Fuzz Dogs Klon

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Mais um kit da lojinha inglesa, desta fez a versão deles do Klon que fiz por encomenda e que foi muito divertido de montar. De todos os pedais da marca este foi o mais demorado para montar pois o circuito é grande e qualquer erro é o suficiente para nada funcionar.

O que gostei deste kit é que além de ser um Klon fiel, ele traz exatamente todas as opções do pedal original, incluindo a chave interna para escolher entre buffered bypass ou true bypass.

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Os knobs nunca acompanham os kits, devem ser escolhidos e comprados separadamente. O dono escolheu o modelo que mais lembra o Klon original, em forma de gota. Muito usado nos big muff também.

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Para finalizar, um sample gravado com uma stratocaster 🙂

Fuzz Dogs TS808

A rotina da vida não tem permitido fazer muitas coisas, e quando faço não é para mim. É o caso deste pedal e dos próximos dois que vou publicar em breve aqui no blog. São pedais de kit desta loja que já falei em várias oportunidades e que ultimamente vários amigos estão pedindo para montar para eles e resolvi documentar e colocar aqui.

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O circuito em questão é um TS808 todo original, sem mods, totalmente básico. Uma dica para quem for montar esses kits ou outros que são feitos com furos metalizados nas placas, é medir cada componente e ter a certeza do lugar de cada um, pois remover ou refazer soldas em furos metalizados sem ferramentas apropriadas é muito difícil e as chances de estourar trilhas e estragar a placa são enormes.

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Uma coisa que valorizo muito nestes kits é o desenho. Foram feitos para terem o mínimo de fios e sempre a placa é fixada na caixa pelos potenciômetros. Outra coisa bacana é que todo o espaço na placa que não leva trilhas é feito aterramento. São pedais muito silenciosos mesmo os com ganho mais elevado de distorção.

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Apesar de ser uma cópia fiel de um TS808, sempre é bom por um soquete no CI em caso de avaria, ou então para testar vários até chegar no som que agrada mais.

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A placa permite uma série de mods que podem ser adicionados no futuro, mas de momento a intenção era replicar com fidelidade o projeto original. O pedal se mostrou muito silencioso e com um overdrive muito próximo do original. O teste base foi comparando com um ts9 modificado para ts808. Um pouco do pedal gravado:

Achados do Gambiarras

O final de ano e a vida corrida não andam permitindo muito novas publicações, mas ainda assim as pesquisas sobre guitarra continuam. Hoje resolvi publicar um pack de lojas de coisas para pedais, amplificadores e guitarra em geral. A maioria já sou cliente e os produtos chegam direitinho. Happy New Year!

Tube Town – Site com todo o tipo de componentes para amplificadores valvulados.

Tube Amp Doctor – Componentes para amplificadores com muitos kits completos dos modelos mais clássicos.

MusikDing – Loja de componentes e kits de pedais para você mesmo montar. Possuem alguns kits de amplificadores também.

Rockinger – Todo o tipo de componentes para guitarra e ferramentas para luthier.

Thomann – A maior loja de instrumentos musicais da Europa.

Disorder Overdrive

Já fazia muito tempo que eu não me dedicava a construir um único pedal do zero. Sempre fazia projetos com vários circuitos, misturas, versões e matei as saudades construindo esse maravihoso projeto.

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Baseado no circuito do OCD, o disorder é comercializado pela empresa britânica de kits Fuzz Dog Pedals. Existe a opção de comprar apenas a placa, ou o kit completo que traz até a caixa já furada.

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O kit que montei vem completo, com caixa, jacks e todas as peças. Não é o primeiro pedal desta loja que eu monto, e gosto muito dos kits pois além de trazer tudo e boa informação para montar, só utilizam componentes de alta qualidade como resistores 1%, capacitores Wima, Panasonic, potenciômetros alpha, jacks neutrik.

Outro ponto positivo é a placa, que vem com todos os furos metalizados que conferem muita robustez ao pedal. Todos os circuitos são desenvolvidos para eliminar ao máximo o uso de fios. Apenas os jacks são soldados com fios, pois possuem maior desgaste e a substituição é muito mais fácil.

A arrumação interna fica super limpa, profissional e o resultado final é um pedal bonito por dentro e por fora, livre de ruídos.

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Para este projeto a escolha dos knobs foi na versão transparente

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Abaixo fica uma gravação que fiz com este pedal utilizando uma Stratocaster. Recomendo 🙂

Achados do Gambiarras

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Faz um bom tempo que não falo de construções e kits aqui no blog. O achado da vez é um site que vende kits de pedais e também de amplificadores valvulados com tudo o que é necessário para montar. O site vende também kits de outros sites de pedais da Europa e dos Estados Unidos. Existe também a opção de adquirir apenas as placas do kit, o que para quem mora no Brasil sai mais em conta. Recomendo todos os kits pois são projetos muito legais e com componentes de ótima qualidade. Fica a dica, e aqui o link.

Fender Blues Junior IV

Quem der uma procurada pelo blog vai ver que tenho uma longa história com esse modelo de amplificador da Fender que em minha humilde opinião vem melhorando a cada nova versão. Este ano a Fender lançou o modelo IV que conta com muitas novidades que considero fantásticas para um dos modelos de menor custo dentro da gama de valvulados da marca.

Aparentemente as versões especiais (Tweed e edições limitadas coloridas) foram deixadas de lado e o foco foi trazer um único produto que reúne tudo de melhor que o tradicional som “fender” pode oferecer.

Esta versão veio apenas com acabamento preto, com medidas ligeiramente diferentes ao antigo modelo.

Blues Junior III:

Medidas: 40.64 x 45.72 x 23.31 cm
Peso: 14.06 kg

Blues Junior IV:

Medidas: 40.8 x 45.72 x 23.31 cm
Peso: 14.3 kg

Uma diferença para o antigo modelo é que ao menos no exemplar que pude verificar pessoalmente, foi utilizado madeira na construção e não aglomerado.

No visual geral, pouco mudou. A única mudança visual foi o painel com a serigrafia muito mais destacada e knobs brancos que são muito mais fáceis de ver a posição em ambientes com pouca luz como um palco.

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Mas as melhores coisas estão por dentro…

Essa nova série já vem de fábrica com um falante Celestion A-Type que casa perfeitamente com esse amplificador. O modelo anterior vinha com um mais genérico e a maioria dos proprietários acabava mudando.

Mas não ficou por aí:

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De todas as versões essa é a mais robusta. Abandonaram as placas em fenolite que eram muito delicadas, e tanto a placa central como a dos soquetes das válvulas são agora em fibra de vidro. Um problema antigo que se tinha com as de fenolite era o de trilhas soltando por causa do calor das válvulas.

O circuito recebeu uma melhoria significativa na resposta em graves, que antes era um problema e obrigava a fazer alguns mods. O amplificador agora já vem com isso corrigido e soa com grande presença.

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Outro motivo de reclamações e mods era o bias que vinha muito alto e não trazia benefício algum para o som, só gastava mais as válvulas. A versão IV continua com bias não regulável, mas com um ajuste de operação muito mais baixo. Basicamente a marca adotou o “27k bias mod” que já era conhecido do pessoal que modifica este amplificador.

A função FAT segue igual adicionando overdrive, com um ligeiro incremento de médios nesse novo update.

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Reverb. Para mim essa foi a maior modificação de todas, e a mais discutível também. O reverb dos modelos anteriores era profundo, bem ao estilo dos grandes amplificadores da Fender. O problema é que quanto mais reverb se adicionava, menos punch o amplificador tinha. O som ia ficando magro demais e perdendo todo o ataque.

Nessa nova versão o reverb é muito mais “raso”, mas em todo o curso do controle o amplificador permanece com a mesma resposta, o mesmo punch. Para muitas pessoas foi um tiro no pé, para o meu estilo de tocar, uma tacada de mestre. De qualquer forma para quem gosta do reverb antigo sempre é possível modificar para ficar como o das versões anteriores. Foi um dos pontos que tocou muito no gosto pessoal. Ou você ama, ou odeia. Na pior das hipóteses pode-se usar um pedal externo de reverb e manter o knob do amp no zero.

Um útimo detalhe que não passa batido foi a gentileza em a partir de agora vir já com o amplificador o footswitch para acionar a função FAT. Muito legal!

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Conclusão:

Recomendo! A Fender não mediu esforços para trazer um amplificador muito melhor, muito mais bem construído e com o mesmo preço do modelo anterior. Para quem procura um valvulado pequeno, com um som muito clean esta é uma das melhores opções dentro dos valvulados mais “baratos” que existem no mercado. Indico para todos, mas nunca esqueçam de testar um antes de comprar. Comprar por catálogo continua sendo uma das coisas mais perigosas que se pode fazer ao adquirir instrumentos musicais.

Achados do Gambiarras

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Infelizmente as mulheres ainda são minoria no nosso mundo da guitarra, o que é uma pena! São inteligentes, dedicadas e com sentidos muito sensíveis. Recentemente me chegou através de um amigo a indicação de uma grande mulher que desde 1994 presenteia o nosso mundo com maravilhosos pedais handmade.

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Ela se chama Fran e desenvolve os circuitos, solda e finaliza os pedais de sua marca, a Frantone.

Não tive a oportunidade de tocar em nenhum pedal da marca, mas tenho a certeza que pelo carinho, originalidade e dedicação, são maravilhosos!

Mais do trabalho desta grande mulher você pode conferir (e comprar) aqui.

Comparando Guitarras

Não há nada mais divertido do que um bom final de semana com os amigos em um estúdio recheado de guitarras para tocar. Foi assim sem pretensão alguma que tive a oportunidade de experimentar diversos instrumentos, dos mais variados preços e configurações, e reafirmar o que sempre falo aqui no blog. É sim possível ter um ótimo som sem ter de vender o carro. Não podemos esquecer que muito do valor agregado é por fetiche ou pelo carimbo de alguma série especial. Para a grande maioria dos músicos os instrumentos de preço intermediário dão e sobra para ensaios, gravações e shows. Alguns precisam de um bom ajuste ou pequenos upgrades e você chega lá da mesma forma.

Sendo assim, compartilho um pouco da experiência e dos sons que cada instrumento é capaz de entregar. O amplificador utilizado foi um Mesa Boogie Mini Mark V sempre com os mesmos ajustes ligado em um gabinete Lascowsky baseado no mesa 1×12 WideBody Closed Back. Falante Eminence Lynch Super V12. As guitarras utilizadas e suas respectivas especificações seguem aqui na ordem em que aparecem no vídeo:

Vintage Les Paul Paradise: Elétrica CTS, captadores Sérgio Rosar Rock King na ponte e Mojo13 no braço. Nut Graphteck Tusk. Top de maple e back de mogno, braço em mogno.

Epiphone Les Paul Standard: Elétrica CTS, captadores Sérgio Rosar Hot Mojo na ponte e Mojo13 no braço. Escala em rosewood. Nut original. Top de maple e back de mogno, braço em mogno.

Les Paul Music Maker: Guitarra nacional do luthier Ivan Freitas. Corpo e braço em mogno nacional, top em flamed maple. Acabamento Honey Burst. Captação Music Maker. Elétrica CTS. Trastes aço inox.

Squier Stratocaster Classic Vibe: Corpo, braço e trastes originais, captação TE-03 Big City ’69 Blues Strat Pickup Set, ponte com bloco Manara. Elétrica CTS.

Warmoth Stratocaster: Corpo em Alder com Quilt Maple. Braço em Flamed Maple. Captação Edu Fullertone 69. Ponte vintage Gotoh com bloco Manara. Tarraxas fender Lock Tuner. Elétrica CTS. Trastes aço inox. Guitarra com Treble Bleed.

Telecaster  Paulo May: Corpo em Hard Ash, braço em maple com escala de maple colada, Sergio Rosar V-Hot na ponte e Malagoli no braço. Tarraxas Grover mini rotomatics. Ponte ferrosa com saddles Fender.

Corradi SL: Guitarra nacional produzida pelo luthier André Corradi. Corpo em mogno, braço em maple quarter sawn, escala em ébano, ponte Christian Bove, nut Graphtech Tusk, elétrica CTS, captadores Sérgio Rosar Rock King na ponte e Mojo13 no braço. Guitarra com Treble Bleed.

 

Collateral FX – Landgraff Overdrive

Tempos atrás em uma conversa com o Guilherme da Collateral FX eu contava que buscava um Tubescreamer mais moderno e versátil que o circuito tradicional do Ts808.

Foi nesta ocasião que ele me falou dos pedais Landgraff e descobri a possibilidade de ter um Ts com muito mais ganho, volume e controles mais funcionais.

A missão ficou também nas mãos do Guilherme, que além de produzir pedais lindos e bem organizados, só utiliza o que há de melhor em componentes. Assim surgiu este LandGraff Overdrive.

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Uma das coisas mais legais nos pedais da Collateral é a possibilidade de colocar o Led na chave, o que facilita a utilização em palco. Alguns pedais dependendo do ângulo você não vê o led no meio dos knobs. Ótima solução!

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Como sempre o capricho interno é notável. Assim como no Klon que postei anteriormente, este pedal também possui componentes selecionados e uma arrumação dos fios interna super limpa.

Para não passar batido, segue um vídeo da brincadeira com este exemplar: