpa, profissional e o resultado final é um pedal bonito por dentro e por fora, livre de ruídos.

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Para este projeto a escolha dos knobs foi na versão transparente

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Abaixo fica uma gravação que fiz com este pedal utilizando uma Stratocaster. Recomendo 🙂

Achados do Gambiarras

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Faz um bom tempo que não falo de construções e kits aqui no blog. O achado da vez é um site que vende kits de pedais e também de amplificadores valvulados com tudo o que é necessário para montar. O site vende também kits de outros sites de pedais da Europa e dos Estados Unidos. Existe também a opção de adquirir apenas as placas do kit, o que para quem mora no Brasil sai mais em conta. Recomendo todos os kits pois são projetos muito legais e com componentes de ótima qualidade. Fica a dica, e aqui o link.

Fender Blues Junior IV

Quem der uma procurada pelo blog vai ver que tenho uma longa história com esse modelo de amplificador da Fender que em minha humilde opinião vem melhorando a cada nova versão. Este ano a Fender lançou o modelo IV que conta com muitas novidades que considero fantásticas para um dos modelos de menor custo dentro da gama de valvulados da marca.

Aparentemente as versões especiais (Tweed e edições limitadas coloridas) foram deixadas de lado e o foco foi trazer um único produto que reúne tudo de melhor que o tradicional som “fender” pode oferecer.

Esta versão veio apenas com acabamento preto, com medidas ligeiramente diferentes ao antigo modelo.

Blues Junior III:

Medidas: 40.64 x 45.72 x 23.31 cm
Peso: 14.06 kg

Blues Junior IV:

Medidas: 40.8 x 45.72 x 23.31 cm
Peso: 14.3 kg

Uma diferença para o antigo modelo é que ao menos no exemplar que pude verificar pessoalmente, foi utilizado madeira na construção e não aglomerado.

No visual geral, pouco mudou. A única mudança visual foi o painel com a serigrafia muito mais destacada e knobs brancos que são muito mais fáceis de ver a posição em ambientes com pouca luz como um palco.

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Mas as melhores coisas estão por dentro…

Essa nova série já vem de fábrica com um falante Celestion A-Type que casa perfeitamente com esse amplificador. O modelo anterior vinha com um mais genérico e a maioria dos proprietários acabava mudando.

Mas não ficou por aí:

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De todas as versões essa é a mais robusta. Abandonaram as placas em fenolite que eram muito delicadas, e tanto a placa central como a dos soquetes das válvulas são agora em fibra de vidro. Um problema antigo que se tinha com as de fenolite era o de trilhas soltando por causa do calor das válvulas.

O circuito recebeu uma melhoria significativa na resposta em graves, que antes era um problema e obrigava a fazer alguns mods. O amplificador agora já vem com isso corrigido e soa com grande presença.

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Outro motivo de reclamações e mods era o bias que vinha muito alto e não trazia benefício algum para o som, só gastava mais as válvulas. A versão IV continua com bias não regulável, mas com um ajuste de operação muito mais baixo. Basicamente a marca adotou o “27k bias mod” que já era conhecido do pessoal que modifica este amplificador.

A função FAT segue igual adicionando overdrive, com um ligeiro incremento de médios nesse novo update.

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Reverb. Para mim essa foi a maior modificação de todas, e a mais discutível também. O reverb dos modelos anteriores era profundo, bem ao estilo dos grandes amplificadores da Fender. O problema é que quanto mais reverb se adicionava, menos punch o amplificador tinha. O som ia ficando magro demais e perdendo todo o ataque.

Nessa nova versão o reverb é muito mais “raso”, mas em todo o curso do controle o amplificador permanece com a mesma resposta, o mesmo punch. Para muitas pessoas foi um tiro no pé, para o meu estilo de tocar, uma tacada de mestre. De qualquer forma para quem gosta do reverb antigo sempre é possível modificar para ficar como o das versões anteriores. Foi um dos pontos que tocou muito no gosto pessoal. Ou você ama, ou odeia. Na pior das hipóteses pode-se usar um pedal externo de reverb e manter o knob do amp no zero.

Um útimo detalhe que não passa batido foi a gentileza em a partir de agora vir já com o amplificador o footswitch para acionar a função FAT. Muito legal!

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Conclusão:

Recomendo! A Fender não mediu esforços para trazer um amplificador muito melhor, muito mais bem construído e com o mesmo preço do modelo anterior. Para quem procura um valvulado pequeno, com um som muito clean esta é uma das melhores opções dentro dos valvulados mais “baratos” que existem no mercado. Indico para todos, mas nunca esqueçam de testar um antes de comprar. Comprar por catálogo continua sendo uma das coisas mais perigosas que se pode fazer ao adquirir instrumentos musicais.

Achados do Gambiarras

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Infelizmente as mulheres ainda são minoria no nosso mundo da guitarra, o que é uma pena! São inteligentes, dedicadas e com sentidos muito sensíveis. Recentemente me chegou através de um amigo a indicação de uma grande mulher que desde 1994 presenteia o nosso mundo com maravilhosos pedais handmade.

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Ela se chama Fran e desenvolve os circuitos, solda e finaliza os pedais de sua marca, a Frantone.

Não tive a oportunidade de tocar em nenhum pedal da marca, mas tenho a certeza que pelo carinho, originalidade e dedicação, são maravilhosos!

Mais do trabalho desta grande mulher você pode conferir (e comprar) aqui.

Comparando Guitarras

Não há nada mais divertido do que um bom final de semana com os amigos em um estúdio recheado de guitarras para tocar. Foi assim sem pretensão alguma que tive a oportunidade de experimentar diversos instrumentos, dos mais variados preços e configurações, e reafirmar o que sempre falo aqui no blog. É sim possível ter um ótimo som sem ter de vender o carro. Não podemos esquecer que muito do valor agregado é por fetiche ou pelo carimbo de alguma série especial. Para a grande maioria dos músicos os instrumentos de preço intermediário dão e sobra para ensaios, gravações e shows. Alguns precisam de um bom ajuste ou pequenos upgrades e você chega lá da mesma forma.

Sendo assim, compartilho um pouco da experiência e dos sons que cada instrumento é capaz de entregar. O amplificador utilizado foi um Mesa Boogie Mini Mark V sempre com os mesmos ajustes ligado em um gabinete Lascowsky baseado no mesa 1×12 WideBody Closed Back. Falante Eminence Lynch Super V12. As guitarras utilizadas e suas respectivas especificações seguem aqui na ordem em que aparecem no vídeo:

Vintage Les Paul Paradise: Elétrica CTS, captadores Sérgio Rosar Rock King na ponte e Mojo13 no braço. Nut Graphteck Tusk. Top de maple e back de mogno, braço em mogno.

Epiphone Les Paul Standard: Elétrica CTS, captadores Sérgio Rosar Hot Mojo na ponte e Mojo13 no braço. Escala em rosewood. Nut original. Top de maple e back de mogno, braço em mogno.

Les Paul Music Maker: Guitarra nacional do luthier Ivan Freitas. Corpo e braço em mogno nacional, top em flamed maple. Acabamento Honey Burst. Captação Music Maker. Elétrica CTS. Trastes aço inox.

Squier Stratocaster Classic Vibe: Corpo, braço e trastes originais, captação TE-03 Big City ’69 Blues Strat Pickup Set, ponte com bloco Manara. Elétrica CTS.

Warmoth Stratocaster: Corpo em Alder com Quilt Maple. Braço em Flamed Maple. Captação Edu Fullertone 69. Ponte vintage Gotoh com bloco Manara. Tarraxas fender Lock Tuner. Elétrica CTS. Trastes aço inox. Guitarra com Treble Bleed.

Telecaster  Paulo May: Corpo em Hard Ash, braço em maple com escala de maple colada, Sergio Rosar V-Hot na ponte e Malagoli no braço. Tarraxas Grover mini rotomatics. Ponte ferrosa com saddles Fender.

Corradi SL: Guitarra nacional produzida pelo luthier André Corradi. Corpo em mogno, braço em maple quarter sawn, escala em ébano, ponte Christian Bove, nut Graphtech Tusk, elétrica CTS, captadores Sérgio Rosar Rock King na ponte e Mojo13 no braço. Guitarra com Treble Bleed.

 

Collateral FX – Landgraff Overdrive

Tempos atrás em uma conversa com o Guilherme da Collateral FX eu contava que buscava um Tubescreamer mais moderno e versátil que o circuito tradicional do Ts808.

Foi nesta ocasião que ele me falou dos pedais Landgraff e descobri a possibilidade de ter um Ts com muito mais ganho, volume e controles mais funcionais.

A missão ficou também nas mãos do Guilherme, que além de produzir pedais lindos e bem organizados, só utiliza o que há de melhor em componentes. Assim surgiu este LandGraff Overdrive.

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Uma das coisas mais legais nos pedais da Collateral é a possibilidade de colocar o Led na chave, o que facilita a utilização em palco. Alguns pedais dependendo do ângulo você não vê o led no meio dos knobs. Ótima solução!

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Como sempre o capricho interno é notável. Assim como no Klon que postei anteriormente, este pedal também possui componentes selecionados e uma arrumação dos fios interna super limpa.

Para não passar batido, segue um vídeo da brincadeira com este exemplar:

Les Paul Rewiring

Já compartilhei aqui pelo site dois “rewiring” em Stratocaster que realizei. Hoje falo um pouco sobre Les Paul. Após adquirir a minha atual Les Paul, senti a necessidade de utilizar todo o potencial dela através da parte elétrica. A ligação original dos captadores não permitia “Splittar”, ou seja, selecionar uma única bobina de cada captador. Eu também não tinha potenciômetros “push” adequados para isso. Foi então que comprei um kit completo na StewMac para realizar esta cirurgia:

Como o kit traz tudo que é necessário e da mais alta qualidade, removi toda a elétrica antiga, incluindo fios e jack e instalei todos os componentes zero km. Como falei anteriormente, esta modificação necessita de potenciômetros com uma chave, que é acionada quando puxamos o knob para cima. Já comprei o kit que contempla isso e os dois potenciômetros de Tone possuem esta função.

Aproveitei e comprei também um par de “Treble Bleed” que assim como os capacitores de tone, são Orange Drop.

A StewMac oferece um esquema super simples e bem organizado de como realizar todas as ligações. Lembrando que este esquema sugerido faz o Split apenas da parte de fora dos captadores. Para a parte interna a ligação muda, mas para o meu uso ficou legal o som assim e por enquanto não vou alterar.

O resultado antes de colocar aqui, publiquei em alguns grupos no Facebook para debate. A dica que dou é fazer com muita calma e estudar bastante o esquema antes e entender o que cada ligação faz. O risco de erro diminui muito e o negócio funciona de primeira!

 

Klon KTR vs Klon Collateral FX

Até hoje a única referência ao Klon Centaur que fiz no blog foi a construção de um buffer deste aclamado pedal. Recentemente tive a oportunidade de ter em mãos um dos maravilhosos clones produzidos pelo Guilherme da Collateral FX, que já ganharam a galera pela grande qualidade de construção e componentes dos pedais da marca.

Pensei em fazer apenas um review, mas surgiu a oportunidade de comparar com o pedal original do qual foi baseada a sua construção.

O diferencial dos pedais da Collateral é que são todos feitos manualmente, com componentes de altíssima qualidade como capacitores Panasonic, Wiva e potenciômetros Alpha e CTS em alguns modelos.

O Klon é um dos pedais mais vendidos, com diversos acabamentos disponíveis. A marca já vendeu mais de 300 pedais Klon.

Além de componentes de alta qualidade, muitos pedais recebem peças NOS, como é o caso do Klon com diodos de clipping.

O Klon alvo deste vídeo comparativo é a reedição KTR.

O pedal foi gentilmente cedido pelo meu amigo Oscar Isaka do blog Louco por guitarra.

Como sempre sou muito bem recebido por lá e ficamos horas batendo papo sobre este vício chamado guitarra!

A nova versão do Klon, também conhecida como KTR, é em SMD e recebe também diodos NOS selecionados. O fabricante garante que o pedal soa exatamente como os anteriores que eram construídos com componentes normais. Não tenho o anterior para testar, mas não duvido da afirmação pois na comparação que fizemos, o da Collateral é feito com componentes normais e os dois apresentaram o mesmo escopo do áudio, sem variações audíveis na EQ.

Para o teste utilizamos uma A/B box para comparar também buffer bypass clássico deste circuito. Soaram exatamente iguais nesta função.

Não preciso dizer que os dois pedais são maravilhosos e soam igualmente muito bem. O Klon KTR com um pouco mais de entrega de ganho e volume, mas os dois apresentaram a mesma qualidade de overdrive. Na metade do vídeo os ajustes foram alterados até que os pedais entregassem o mesmo som. A guitarra utilizada no teste foi uma  Fender Stratocaster em um amplificador nacional Explend EXP-30. Como ouvido e gosto é algo muito particular, deixo aqui o vídeo para apreciação de todos.

Guitar Center Hollywood

Nas inúmeras voltas que dei pela Califórnia visitei tranquilamente mais de quinze lojas de instrumentos musicais. Fotografei quase todas. O problema é que não criei um registro detalhado disso, e publicar seria uma grande confusão pois não saberia informar onde cada fotografia foi tirada. Como ir na Guitar Center Hollywood foi inesquecível e inconfundível, resgatei este passeio para compartilhar aqui com vocês.

Na entrada da loja existe logo de cara uma vitrine nostálgica com vários instrumentos doados por artistas ou por familiares para a loja exibir de forma permanente. Eles costumam mudar estas exposições de lugar entre a entrada e vitrines no interior da loja.

Para quem é fã incondicional do SRV como eu, a loja possui alguns itens raros do artista que vale ver de pertinho e registrar o momento.

A primeira visão que temos da loja é de um grande galpão com um andar superior onde encontramos cordas e pedais. Nesta loja a variedade destes itens é pequena, pois o foco é em instrumentos.

Ainda neste salão podemos encontrar instrumentos de entrada de marcas como Fender, Epiphone e Gibson.

A coisa começa a ficar divertida quando entramos nas áreas de produtos diferenciados, como a PLATINUM.

Nesta parte ficam as guitarras Signature e Custom Shop, bem como algumas Master Built.

Saindo desta parte que faz doer o bolso e entrando no subsolo, a loja tem um ambiente climatizado com uma grande variedade de instrumentos acústicos.

Tudo muito legal, mas o que realmente faz desta loja um lugar especial é o salão de instrumentos vintage!

Para cada guitarra disponível, vem junto o seu respectivo Hard Case original também guardado na loja.

Os amplificadores antigos também foram lembrados e estão disponíveis para todos os gostos e bolsos.

Para quem ama instrumentos musicais assim como eu, visitar as lojas de instrumentos musicais na Califórnia é muito mais do que a realização de um sonho para todo músico, é uma viagem nostálgica no tempo e na história da música moderna. Recomendo!

(Guitar Center Pasadena)