NEUTRIK NP2RX-TIMBRE

Rolando pela internet um tempo atrás acabei descobrindo esse lançamento muito bacana da NEUTRIK. A marca além de ser líder em mercado e em qualidade de plugues, é também a principal fonte de renda da república do Liechtenstein com uma representação de 32% do seu PIB. Resumindo, a turma lá vive para produzir estes maravilhosos plugues para todo o planeta. O lançamento em questão é um plugue para ser colocado em um cabo que possui um botão com 4 etapas de equalização. Ele muda um pouco o timbre da guitarra. Pelo que pude ver e ouvir ele dá um som mais cheio e aumenta as possibilidades para quem gosta de nuances tímbricas. Achei a sacada genial e muito útil como podemos ver no vídeo:

O plug custa aprox 35 doletas. Fica meio salgadinho para o povo brasileiro. Com sorte você pode mandar vir um de fora e se não parar fica entre 70 a 90 reais. Tenho grande curiosidade em ter um. Não usei um para dizer se é bom ou não, mas pela qualidade dos produtos da marca acredito que seja ótimo. Antes mesmo de ter um já dou uma opinião!
Só faltou um botão no corpo para MUTE, aí a coisa ficava linda demais.

Os Mods Na Prática

Depois dos dois posts com os mods para strato alguns colegas me procuraram para saber detalhes. Muitas pessoas não sabem bem como é um microswitch. A alteração como falei nas postagens não tem muito mistério, mas resolvi mostrar como pode ser feita e ter resultados ótimos.
O mod do volume não altera em nada o escudo, mas o mod telecaster pode alterar se você não for usar um potenciômetro com chave. O primeiro passo é marcar de alguma forma o lugar onde você quer que o switch fique. Escolha um lugar fácil que não atrapalhe e também que a chave entre bem no buraco do corpo da guitarra. Não dá para fazer muito nas bordas pois vai tocar na madeira e o escudo não vai fechar.

Na foto o lugar do furo foi marcado com um toque da ponta do ferro. Só o suficiente para escurecer o alumínio. Feita a marcação, é hora de jogar na furadeira e fazer o estrago:

Furado, é só posicionar a chave e apertar já no lugar que ela vai ficar. Depois disso é que começam os mods:

Um detalhe no escudo que não tem a ver com os mods:

Nas guitarras mais baratas é normal os captadores serem fixados com molas. Elas com o tempo ficam fracas e começam a vibrar. O upgrade pode ser feito com o mesmo material utilizado nas guitarras mais turbinadas que é elástico de látex, vendido ao metro e muito usado na medicina:
 Tudo pronto, é só ligar os fios, adicionar os componentes e instalar o escudo na guitarra novamente.
Não levou mais de 15 minutos entre furar e ligar tudo. É mais demorado tirar o escudo da guitarra do que fazer as duas alterações.

Danelectro Fab Echo

Hoje vos falo sobre um pedal que me chegou em mãos recentemente e tive a oportunidade de dissecar para colocar aqui. Com controle repeat e mix, o pedal é uma aposta low-cost da Danelectro com uma construção mais simples e estranha que a antiga versão dos pedais da marca.

Na verdade trata-se de uma linha paralela ainda mais barata. Você com um pouco mais de 100 doletas monta um pedalboard com estes aparelhos.
A primeira impressão que tive ao abrir o pedal foi boa:

O conceito interno é o mesmo dos modelos antigos. A única coisa que muda é o sistema de acionamento do bypass que é muito mais frágil e precário. A tampa metálica continua ali só para dar peso ao pedal, aterrar o circuito que é bom, nada. Foi feita uma autêntica engenhoca para ligar o pedal através de um botão para fora do pedal que com um braço interno desce e toca em um switch minúsculo e delicado, ativando assim o circuito:
 O sistema foi calibrado para o botão não descer demais e assim evitar a quebra do switch, mas mesmo assim é muito delicado e não deve ter uma vida útil tão grande. Só tinha visto um switch assim tão delicado nos Ibanez TS5 que também eram de plástico representando uma série de baixo custo da marca.
O pedal é construído com duas placas de dupla face de fenolite. A primeira placa na sua face superior abriga o circuito de bypass e buffer:
A base é igualzinha aos outros pedais com os CMOS 4013 e 4053 para bypass só que em SMD para uma construção compacta. O pedal todo é feito em micro eletrônica e só a parte de baixo das placas possui componentes normais.

Na foto mostra bem os poucos componentes com tamanho tradicional, os jacks e também o switch pequeno que liga o pedal como falei antes.
Após remover a primeira placa me deparei com o coração do circuito que utiliza um PT2399S também SMD.

O PT2399 começou a ser muito utilizado no mundo HandMade após sites como o Tonepad.com publicarem projetos de delays que levavam este componente.
Nos comentários sobre o som já falo melhor sobre o integrado.
Placa removida, visão geral dos potenciômetros, led e mais alguns componentes:

Tirando o fato da caixa ser de plástico o pedal é muito bem feito e organizado por dentro. Não tem nada mal feito nem fio sobrando e está muito bem representado para o valor de mercado. Eu particularmente gosto muito dos pedais da Danelectro e não foi diferente com este.
Som:
Bom…
O pedal como o nome diz é um Echo e não um Delay. A sonoridade é boa, mas bem limitada. Tem uma leve queda para os agudos mas nada que estrague a festa. O som é até bem equilibrado.
Voltando a falar do integrado, ele é muito utilizado para montar delays com até 300ms. Mas o pedal não dá isso, nem de perto e muito menos de longe. Apesar do integrado estar ali e possuir o recurso, ele não é aproveitado, mostrando assim com muita clareza a intenção da marca em vender o modelo apenas como Echo. Se fazem um pedalzinho assim completo deixam de vender os delays turbinados que a marca tem. Cada um pode pensar como achar melhor. Não vejo mal. O objetivo do pedal está cumprido.
Dá para modificar e resolver a questão? Dá sim… Alterando alguns valores de resistores você pode fazer dele um delay bem apresentável. Mas não esqueça que o pedal todo é construído em SMD. Eu não faço isso de jeito nenhum, mesmo que tivesse o equipamento necessário para tal. Vale lembrar que além de ser SMD, a placa é toda em fenolite e para as trilhazinhas irem para o lixo não custa nada. Quem quiser se aventurar fique à vontade, mas ciente dos riscos.

O maior ponto positivo que encontrei no pedal além do tamanho foi o consumo, 30mA. Dá para encarar tranquilamente um show ou um ensaio longo com uma bateria de 9v alcalina. Em qualquer outro pedal de Echo ou Delay a pilha vai para o espaço em questão de minutos, mesmo que você não use os recursos máximos do pedal.
A maior limitação é o tempo curto das repetições, o que faz do pedal uma boa pedida para rockabilly, country e blues. Para quem quer mais recursos o melhor é ir para um delay mesmo. Gosto e indico para quem pensa em simplicidade sem chateação.
Sample:

Yellow Boost

Lembra daquele pedalzinho amarelo do outro post? Ele voltou! Como falei em outra ocasião, o pedal original tinha um som fraco e não atendia bem as necessidades de guitarristas mais avançados.
Em conversa com o proprietário, definimos o aproveitamento da caixa e a instalação de um circuito de boost, uma vez que ele já possui vários pedais de saturação e procurava algo para dar um toque no seu som. Sugeri montar um clean boost com um som bem redondo, limpinho e que empurre bem outros pedais. Não deu outra, caí no mundo do Fetzer Valve que você encontra AQUI.

Circuito simples, com alguns truques para o ajuste perfeito do transístor, mas nada muito difícil de se fazer. Para dar mais versatilidade montei o capacitor de 22uF em uma chave e ele atua como um “phat mod”. Para empurrar overdrive é uma maravilha. A reconstrução começou com a correção de alguns problemas do pedal original.
Problema do aterramento resolvido, onde raspei em vários pontos da caixa para um contato total:

Alarguei o furo da entrada DC e coloquei uma nova de painel que tem uma qualidade ótima:

Plaquinha gigante que custou para entrar na caixa:

Detalhe da chave “phat mod”:

Nova cara do pedal, com o upgrade para 3pdt e um led branco de alto brilho:

Tudo minimalista e sem frescura. Funciona bem e o som é muito bacana. O utilizador final do equipamento gostou bastante e o dia que quiser pode mudar facilmente o circuito.
Som: