Amplificador Explend EXP-30

Nesta publicação tenho a oportunidade e alegria de apresentar mais um produto nacional de grande qualidade. Trata-se do amplificador da marca Explend modelo EXP-30. Trocando em miúdos, é um amplificador fiel ao Matchless DC30 em versões 1×12 e 2×12. A versão apresentada aqui é a 1×12.

A Explend tem outros modelos inspirados nos Fender e Marshall que também me atiçam a curiosidade. A marca produz amplificadores por encomenda, totalmente customizávies com inúmeros acabamentos disponíveis.

Além da beleza, os amplificadores são robustos, muito bem construídos em chassi de alumínio e gabinete em compensado. Seguem as características:

POTÊNCIA: 30/15 watts em classe A

VÁLVULAS DE POTÊNCIA: 4 x EL84

VÁLVULAS DE PRÉ: 3 x 12ax7 e 1 x EF86

VÁLVULA RETIFICADORA: 1 x 5u4 ou GZ34

EFFECT LOOP: 2 x serial, individual por canal

CANAIS: 2, totalmente independentes

ALIMENTAÇÃO: Bivolt – 127/ 220 Volts

VERSÃO: Combo (1×12)

FALANTE: Explend

Construção:

Montagem ponto a ponto;

Chassi em alumínio 2 mm;

Soquetes em porcelana com terminais banhados a ouro;

Jacks Amphenol;

Potenciômetros Alpha;

Capacitores Epcos;

Transformadores de saída entrelaçados com núcleo em chapa G.O;

E enrolamentos feitos com bobinadeira CNC.

Detalhes:

Canais A e B com entradas de Alto e baixo ganho;

Controles Canal A: Volume, graves e agudos;

Controles Canal B: Volume e tonalidade (por chave seletora);

Controle Geral: Master e Cut (brilho).

São 9 válvulas para fazer a alegria da galera. Uma atenção especial ao falante desenvolvido e fabricado por eles, que para mim é o melhor falante nacional que já usei.

É um dos poucos fabricantes nacionais a produzir amplificadores totalmente ponto a ponto:

Com um capricho de dar inveja, está sem dúvida no nível dos amplificadores de butique internacionais.

Para fechar, sempre faço um pequeno (e humilde) vídeo dos equipamentos que me chegam em mãos. Desta feita, guitarra nacional, amplificador nacional. O que acham? 🙂

 

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Achados do Gambiarras

Para todos que gostam de montar pedais como eu, o site deste achado tem um diferencial sensacional. Não se limita a trazer apenas os projetos de pedais clássicos com o Tubescreamer ou Fuzz Face, vai além e traz uma infinidade de projetos completos de pedais mais atuais de butique como o Klon, Ep Booster, Spark Booster, Keeley, Pete Cornish, entre outros…

Alguns projetos são fiéis, outros com melhorias significativas no circuito, como melhoria da parte de alimentação, e adição de chaves para ter mais possibilidades de ajustes.

Além de entregar os projetos completos, ainda fabricam placas de circuito impresso de altíssima qualidade com preços bem justos. Já tive a oportunidade de tocar em um pedal construído com a placa vendida no site e o resultado é impecável. Tenho uma placa deles para montar um pedal também, mas aquela velha correria e preguiça de final de semana vem adiando a brincadeira, que um dia sai!

Aos interessados, fica aqui a dica deste super site: www.madbeanpedals.com

AB BOX

Dias atrás em um grupo de guitarristas amigos conversávamos sobre pedais para chavear sinal. Foram poucas as vezes que fiz pedais do tipo, mas são os mais simples e baratos de montar. Definitivamente os prontos que encontramos no mercado não valem o que pesam pois custam o mesmo que um pedal com circuito, mas por dentro é só fios.

Foi depois desse saudável papo que decidi montar um AB BOX para testes. O tempo anda muito curto, mas por ser um projeto tão simples consegui fazer em uma hora.

Antes de entrar em detalhes, uma explicação geral sobre este tipo de pedal.

São pedais muito úteis e customizáveis para cada necessidade em particular. Com estes pedais pode-se utilizar a mesma guitarra em dois amplificadores sem a necessidade de trocar de cabo toda hora. Com uma pisada na caixa você seleciona um, ou outro. Sim, dá para mandar o mesmo sinal para os dois, mas aí entra um circuito de splitter de sinal para esta função.

O caminho inverso também é possível, ter duas guitarras com o respectivo cabo plugado, e com um pisão escolher uma ou outra para o sinal ir para o amplificador. Existem pedais deste tipo também desenhados para quem por algum motivo quer um TrueBypass sem modificar o pedal original. Existem até boards para Wah Wah com esta função:

No meu caso, queria poder testar dois amplificadores com a mesma guitarra, ou então utilizar duas entradas independentes no mesmo amplificador sem trocar o cabo no painel.

O projeto começou com uma caixa com alguns furos que já existiam de outros projetos de pedais abandonados. Na verdade a caixa tinha mais furos do que eu precisava, e o que aparentemente seria um problema, foi a solução para colocar mais uma função no pedal: Um boost!

Eu tinha em casa sobrando um boost que comprei a placa e nunca tinha encontrado um projeto legal para colocar. Ficou na gaveta e foi muito útil nessa situação.

A diferença de ganho entre uma Strato e uma Les Paul é gigante, e sempre que mudo de guitarra tenho que alterar o volume no amplificador. Com o boost, compenso o ganho inferior da Strato e posso trocar de guitarra sem mudar nada no amplificador. Já tenho essa função no meu pedalboard com um Ep Boost, mas ter essa função no AB BOX ajuda muito para testar amps e canais com duas guitarras diferentes sem perder tempo com esse pequeno “detalhe”.

Como o furo central já estava feito, não havia espaço na caixa para mais de uma chave de pisar. O acionamento do boost ficou manual, o que não é um problema pois quem tem o trabalho de trocar de guitarra, não custa nada dar um toque na chavinha e acionar o boost. Neste caso ele entra como um circuito para compensar diferenças de ganho, não para empurrar o amp na hora de um solo, por isso ficou assim mesmo.

Os esquemas de ligações do boost e da função de AB BOX utilizei do site Beavis Audio Research

O resultado ficou ótimo e agora consigo brincar com dois amplificadores sem aquela complicação de troca de cabos.

O visual ficou bacana. Os leds indicam qual amplificador ou canal está em uso.

Achados do Gambiarras

O site do mês não é bem um achado, na verdade é um resgatado. Todos os amantes de Fuzz Face e Tubescreamer precisam ler e conhecer toda a história e aspectos técnicos envolvendo estes pedais. Trata-se de um grande guru que além de disponibilizar no site muita informação, oferece mods e pedais já modificados para todos os gostos. Hoje um pedal que passou pela analogMan chega a valer o dobro do valor novo em loja. E realmente são incríveis!

Boa leitura, e se tiver a oportunidade tenha também um dia um pedal modificado ou construído por eles!

www.analogman.com

Clip para Cabos!

O post de hoje vem da colaboração do meu amigo Sidney Lima, que assim como eu gosta muito dos elásticos com clip que a Planet Waves coloca em seus cabos. Nós dois somos apreciadores da marca, e gostaríamos de ter esta avançada tecnologia disponível em cabos de marcas que não fabricam este tipo de acessório. Comprar até é uma opção, mas encontrar no mercado nacional é difícil, em um preço legal pior ainda, e tem também o problema da espessura do cabo entre marcas que varia, bem como o acabamento externo (tecido).

Então, pensando nesse útil acessório, o meu amigo Sid após alguns testes desenvolveu uma forma simples de fabricar em casa estes elásticos e colocar em todos os cabos de guitarra de todas as marcas que existe. Como adoro uma invenção, não poderia deixar de publicar aqui para todos fazerem em casa e terem os seus cabos devidamente organizados e guardados. Lembrando que o correto armazenamento está diretamente ligado com a vida útil dos cabos. Quanto mais você cuida, mais eles duram. Com este sisteminha, sempre penduro os meus cabos na porta do meu escritório, e tenho eles funcionando sem problemas faz muito tempo, uns 10 anos já.

O conceito é simples, basta conseguir alguns materiais muito baratos e fáceis de encontrar:

Palito para churrasco

Cola Super Bonder

Régua

Elástico de roupa de 2,8mm

Uma lixa de unha

Opcional: Para quem quiser tingir de preto o palito para tudo ficar com um visual bacana: Anilina e Álcool etílico (quanto maior a graduação, melhor. A partir de 90GL).

Fotos do processo:

E para fechar, um vídeo de como tingir o palito e como fica o “sistema” funcionando depois de tudo feito.

Boa dica, ótima Gambiarra!

 

Post do Leitor – Fonte 9v

O leitor Ciê decidiu montar uma fonte que sugeri aqui no blog e o seu feedback é que a fonte ficou muito boa. Realmente o projetinho que publiquei anos atrás aqui segue super atual e pode ser feito em projetos maiores, com transformador com várias saídas, conseguindo assim conectores isolados. A imaginação é o limite.

O Ciê mandou algumas fotos que publico aqui. Como bom gambiarreiro achou uma solução para a “caixa” e agora pode usufruir dos seus efeitos na maior alegria e sem ruídos!

Conseguir um “lar” para o circuito é sempre um grande problema. Já usei de tudo, mas esta ideia de um cano de PVC nunca tinha pensado. Dependendo do circuito e da aplicação, é uma opção.

Segue a ideia do leitor:

Radio Blues – Mundo Livre FM

Olá pessoal,

Como sabem o blog trata sempre de assuntos de guitarra, mas pela primeira vez vou desviar rapidamente o foco para algo que até hoje não compartilhei por aqui.

Quem acompanha os vídeos de pedais, guitarras e amplificadores que publico já deve ter notado como sou fã de Blues. E não é só na guitarra, vai muito além…

Nos últimos três anos faço semanalmente o programa Radio Blues na rádio Mundo Livre FM Curitiba e também na Mundo Livre FM Maringá.

Toda segunda-feira 20hs. Se você está por Curitiba, 93.9FM, se está em Maringá 102.5FM.

Para quem está em qualquer outro lugar do planeta pode ouvir pelo aplicativo da rádio Mundo Livre para Android e iOS e também no site: www.mundolivrefm.com.br

Hoje é segunda, então… Te espero lá!

 

Les Paul – Music Maker (Ivan Freitas)

Para quem não conhece, apresento no blog o trabalho do Luthier Ivan Freitas. Para quem já conhece, é só diversão.

Não desmerecendo a competência de todos os outros, mas hoje os instrumentos da Music Maker para mim são os melhores fabricados no Brasil. Da seleção de madeiras ao acabamento, são um colírio para os olhos.

A guitarra que me chegou em mãos e hoje é assunto aqui no blog trata-se de uma Les Paul padrão da marca sem nenhuma customização. É um dos exemplares “padrão” da empresa com as seguintes características:

Corpo:     Mahogany w/ Maple Top Honey Burst Finish
Braço:     Mahogany Standard ’60s Shape
Escala: Brazilian Rosewood w/ real pearl inlay 24.75″ (629 mm)
Trastes: Stainless Steel Jescar 57110
Ponte: Gotoh GE-101/GE103B-T Chrome
Tarraxas: Gotoh SG381 Chrome
Captadores: Music Maker Pickups Classic ’60 (neck and bridge)

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A guitarra basicamente segue o projeto da Gibson com algumas melhorias, como é o caso dos trastes inox que possuem uma duração superior aos normais e deixam a guitarra muito macia de se tocar

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O top figurado muito bem selecionado, a pintura Honey Burst que além de muito bonita muda de tonalidade conforme a iluminação.

img_20170302_092745631Acompanha o instrumento um belo Hard Case castanho e uma correia de couro bordada com a Marca.

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Sem dúvidas é um instrumento do mesmo nível que as guitarras da Gibson, para músicos que sabem o que procuram. Quem compra um instrumento pensando em preço de revenda deve sempre correr para as marcas, pois é o garantido. Um instrumento customizado é algo único e que não se compra pensando em vender, e onde o fetiche da marca deve ser colocado de lado.

Para quem tem curiosidade, existem instrumentos no ShowRoom da Music Maker em São Paulo para apreciação da galera.

O vídeo de sempre que não pode faltar!

TC Electronic – Hall of Fame Mini Reverb

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Quem acompanha o blog sabe o quanto gosto dos produtos da TC Electronic e o quanto a marca representa inovação tecnológica em pedais de guitarra sem perder a essência que todo guitarrista procura. Tive muitos amplificadores com Reverb de mola e posso dizer que gosto muito, mas por questões de tamanho, peso agregado e recorrentes problemas com os tanques, decidi ter apenas amplificadores sem Reverb e utilizar um pedal na entrada ou no loop de efeitos do amplificador. Como todo consumidor, fiz uma busca bem grande visando o equilíbrio entre preço e qualidade.

Foi então que mais uma vez me deparei com os produtos da TC Electronic. O pedal de tamanho “normal” Hall Of Fame (HOF) já é um grande sucesso e tem infinitas possibilidades. Mas como eu dizia anteriormente, eu queria praticidade, tamanho reduzido e pouco peso agregado ao equipamento. Foi então que escolhi este pequeno grande pedal que é capaz de fazer maravilhas com o seu som. Da série “Tone Print”, pode-se customizar de inúmeras maneiras ao ligar em um computador, ou então através do celular descarregar presets disponibilizados pela marca onde você estiver. Lembrando que as definições customizadas apenas podem ser inseridas no pedal por USB. A TC ainda não liberou salvar no aplicativo do celular os seus próprios ajustes para posteriormente introduzir no pedal. Ainda assim a versatilidade é enorme. Procurava um Reverb com a simplicidade de um de molas. Sim, apenas um botão, como no painel de qualquer amplificador de guitarra normal. Para mim a falta de mais opções físicas no painel não são dor de cabeça, já que ajusto em casa com calma exatamente como quero o Reverb e normalmente utilizo apenas esta definição que vou controlando no botão do pedal o nível de efeito.

editorO painel de edição é simples e recheado de opções. Pode-se até atribuir outras funções aos botões físicos no pedal. No caso deste mini pedal, existe apenas um que mesmo solitário é possível alterar o seu funcionamento. Sobre o Tone Print, já falei anteriormente no post do pedal Viscous Vibe aqui no blog.

Construído em uma caixa estilo Hammond 1590A a marca se posiciona juntamente com outras como a Mooer na invasão dos mini pedais no mercado. Com um circuito extremamente compacto feito com componentes SMD e totalmente digital, é claro que um pedal de Reverb tão pequeno não poderia ser construído de outra maneira.

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O pedal é composto por duas placas que se encaixam através de pinos. Não existe nenhum fio na construção. O potenciômetro além de excelente qualidade, é protegido contra a entrada de pó e umidade.

img-20161212-wa0030Como em quase todos os pedais da TC o Bypass é feito através de um relé de grande qualidade das marcas Omron ou Takamisawa, que garante o True Bypass e um chaveamento extremamente silencioso e muito mais durável que uma chave 3PDT tradicional. Em modelos mais simples como este a marca não inseriu a opção de Bypass com buffer, provavelmente por falta de espaço e também pelo nicho de mercado que a mesma procura atingir.

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E para fechar o pacote alegria é claro, Jacks Neutrik.

É incrível como conseguiram em uma caixa tão pequena colocar tantas funções sem esquecer dos componentes de alta qualidade.

Sim, é um pedal totalmente digital. A única coisa realmente analógica é o chaveamento físico do sinal através de um relé. Isso não significa que o som seja robótico ou pior. Vai da necessidade de cada um. Para mim o Reverb é sim diferente das molas, e por ser digital permite uma grande customização e controle, algo que as molas não proporcionam.

Um pedal pequeno, com um preço muito aceitável para o efeito que entrega e que se encaixa em qualquer estilo musical. Recomendo para todos os guitarristas, com as mais diferentes necessidades musicais.

Para não perder o costume, este que vos escreve sempre faz um humilde vídeo do funcionamento das “coisas”. Desta feita não poderia ser diferente. Um pequeno teste com o pedal ligado no Loop de efeitos do amplificador. A guitarra escolhida foi a minha companheira de guerra, uma Stratocaster Golden que também tem a sua história contada por aqui.