Seymour Duncan Everything Axe Set

Fala Galera! Nas últimas duas semanas estive intensamente envolvido com um projeto no trabalho e infelizmente não deu tempo de atualizar o blog. Penso que agora pode voltar tudo ao normal.
Desde que comprei a minha Tagima Stratocaster em meados de 2002 sempre “reclamei” da sonoridade muito ardida que ela tinha. A captação não ajudava muito. Não era ruim e se eu falasse que era estaria mentindo até porque os resultados que o meu colega de blog consegue com os singles originais dessa série são incríveis. Tá, não era ruim mas também não me agradava na totalidade. O madeiramento destas guitarras é diferente do madeiramento da Fender. São madeiras nacionais, de grande qualidade. Marupá no corpo e marfim no braço. Sempre senti uma falta grande de presença no som dessas guitarras. Coloquei uma captação ativa da Schaller que mais maqueou o som da madeira do que ajudou. O som limpo era impressionante, mas não deixava a guitarra mostrar os seus atributos. Resolvi radicalizar e pensei até em por humbuckers mas desisti pois não tinha espaço e eu não queria escavar o corpo da guitarra por causa disso. Foi aí que fui atrás dos tão famosos hot rails e começou uma grande pesquisa que acabou topando com esse set aqui:

Seymour Duncan Everything Axe Set
Um set de captadores “humbucker” no formato single coil. Fiquei curioso e resolvi ler o release do produto.
A proposta da marca é oferecer um set equilibrado que não tira o som original da stratocaster, mas adiciona bastante ganho sem ruído. Desisti de ter um set de hot rails pois eram captadores de saída altíssima para o que eu procurava e este set me pareceu mais adequado.
O kit consiste em um  SJBJ-1b JB Jr na ponte, um SDBR-1n Duckbucker para o meio e um  SL59-1n Little ’59 no braço. Essa combinação de braço e ponte foi por anos utilizada por vários guitarristas, até que a marca pensou com calma no assunto e criou o set completo. O duckbucker é um single normal mas com duas bobinas separadas por “lote” de cordas. A construção elimina totalmente ruídos e mantém este captador com um som mais single. Os captadores do braço e ponte são de alta saída, com menos ganho que os hot rails mas ainda assim são bem fortes.
Não podemos esperar um som puro de humbucker uma vez que temos uma limitação física em todo esse processo. Um humbucker é muito maior e pode ter um ganho bem superior, e abrange uma área de vibração de cordas muito maior que um single. Quando coloquei o set na guitarra senti uma diferença boa para os singles e a guitarra não deixou de ter um som de strato. O grande truque do set você nota com distorção e é aí que a guitarra se transforma bastante. No som limpo ela tem mais graves e o som é um pouco mais abafado que com os singles, o que me dá algum trabalho quando troco de guitarra e tenho de mudar toda a equalização no amplificador. Realmente o ruído é zero e o som cristalino.
Conclusão: Para quem quer turbinar a strato para tocar do jazz limpo ao metal ultra saturado, esse é o set de captadores mais versátil que existe no mercado. Comprei, resolveu o meu problema e de quebra deu versatilidade para tocar qualquer estilo musical com a minha strato. Existem outras combinações que podem ser feitas, mas sai sempre mais caro e requer um estudo para ver se vai manter um equilíbrio de volumes e ganhos na guitarra.
Samples:



Anúncios

Tube Baby EFX

Boa noite, camaradas.

Já faz algum tempo que eu não passo pra deixar um pouco mais da minha curta mas aproveitável experiência do mundo das guitarras e acessórios!

Neste post estou trazendo um review sobre um pedal já popular, um excelente mod de vários tube screamers em conjunto cujo resultado é o fantástico frankenstein “Tube Baby” fabricado pela EFX custom effects.

Como vocês podem ver na foto, esse pedal possui 6 diferentes controles para timbragem. Na ordem: Bass (controla os graves), Presence (controla os médios), Gain (controla o ganho), Volume (preciso dizer?), Treble (controla os agudos) e clean (mistura o sinal distorcido ao sinal original da guitarra). Os dois acionamentos são: boost e bypass.

Todos esses controles atuam muito bem para complementar o timbre da sua guitarra ou do seu amplificador. Há adição ou subtração razoável das frequências (controles sensíveis) e o interessante dos tube screamers é trabalhar com uma boa adição de médios, o que garante aquele timbre rasgado ou cortante bastante característico.

O ganho desse pedal não é alto já que a proposta não é ser um pedal de distorção e sim uma espécie de booster. Pense em algo como um leve overdrive que ajuda a dar uma rasgada no som sem alterá-lo bruscamente.

A chave de bypass liga ou desliga o pedal (true-bypass, o que garante que você não perca o timbre original da sua guitarra quando ele estiver desligado) e o boost adiciona alguns decibéis para que você possa destacar o som da sua guitarra em um solo, por exemplo. Nada exorbitante.
Há aqui um detalhe bem bacana que é a mudança da cor do led do vermelho para o verde quando se aciona o boost. Evita confusões e problemas com volume.

Antes de falar sobre algumas funções diferenciadas desse pedal, deixo aqui um exemplo que gravei em uma guitarra Tagima 635 com captação original plugada num Vox Pathfinder 15R (ampli transistorado) com leve adição de delay:

Acho que fica claro o que eu quis dizer com rasgar o som, né?
Aviso ainda que esse pedal funciona de forma ainda mais interessante se usado com amplificadores valvulados, mas acho que já deu pra ter uma idéia, né? Comentem e sejam sinceros. Posso fazer mais samples no futuro!

Bom, reservei esse último espaço para falar do “clean”.
Esse controle é algo bastante particular e mistura o sinal limpo sem a adição de ganho ao sinal distorcido que é ativado pelo controle de Gain.

Enquanto o Clean estiver zerado você tem o tubescreamer funcionando normalmente. Quando você girar o controle para a direita, aos poucos o som distorcido vai sendo misturado ao som limpo até que no final ele assume apenas o som limpo, MAS, com todos os outros controles ativos (só corta o gain). Ou seja, o pedal também pode assumir a função de um equalizador com boost. As vantagens de se usar esse pedal dessa forma é que você pode timbrar outros pedais de uma cadeia com poucas opções de controle ( um pedal com 01 único botão de tone, por exemplo).
Além dessa função inesperada você pode trabalhar nos meios termos, enquanto divide o sinal limpo com o distorcido. No pouco que testei não consegui grandes coisas, mas cada um faz o seu próprio som e vale a pena experimentar!

Mudando do assunto timbrístico, lembro que esse é um pedal de custo muito bom para as suas muitas utilidades e embora possa parecer frágil ele aguenta bem a porrada. A construção é simples, o acabamento também, a fonte é do padrão Boss e ele pode ser ligado através de uma bateria 9V. Considero de um excelente custo benefício.

O único contra que encontrei no meu pedal é que ao testá-lo notei que o aterramento não estava perfeito. Ele produzia um leve ruído que cessava quando eu encostava na carcaça metálica. Com paciência refiz algumas soldas e o problema cessou totalmente. Pode ter sido um caso isolado, ou não. Se acontecer com você, deixe um comentário pedindo uma força pra que te ajudemos a resolver ou fale diretamente com o Eugênio, que é a pessoa que produz esses pedais na EFX e é um cara muito solícito e amigável.

Deixo claro que este post reflete as minhas opiniões pessoais e não foi um post encomendado ou pago. Pra quem se interessou, você pode fazer a sua encomenda através do site:

http://efxpedais.com/loja/produtos/overdrivesedistorcoes/tube-baby/

Um abraço!

T-Miranda Scream X

Sou apaixonado por overdrive. Não me canso de testar tudo o que aparece na frente. Mas é engraçado gostar tanto de overdrive e até hoje não ter um definitivo. Isso é algo difícil de conseguir. O guitarrista vive em uma eterna mutação. Eu decidi que queria um tubescreamer definitivo. O que eu já postei aqui no blog eu fiz e ficou muito bom, mas quem acompanhou o post sabe que tem alguns pontos que não gosto muito no modelo original. Queria algo melhorado, com a qualidade de um original, true bypass, preço justo e acessível. A pesquisa foi árdua e me encantei com samples, vídeos e descrições do Scream X da T-Miranda. Foi um tiro no escuro e tinha que ser assim. O Brasil é grande demais para correr de loja em loja e provar tudo que é feito aqui e a internet acaba encurtando distâncias. O pedal chegou e a impressão foi boa:

 O destaque vai para a caixa e qualidade da pintura. Caixa de aço muito robusta e vem com uma espécie de EVA/Borracha colada no fundo para o pedal não ficar solto no chão e também para não riscar. A pintura é grossa e brilhante. Não fiz nenhum mal ao pedal, mas com certeza deve aguentar muita porrada sem descascar a tinta. O painel foge do estilo clássico na disposição dos botões onde o TONE se apresenta na esquerda, VOLUME no centro e GAIN na direita. Não sei se foi por estética ou por motivo de traçado de circuito da placa, que termina diretamente soldada nos potenciômetros do pedal. Existe uma chavinha que nos modelos novos comuta entre “Drive” e “Fzz” pelo que dá para ler. No Drive o pedal funciona como um tubescreamer normal. Chaveando para Fzz ele ganha bastante volume e uma saturação mais leve com um som mais para o médio/agudo e metálico. Realmente algo “Fuzz” só que muito leve e modesto. Satura um pouco nas notas tocadas com mais força. Gostei muito da opção e do leve rasgado que o som dá nessa opção em ataque de notas.
 Falando só de som…
O pedal como o fabricante informa é baseado no clássico TS808 com algumas melhorias. Melhorias que eu senti:
O pedal tem um bom equilíbrio na equalização. Tem graves bonitos e presentes, médios moderados e agudos polidos e “molhados”. A principal melhoria em relação ao circuito original foi essa, uma vez que o original é muito carregado nos médios para o meu gosto.
Outra coisa bacana é que o pedal soa mais limpo e o original satura já macio mesmo com o ganho no zero. Ao tocar com calma nas cordas o som é muito limpinho e vai saturando conforme o ataque. Essa característica vi pela primeira vez no Blues Driver da BOSS e gostei muito. Nunca imaginei um tubescreamer assim e adorei o upgrade.
O controle de tone foi melhorado. No TS original ele praticamente não atua e só altera mesmo o som bem no final. Aqui foi melhorado, mas ainda pode ser aperfeiçoado pois também leva um leve traço dessa resposta mais para o final.
Posso estar errado, mas senti que em relação ao TS original ele tem um pouco menos de drive.
Falando de construção interna…

Já vi pedais só pintados por fora. A caixa foi “mergulhada” na tinta, que existe por dentro na mesma proporção e qualidade da parte externa. Já fiz pedais em que só pintei a parte de fora. Mas usei caixas de alumínio então não me preocupei muito. A chave de bypass é de grande qualidade e está ligada por grossos fios ao circuito. Achei o fio do conector da bateria muito fino e frágil e é a única coisa que eu pensaria em melhorar na construção do pedal. Existem outros conectores com fios mais grossos e resistentes no mercado.
Os jacks também são de alto nível e não dão mal contato. A placa em fibra de vidro tem acabamento profissional com padrão industrial.
Não vou entrar em discussões sobre a resina na placa por cima do circuito. Comprei, gostei e vou usar o pedal. Tenho algum entendimento de eletrônica, mas nada que me desperte o interesse em modificar ou copiar o trabalho feito no pedal. Um pedal dificilmente estraga, e se isso acontecer tem a vantagem do fabricante ser nacional. O contato com o fabricante foi fácil e o envio rápido. Acredito que a assistência técnica deve manter o mesmo padrão de qualidade. Para fechar, um led azul no lugar do vermelho fechava o visual do aparelho. Mas aí é gosto, não conta!
Juízo final:
O pedal custa menos da metade do que o mercado brasileiro pede em um Tubescreamer original. No meu caso o custo x benefício foi ótimo e o pedal compete tranquilamente com qualquer outro e até mesmo com os originais. Encontrei nele o meu Tubescreamer definitivo. É claro que vou continuar fuçando e provavelmente virei a ter outros pedais Screamers pois é da minha natureza guitarrística essa busca sem fim. Mas esse me convenceu e do meu set não sai.
Segue aqui um sample gravado com uma Fender Strat Deluxe Players:

Nuts Parte II

Demorei uma semana para a continuação do post pois queria esperar a minha guitarra ficar pronta para buscar no luthier e assim conseguir aprofundar o assunto roller nut. Já chego lá!
O roller nut foi criado para resolver alguns problemas que existiam com os nuts normais. A ideia era eliminar o atrito e assim manter melhor a afinação, principalmente na utilização do tremolo/alavanca. Os primeiros protótipos foram desenvolvidos pela Wilkinson na década de 70 e um dos pioneiros a utilizar e difundir o produto foi o guitarrista Jeff Beck.

A versão da foto acima foi a primeira que existiu e apoiava as três primeiras cordas em roldanas enquanto as cordas mais agudas ficavam em um suporte metálico. O nome do primeiro roller nut criado foi Wilkinson Split Nut, sendo descontinuado em 1987. O primeiro, assim como os outros “melhorados” que foram lançados equiparam as primeiras Fender Stratocaster Plus Series. A marca lançou outros modelos que ainda existem no mercado onde todas as cordas são apoiadas por roldanas:
A criação realmente resolveu o problema de muitos guitarristas que passaram a ter mais estabilidade na afinação e um uso tranquilo da alavanca sem desafinar o instrumento. O problema é que estes roller nut não suportavam grandes calibres de corda e normalmente paravam no 0.010. Outro fator negativo foi que com a pressão das cordas e o tempo, o eixo das roldanas se deformavam e elas não giravam mais tão soltas quanto antes, assim voltando ao velho problema que deu origem ao desenvolvimento da peça.
A fender depois de estabilizar no mercado de construção de instrumentos, passou a apostar no desenvolvimento de peças e acessórios. E assim foi até que em 1993 lançou o seu próprio nut turbinado que recebeu o nome Fender LSR Roller Nut.
Com uma construção maciça em metal, a peça agrega dentro dela esferas de aço que “seguram” a corda e rodam dentro da cavidade quando a guitarra é tocada/afinada. A peça além de ser menor e mais bonita, resolveu o problema de calibres suportando cordas de 0.008 a 0.056. O problema do desgaste também foi resolvido. Basicamente pegaram no conceito dos rolamentos normais e colocaram na guitarra. O desgaste é praticamente zero, uma vez que as esferas duram anos em um rolamento normal de uma máquina que faz milhares de giros por minuto. Basta pensar que para elas girarem tudo isso em uma guitarra seria preciso anos tocando ininterruptamente para começar a ter algum desgaste relevante. É uma peça para a vida toda. Ela ainda pode ser lubrificada com umas gotinhas minúsculas de óleo para máquina de costura. 
Falei no post anterior sobre o nut de latão. Tenho uma tagima TG-635 das mais antigas que veio com nut de latão. E foi com base nela que afirmei a durabilidade e estabilidade do material para nut de guitarra. Levei na passada semana a guitarra para o meu luthier instalar um roller nut no lugar do nut de latão. Não estava insatisfeito com ele, pelo contrário. Acontece que a guitarra em questão é a minha “xodó” e eu quis presenteá-la com uma regulagem completa, troca de parafusos por inox, e um moderno sistema de nut. Por causa do seu madeiramento configurei a danada com um padrão mais rock. Levou um set de captadores mais fortes e transformei em uma strato com som mais encorpado. O resultado do passeio não poderia ser outro:

 O luthier caprichou e a instalação fico perfeita. O nut se comporta bem e ela segura a afinação tão bem quanto com o nut de latão. Foi um upgrade um pouco “preciosista” devo admitir. Não notei grande diferença no som para ser sincero, mas os bends realmente ficaram mais macios como já haviam me informado antes. Para quem usa alavanca é uma beleza, segura legal. Para quem não usa e pensa em ter bends mais leves é uma boa opção. Além de todas as vantagens que falei, o sistema permite uma fácil troca de cordas e de calibres. Você pode ir de um 0.08 para um 0.011 sem trocar nada na guitarra. Não esqueça de mandar sempre regular a sua guitarra quando for trocar o calibre das cordas. Se for colocar no papel o custo para trocar um nut de osso ou outro material sempre que quiser mudar a bitola das cordas, mais vale pagar um pouco mais e ter um definitivo que suporta praticamente todas as cordas que existem.

Nuts Parte I

Vou dividir em dois posts o tema “nuts” começando pelo básico. O “nut” ou “pestana” é responsável por apoiar as cordas que “saem” das tarrachas sobre a escala da guitarra. É uma peça pequena e barata que pode modificar demais o desempenho do instrumento. Um nut mal feito e/ou mal instalado pode gerar vários problemas como desafinações constantes, quebras de cordas, instabilidade e/ou impossibilidade de ajuste de oitavas, trastejamentos, ação muito alta, distância inadequada entre as cordas ocasionando um desgaste irregular dos trastes. É engraçado como uma pecinha tão pequena que ninguém nota pode dar tanta dor de cabeça. Não faço o post por ter passado por problemas com isso, mas por ser um assunto interessante e relevante na troca de experiências. Não vou divagar sobre os vários tipos de materiais que são utilizados para fabricar um nut. Vamos falar só dos mais conhecidos e utilizados:

Plástico: Muito utilizado em violões com corda de nylon com bom desempenho. Nas guitarras é encontrado em instrumentos de baixo custo e não duram muito tempo. Particularmente não sinto grande diferença no som com diferentes tipos de nut, por isso não vou levantar muito essa questão pois isso é bem pessoal. Devo admitir que não levo muita fé nos nuts de plástico e não discordo quando dizem que os de plástico dão uma sonoridade abafada. Lembrando que só com a corda solta podemos sentir estas nuances entre cada tipo.

Osso: O material mais utilizado nas guitarras. É um material duro e o desgaste é pequeno. Normalmente prendem um pouco as cordas e gera uns estalos ao afinar e devem ser lubrificados. Uma dica é afastar as cordas e passar um lápis bem afiado ou uma lapiseira fina nas ranhuras das cordas como na foto:

Grafite: Sempre ganhando seguidores. É feito em um material auto-lubrificante e tem um desempenho destacado por praticamente não oferecer resistência, assim mantendo bem a afinação do instrumento. Nunca utilizei mas sei que dura bastante. Não tanto como o osso, mas ainda assim bastante durável. É muito apreciado por guitarristas que fazem um uso moderado do tremolo. Me corrijam se estiver errado, mas acho que pela própria característica do material ele só é encontrado na cor preta.

Latão: Falo com propriedade que é um dos melhores materiais para se fazer um nut. Perfeito Custo x benefício. O latão é muito barato e apesar de ser um metal é mole o suficiente para que a tensão das cordas consiga “acamar” as mesmas nos vincos. Segura muito bem a afinação e nunca notei estalos ao afinar. Tenho em uma das minhas guitarras e nunca lubrifiquei. As cordas sempre rodaram bem soltas. Não sou um guitarrista que usa alavanca e não sei até onde consegue-se bons resultados com um nut de latão e tremolo. De qualquer forma vale lembrar que o guitarrista Yngwie Malmsteen tem nuts de latão em suas guitarras e usa bastante o tremolo nas suas execuções.

Na continuação “Nuts Parte II” vou falar sobre roller nut.

Até lá!

Fonte ATX para bancada

Faz um tempão que quero mostrar para a galera uma gambiarra que já me ajudou muito. Basicamente é a adaptação de uma fonte ATX de computador para servir como uma fonte de bancada. Ela pode ser útil para inúmeros testes e também pode ser utilizada como fonte definitiva para alguns equipamentos domésticos e até mesmo para carregar celulares.
Não vou entrar em detalhes sobre as correntes pois vai variar muito da potência da fonte que for utilizar. Mas em resumo… Mesmo as bem baratinhas e fraquinhas dão muito mais corrente do que nós realmente vamos usar. As mais simples conseguem dar 10A nos 12v para ter uma noção. Para o que normalmente usamos no dia-a-dia chega e sobra. Normalmente as fontes de pc têm sempre 3 tensões:
12v, 3,3v e 5v. Todas elas com bastante corrente. Também vem com -12v que não passa de 500mA mas que serve perfeitamente para testar circuitos de pedais com ampops com alimentação negativa. Existem esquemas na internet para modificar o circuito e assim ter tensões mais elevadas. Não recomendo tentar pois as modificações não são muito seguras e a fonte pode em uma falha soltar mais de 30v na saída e aí você queima tudo que estiver ligado nela. As fontes mais antigas necessitam de uma carga resistiva para permanecerem ligadas e os primeiros mods indicavam o uso de um resistor bem grande para isso. Nas fontes novas não é mais necessário e só a ligação correta dos fios faz ela trabalhar direitinho. Vamos ao mod:

A fonte por dentro é bem organizada e não tem muitos fios. A fiarada fica mesmo é para fora e termina nos bornes de conexão de hd e demais dispositivos que um computador precisa. Escolhi a grade traseira da fonte para montar o painel como podem ver na foto.

Para quem chegou até aqui e ficou curioso em como fazer, segue o esquema:

Só quero alertar para uma coisa… Não coloque a mão na fonte se estiver na tomada, nem tente testar ela aberta. Se você não tem conhecimentos para fazer o mod, leve para alguém que tenha. É muito simples fazer, mas o risco sempre existe.
A fonte vem com muitos fios e eu cortei quase tudo. Não tem nenhum fio para fora. Coloquei aqueles dadinhos de parafusos com os leds adaptados. O bacana da fonte é que além de dar três tensões com correntes altas e super estabilizadas, ela também já vem com proteção contra curto que faz ela desligar e assim elimina o uso de fusível.. A maioria das fontes ATX de computador funcionam em qualquer tensão de rede elétrica e são super versáteis por operar em qualquer lugar.

Tudo soldado e organizado bem bonito, é só fechar e testar. Uma fonte assim custa uns 30/50 reais. Para quem quer testar pedais, pode fazer um circuitinho com um regulador de tensão de 9v. Não é o ideal pois 12v é pouco para entrar no regulador, mas para testes é suficiente.