Radio Blues – Mundo Livre FM

Olá pessoal,

Como sabem o blog trata sempre de assuntos de guitarra, mas pela primeira vez vou desviar rapidamente o foco para algo que até hoje não compartilhei por aqui.

Quem acompanha os vídeos de pedais, guitarras e amplificadores que publico já deve ter notado como sou fã de Blues. E não é só na guitarra, vai muito além…

Nos últimos três anos faço semanalmente o programa Radio Blues na rádio Mundo Livre FM Curitiba e também na Mundo Livre FM Maringá.

Toda segunda-feira 20hs. Se você está por Curitiba, 93.9FM, se está em Maringá 102.5FM.

Para quem está em qualquer outro lugar do planeta pode ouvir pelo aplicativo da rádio Mundo Livre para Android e iOS e também no site: www.mundolivrefm.com.br

Hoje é segunda, então… Te espero lá!

 

Les Paul – Music Maker (Ivan Freitas)

Para quem não conhece, apresento no blog o trabalho do Luthier Ivan Freitas. Para quem já conhece, é só diversão.

Não desmerecendo a competência de todos os outros, mas hoje os instrumentos da Music Maker para mim são os melhores fabricados no Brasil. Da seleção de madeiras ao acabamento, são um colírio para os olhos.

A guitarra que me chegou em mãos e hoje é assunto aqui no blog trata-se de uma Les Paul padrão da marca sem nenhuma customização. É um dos exemplares “padrão” da empresa com as seguintes características:

Corpo:     Mahogany w/ Maple Top Honey Burst Finish
Braço:     Mahogany Standard ’60s Shape
Escala: Brazilian Rosewood w/ real pearl inlay 24.75″ (629 mm)
Trastes: Stainless Steel Jescar 57110
Ponte: Gotoh GE-101/GE103B-T Chrome
Tarraxas: Gotoh SG381 Chrome
Captadores: Music Maker Pickups Classic ’60 (neck and bridge)

img_20170302_092535713

A guitarra basicamente segue o projeto da Gibson com algumas melhorias, como é o caso dos trastes inox que possuem uma duração superior aos normais e deixam a guitarra muito macia de se tocar

img_20170302_092559090

O top figurado muito bem selecionado, a pintura Honey Burst que além de muito bonita muda de tonalidade conforme a iluminação.

img_20170302_092745631Acompanha o instrumento um belo Hard Case castanho e uma correia de couro bordada com a Marca.

img_20170302_093008115

img_20170302_092711948_hdr

Sem dúvidas é um instrumento do mesmo nível que as guitarras da Gibson, para músicos que sabem o que procuram. Quem compra um instrumento pensando em preço de revenda deve sempre correr para as marcas, pois é o garantido. Um instrumento customizado é algo único e que não se compra pensando em vender, e onde o fetiche da marca deve ser colocado de lado.

Para quem tem curiosidade, existem instrumentos no ShowRoom da Music Maker em São Paulo para apreciação da galera.

O vídeo de sempre que não pode faltar!

TC Electronic – Hall of Fame Mini Reverb

img-20161212-wa0011

Quem acompanha o blog sabe o quanto gosto dos produtos da TC Electronic e o quanto a marca representa inovação tecnológica em pedais de guitarra sem perder a essência que todo guitarrista procura. Tive muitos amplificadores com Reverb de mola e posso dizer que gosto muito, mas por questões de tamanho, peso agregado e recorrentes problemas com os tanques, decidi ter apenas amplificadores sem Reverb e utilizar um pedal na entrada ou no loop de efeitos do amplificador. Como todo consumidor, fiz uma busca bem grande visando o equilíbrio entre preço e qualidade.

Foi então que mais uma vez me deparei com os produtos da TC Electronic. O pedal de tamanho “normal” Hall Of Fame (HOF) já é um grande sucesso e tem infinitas possibilidades. Mas como eu dizia anteriormente, eu queria praticidade, tamanho reduzido e pouco peso agregado ao equipamento. Foi então que escolhi este pequeno grande pedal que é capaz de fazer maravilhas com o seu som. Da série “Tone Print”, pode-se customizar de inúmeras maneiras ao ligar em um computador, ou então através do celular descarregar presets disponibilizados pela marca onde você estiver. Lembrando que as definições customizadas apenas podem ser inseridas no pedal por USB. A TC ainda não liberou salvar no aplicativo do celular os seus próprios ajustes para posteriormente introduzir no pedal. Ainda assim a versatilidade é enorme. Procurava um Reverb com a simplicidade de um de molas. Sim, apenas um botão, como no painel de qualquer amplificador de guitarra normal. Para mim a falta de mais opções físicas no painel não são dor de cabeça, já que ajusto em casa com calma exatamente como quero o Reverb e normalmente utilizo apenas esta definição que vou controlando no botão do pedal o nível de efeito.

editorO painel de edição é simples e recheado de opções. Pode-se até atribuir outras funções aos botões físicos no pedal. No caso deste mini pedal, existe apenas um que mesmo solitário é possível alterar o seu funcionamento. Sobre o Tone Print, já falei anteriormente no post do pedal Viscous Vibe aqui no blog.

Construído em uma caixa estilo Hammond 1590A a marca se posiciona juntamente com outras como a Mooer na invasão dos mini pedais no mercado. Com um circuito extremamente compacto feito com componentes SMD e totalmente digital, é claro que um pedal de Reverb tão pequeno não poderia ser construído de outra maneira.

img-20161212-wa0034

O pedal é composto por duas placas que se encaixam através de pinos. Não existe nenhum fio na construção. O potenciômetro além de excelente qualidade, é protegido contra a entrada de pó e umidade.

img-20161212-wa0030Como em quase todos os pedais da TC o Bypass é feito através de um relé de grande qualidade das marcas Omron ou Takamisawa, que garante o True Bypass e um chaveamento extremamente silencioso e muito mais durável que uma chave 3PDT tradicional. Em modelos mais simples como este a marca não inseriu a opção de Bypass com buffer, provavelmente por falta de espaço e também pelo nicho de mercado que a mesma procura atingir.

img-20161212-wa0029

E para fechar o pacote alegria é claro, Jacks Neutrik.

É incrível como conseguiram em uma caixa tão pequena colocar tantas funções sem esquecer dos componentes de alta qualidade.

Sim, é um pedal totalmente digital. A única coisa realmente analógica é o chaveamento físico do sinal através de um relé. Isso não significa que o som seja robótico ou pior. Vai da necessidade de cada um. Para mim o Reverb é sim diferente das molas, e por ser digital permite uma grande customização e controle, algo que as molas não proporcionam.

Um pedal pequeno, com um preço muito aceitável para o efeito que entrega e que se encaixa em qualquer estilo musical. Recomendo para todos os guitarristas, com as mais diferentes necessidades musicais.

Para não perder o costume, este que vos escreve sempre faz um humilde vídeo do funcionamento das “coisas”. Desta feita não poderia ser diferente. Um pequeno teste com o pedal ligado no Loop de efeitos do amplificador. A guitarra escolhida foi a minha companheira de guerra, uma Stratocaster Golden que também tem a sua história contada por aqui.

 

 

Novo x Usado – Pedais

Os pedais resolvi deixar como o último assunto para fechar as publicações sobre Novo X Usado. Como qualquer produto também merecem atenção, mas penso que seja um universo bem mais fácil de lidar e o preço médio não é tão alto como o de guitarras e amplificadores.

Novo

Prós:

1 – Um pedal novo vem com garantia e troca direta em caso de defeito.

2 – Vem com caixa e manual, que é algo que nas vendas de pedais conta muito se você tiver. É um chamariz tradicional para se vender um pedal.

3 – Sem marcas de uso.

4- Sem desgastes nos componentes como potenciômetros, jacks e chaves.

5 – Você sabe que pode ir sem medo pessoalmente e realizar a compra na loja.

Contras:

1 – Preço. Os pedais não costumam ser tão caros, mas ainda assim o preço novo na loja é mais alto que um seminovo ou usado.

2 – Se for um pedal muito caro e você concluir que não precisa dele, vai perder um dinheiro considerável para revender.

3 – Por ser um pedal novo e sem marcas, você precisa ter cuidado e pensar bem ao instalar no pedalboard. Se cola um velcro, se coloca braçadeiras que riscam a pintura. Na fase de testes não dá para sair colocando pois se quiser vender ele já entra como usado se tiver velcro ou riscos na pintura, mesmo que tenha uma semana de uso. É um fator limitador.

4 – Modificações. Só compensa fazer mod em pedal novo se você for realmente ficar com ele. Para vender, se não for um mod oficial de alguém conhecido, você além de perder a garantia de fábrica perde também valor na venda. Por mais bem feito que fique e que realmente melhore o pedal, os compradores pensam com o bolso e fazem de tudo para por o valor lá no chão.

5 – Não dá muita margem para arrependimentos. As lojas não aceitam devoluções se não for por defeito.

Usado

Prós:

1 – Preço. São bem mais em conta que os pedais novos e você consegue negócios bons se comprar mais de um pedal do mesmo vendedor. Por ser mais em conta, você consegue montar um pedalboard inteiro com um valor muito interessante.

2 – Pedal que já tem algumas marcas não vai ter uma alteração significativa no valor de revenda se for instalar no pedalboard.

3 – Modificações. Por ser usado é o tipo ideal de aparelho para se fazer modificações, pois não se paga tão caro como um novo. Também se conseguem bons pedais usados já com modificações relevantes como por exemplo upgrade para True Bypass, muito útil nos Wah-Wah.

4 – Você pode se arrepender, trocar por outro, colocar em um rolo com outros equipamentos. É o tipo de produto que entra e sai e dificilmente ficará meses anunciado sem propostas de compras ou trocas.

5 – Disponibilidade. As lojas não costumam ter estoques grandes de pedais novos. Já me aconteceu de ver o preço de um novo, correr na loja e terem vendido a única unidade. Nos pedais usados você entra em qualquer site de vendas e digita o modelo que procura. Com certeza encontra no mínimo três pessoas vendendo. Pode escolher o melhor preço e em melhores condições.

Contras:

1 – Preço. Obviamente o pedal passando de mão em mão vai desvalorizar cada vez mais. É o tipo de artigo que se não for raro, só perde valor. Tenha atenção em comprar usado com boa aparência e perfeito funcionamento. Cuide bem, para no mínimo vender pelo mesmo preço que pagou se um dia for desapegar.

2 – Marcas. Pedais usados obviamente vão ter sempre marcas de uso. Falei sobre o velcro, que com o tempo fica velho, a variação de temperatura faz ele soltar a cola toda no pedal e não sai mais. Fica uma coisa grudenta. Muitos pedais são mal armazenados, ficando pelos cantos e apresentam sérios problemas com entrada de umidade. No caso de placas em fenolite a umidade faz estragos relevantes e deixa a placa ainda mais frágil, podendo quebrar com uma pequena queda do pedal. A maioria dos pedais usados não possuem caixa.

 

3 – Desgastes. Pedal foi feito para ficar no chão. Seja solto ou em um pedalboard, ele sofre com a poeira, batidas, derramamento de líquidos, pisadas, chutes e umidade. Pedais usados normalmente apresentam manchas de líquidos e mofo. Os potenciômetros, jacks e chaves são muito sensíveis e dependendo do estado do pedal apresentam ruídos e mal contato. Se for comprar um pedal com muito uso não esqueça de pedir sempre fotos internas pois ele pode esconder uma condição bem pior por dentro.

4 – Modificações. Como disse nos prós, as mods podem ser boas. Mas tenha especial atenção em modificações feitas que são irreversíveis. Como exemplo, pedais com bypass eletrônico convertidos para 3PDT através de um novo furo na caixa. Até é reversível, mas ficará eternamente aquele buraco na caixa e isso além de ser uma porta de entrada para sujeira e umidade, transforma o seu pedal em um artigo praticamente sem preço de venda. Verifique sempre de quem está comprando, pois o mundo dos usados não te dá a segurança das lojas que mesmo com alguns produtos seminovos fazem revisões e dão alguma garantia.

5 – Custo-benefício. Só você com sua experiência poderá fazer o cálculo do valor do pedal que quer novo e usado, bem como o estado do usado que estão te oferecendo. Coloque na balança juntamente com as possibilidades de pagamento. Por vezes o usado deixa de compensar por não poder parcelar.

Espero nestes três artigos ter ajudado um pouco os colegas guitarristas. Escrevi tudo com base em experiências que vivi ao longo de todos estes anos de guitarra. Não sou dono de nenhuma verdade e quem tiver algo para acrescentar, sinta-se livre para o fazer. Juntos podemos construir um grupo cada vez maior de vendedores e compradores satisfeitos com seus negócios e equipamentos.

Novo x Usado – Amplificadores

Continuo aqui a análise que fiz sobre equipamentos novos e usados. Qual comprar?

Hoje o assunto é sobre os amplificadores, sejam eles valvulados ou transistorizados. Vamos direto ao ponto.

Novo

Prós:

1 – Produto zerado na caixa. Muitas lojas deixam apenas um para teste, e ao comprar você leva um produto novo no plástico. Por esse motivo a garantia é um diferencial. Não só possui garantia, como em caso de defeito a substituição é simples e imediata. Trocou, problema resolvido. O mesmo não acontece com as guitarras.

2 – Produto sem marcas de uso. Aqui vale lembrar que marcas de uso não são apenas batidas e riscos como nas guitarras, mas também poeira e umidade que normalmente tomam conta do acabamento. Um amplificador novinho não tem nada disso.

3 – Equipamento sem desgastes. Você sabe que o amplificador é novo, o alto-falante é novo e no caso de um valvulado, as válvulas tecnicamente estão em perfeito estado. De todos os benefícios de um amplificador novo esse creio ser o mais importante de todos. O aparelho está à mercê dos seus bons cuidados para mostrar onde ele pode chegar.

4 – Acessórios. Normalmente o mercado de amplificadores não é como as guitarras onde tudo é vendido de forma separada. A maioria dos amplificadores já acompanha Footswitch + cabo, capa, manuais, speaker cable, etiquetas de garantia, adaptadores de tomada e em alguns raros casos uma lâmpada reserva para o painel.

5 – Assim como no post das guitarras: Procedência. Você sai da loja com um documento, uma nota fiscal. É seu e você sabe de onde veio. A maioria dos amplificadores hoje também já possuem número de série. Sempre tenha salvo online fotos do seu equipamento e de todas as numerações de série existentes neles. Pode ser de grande utilidade no futuro. Eu particularmente salvo até as notas fiscais. Se você costuma viajar, é imprescindível ter isso em mãos.

Contras:

1 – Preço. As guitarras já desvalorizam como vimos anteriormente, os amplificadores por serem produtos eletrônicos desvalorizam ainda mais. O preço dele novo é incrivelmente mais alto que um idêntico, comprado no dia anterior e disponibilizado à venda por algum arrependimento. Resumindo. Novo é caro, importado é mais caro ainda.

2 – Um amplificador novo também é um “kinder-ovo”. Apesar de não dar dores de cabeça com madeiras, pode dar outras tão incômodas quanto. Um amplificador novo não significa que é perfeito. Foi testado por alguns segundos na linha de produção e só vai ser ligado novamente nas mãos do cliente final. O contra de ser vendido embalado novo na caixa é este. Tive um valvulado que comprei novo. Toquei com ele em casa e desde o primeiro dia dava estalos no som. Li na internet que era um problema comum causado por soldas defeituosas. Levar na loja não iria resolver. Só iriam me dar outro zerado com o mesmo problema pois foi uma série grande que veio com isso.  Um dia com a ajuda de um amigo abri e refiz todas as soldas e nunca mais deu estalos no som. Hoje ele já não está comigo, mas até onde sei continua firme e forte sem nenhum problema, mas aprendi a lição sobre amplificadores novos. Alguns amplificadores saem de fábrica com problemas muito mais sérios, como transformadores mal dimensionados. Então lembre-se. Amplificador novo pode sim trazer muitas surpresas.

3 – Componentes. Tanto os transistorizados como os valvulados podem não vir de fábrica com os componentes de maior qualidade disponíveis no mercado. Então dependendo do amplificador que for comprar, considere um gasto adicional para algum upgrade. Seja ele capacitores, válvulas, transformadores e principalmente alto falantes. Embora não precisem de uma regulagem como as guitarras, eu recomendo vivamente levar para um técnico um amplificador novo de fábrica para conferir o ajuste de Bias das válvulas. Faça isso antes de descobrir que estava tudo desregulado torrando as válvulas novinhas e consequentemente o seu dinheiro.

4 – Um amplificador novo você não pode pegar emprestado para testar em casa, no estúdio ou no palco. Tenha a certeza que ele realmente atende o que você procura. Na loja no meio da emoção, muitas vezes sem a sua própria guitarra e com a pressão do vendedor você acaba achando que o amplificador atende todas as suas necessidades. Não compre na pressa. Toque em mais de um, em outras lojas, com várias guitarras ou com as suas. Tenha em mente o que você precisa e se ele realmente vai resolver o seu problema. A internet pode te ajudar muito, então pesquise!

5 – Revenda. Como já disse, você perde uma grana legal na revenda. E o problema não para por aí. Simplesmente anunciar algo seminovo não resolve. Vejo que muitas pessoas preferem comprar algo mais usado em algum negócio “bem-bolado” do que pegar um amplificador seminovo sem nenhum a mais. A maioria dos anúncios que vejo os vendedores são obrigados a fazer promoções com produtos adicionais para impulsionar a venda como pedais, cordas, afinadores ou até hard cases personalizados. Então já sabe. Se pegar um amplificador novo e quiser revender, tenha paciência ou então monte um combo legal senão o povo não pega.

Usado:

Prós:

1 – Preço. Sempre mais em conta e você pode tentar um rolo que é mais fácil que com instrumentos.

2 – Um amplificador usado já não traz tantas surpresas do ponto de vista da fábrica. Se não tem problemas, passou no teste, se já teve e foi reparado por uma pessoa qualificada, pode ter a certeza que ficou melhor do que o original. São amplificadores mais confiáveis por esse motivo. Claro, se bem cuidados. Mas um amplificador é fácil ver se foi bem cuidado, tanto pela estética como pelo funcionamento. É só ter atenção.

3 – Componentes. Muitos já passaram por alguma melhoria, e os que não passaram, já estão “amaciados”, como é o caso dos alto-falantes. Você amaciar um do zero leva um bom tempo. Para quem toca bastante, creio que em uns três meses para saber definitivamente como o amplificador irá soar dali para a frente. Para os que tocam pouco, esse dia nunca chega. É aí que muitas pessoas se arrependem ao comprar um amplificador novo. Não esperam o tempo mínimo para começar a amaciar o bicho, acham o som duro e vendem pensando que ele não é bom. Por isso os usados já são mais plug-and-play.

4 – Um amplificador usado é mais tranquilo para testar com calma. Você conversa diretamente com o vendedor, leva a sua guitarra para testar, ou até mesmo traz o amplificador para gravar, tocar ao vivo, ensaiar… É mais tranquilo para uma tomada de decisão.

5 – “Achado”. No mundo dos anúncios de amplificadores usados encontram-se verdadeiros achados. É possível encontrar modelos que nenhuma loja tem, e isso não significa propriamente que serão caros por serem mais raros. Existem ótimos negócios à espera daquele que tem paciência para fuçar e negociar.

Contras:

1 – Revenda. Como comprador é pró, como vendedor é contra. Você precisa praticar um preço de mercado, não aquele que acha justo em relação ao que pagou e o cuidado que teve com amplificador. Não importa se você cuidou dele muito bem e até dormiu abraçado com ele. O mercado irá ditar o preço médio que ele vale. E muitas vezes o que dita o preço do mercado é a situação econômica do país e o desespero das pessoas em se recapitalizar. Muito cuidado.

2 – Assim como quem compra um usado tem a praticidade de testar com mais facilidade, quem vende precisa ser flexível e se colocar no lugar do comprador. Nem sempre é fácil ficar correndo atrás, acompanhando o músico em ensaios ou shows para ele testar o equipamento que você está vendendo. Mas dependendo da situação, do produto e do comprador, você terá que engolir esse sapo e colaborar se quiser mesmo vender o equipamento. Eu sugiro ser flexível, mas não uma mãe. Tome a frente sempre em sugerir um teste, em algum local público, um estúdio de ensaios de confiança de preferência. Cuidado com a internet, você não sabe quem responde lá do outro lado. Os mesmos cuidados que você teria ao conhecer uma pessoa deve ter ao vender um produto.

3 – Estado do equipamento. Eu disse que os usados normalmente já possuem alguma melhoria e tal. Mas não podemos esquecer do outro lado da moeda. Muitos vendedores irão descrever os seus produtos como “zeradinho”, “revisado” ou então “com upgrades” por pura conveniência. É nessa hora que quem for comprar precisa ter um olho clínico. Primeiro check: Potenciômetros. Teste e sinta na mão se todos estão com o curso macio e igual. É possível perceber quando foi substituído ou se tem um desgaste maior em relação aos outros. Ele gira mais solto e seco. Ligue o amplificador em um volume consistente e veja se nenhum desses potenciômetros gera ruídos no som durante o curso.

4 – Estado das válvulas. Separei um tópico só para elas pois é um assunto importante. Um amplificador valvulado usado você não tem como adivinhar o real estado das válvulas. Mas vou tentar dar algumas dicas que podem ajudar, mas que não são de maneira alguma um veredito sobre o tema. O ideal seria levar um testador de válvulas, tirar uma por uma e testar. Mas nem todo mundo tem um, eu mesmo não tenho. Então nesse caso específico recomendo a dica de aproveitar a flexibilização do vendedor e pedir para levar para um técnico de confiança dar a opinião dele sobre as condições gerais do amplificador para você. Mas em um primeiro momento toque no amplificador, veja se o comportamento dele é bom em todos os volumes, inclusive no máximo. Certifique-se que as válvulas não estão gerando apitos quando em volumes altos ou com o ganho no máximo. Dê pequenos toques nas válvulas com uma caneta e veja se não estão criando ressonâncias, apitos ou ruídos parecidos com o de um chocalho. As válvulas já muito desgastadas apresentam todos estes problemas.

Tenha cuidado ao comprar amplificadores com válvulas de várias marcas misturadas. Existem curiosos como eu que fazem essas misturas procurando determinadas sonoridades, mas muitos vão em autênticos balaios de válvulas velhas buscar as menos piores só para deixar o amplificador funcional para a venda.

Repare se o brilho das válvulas é o mesmo. Um par de válvulas de potência por exemplo deve ter o mesmo brilho. Com todas as válvulas desligadas veja se nenhuma possui trincado no vidro perto dos terminais de encaixe no soquete. Esbranquiçados no vidro também são sinais de válvulas com problemas ou com fugas pelo vidro. Alguns amplificadores híbridos a detecção é mais difícil pois as válvulas deixam de funcionar, mas o amplificador continua com som.

5 – Alto falante. Em um amplificador usado você não sabe o real estado do Alto Falante. Não sabe pelo que o coitado passou. Se foi sempre utilizado da forma correta, na impedância correta e potência, tudo bem. Mas muitos espertinhos aproveitam para outros amplificadores, com potências superiores à suportada pelo alto falante, gerando danos irreversíveis no mesmo. Nesse caso a única dica que posso dar é testar muito bem. Com o som limpo no máximo e distorção no máximo. Veja se ele não apresenta um som recortado, típico de falante estourado. E se não apresentar nenhum problema, toque e sinta se ele soa bem, se as frequências são definidas e o som é bom. O seu ouvido é o seu grande aliado nessas horas. Por isso sugiro o teste em um estúdio. Em palco você não vai ouvir nada, é muito barulho. Reserve um momento íntimo a dois com o seu possível futuro amplificador.

Novo x Usado – Guitarras

Neste post começo uma série de três publicações sobre a aquisição de equipamentos. Novos ou usados? É a pergunta que muitas vezes me fazem, e que eu também em alguns momentos balanço na hora de comprar algo para o meu set. Em conversa com amigos e leitores do blog, decidi colocar aqui algumas observações que considero relevantes. Longe de ser uma verdade única, espero que ajude quem normalmente não troca de equipamento ou está naquela dúvida cruel do que fazer. E começando é claro pelo objeto de maior desejo de todos, as guitarras!

Temos um mercado de usados muito forte em nosso país, e pesquisando bem aparecem oportunidades incríveis de negócio mas muitas vezes acabamos optando por algo novo e mais caro, mas também com opções mais razoáveis de pagamento.

Infelizmente vivemos um momento delicado da economia onde os equipamentos profissionais importados atingem valores altíssimos e o sonho de ter uma guitarra “top” zero km fica cada vez mais distante. Em uma rápida opinião, vejo que apelar para o mercado de usados é a melhor solução. Apesar de dificultar a forma de pagamento, você pode dar sorte de encontrar alguém também à procura de algo que você tenha como moeda de troca.

Quem não acompanha o blog pode encontrar na busca “Golden Stratocaster” e verá que com muita pesquisa, boa vontade e algum investimento você pode ter uma guitarra excelente com um preço muito amigável. Para citar, esta guitarra é a minha principal companheira hoje em shows e gravações.

Elaborei aqui uma lista rápida de prós e contras que considero muito importantes na compra de um instrumento novo ou usado:

Novo

Prós:

1 – Você será o primeiro dono. Sabe de cara que estará comprando um produto com uma garantia mínima de 6 meses que as lojas oferecem. Tem os seus direitos resguardados.

2 – Instrumento sem riscos e detalhes no acabamento. Se tiver e você ainda assim quiser o instrumento, não esqueça de negociar o valor pois não é justo comprar algo novo já com marcas.

3 – Instrumento sem nenhum tipo de desgaste. Seja ele nos trastes, eletrônica (chave e potenciômetros), no nut ou no cromado das peças de metal.

4 – Revenda. Embora seja difícil revender no preço que se pagou, por ser um instrumento de único dono e bem cuidado é “pão quentinho” no mercado, vende fácil.

5 – Procedência. Você sai da loja com um documento, uma nota fiscal. É seu e você sabe de onde veio.

Contras:

1 – Valor. Sem dúvidas o valor pedido em um instrumento importado novo nas lojas é de se fazer pensar duas vezes. Não vou entrar no mérito da questão dos preços pois sabemos que a vida do empresário não é mole no Brasil. Mas sim, é caro e muitas vezes você vê o mesmo instrumento na internet, com uma semana de uso, algumas vezes quase pela metade do valor da loja. Por isso pesquisar exaustivamente é a melhor orientação sempre.

2 –  Um instrumento novo é um “kinder-ovo”, uma surpresa. Você não consegue precisar a data em que foi fabricado, quanto tempo ficou na loja até ser vendido e o tipo de armazenamento que foi feito.

3 – O braço é o ponto de fragilidade de um instrumento de cordas. Em uma guitarra nova você não consegue prever o comportamento que ele vai ter. Embora o empeno seja sempre “controlável” com um bom ajuste do tensor, no caso de torção da madeira o problema muda de nível e só um bom Luthier poderá resolver. É um serviço caro e em alguns casos um pouco demorado pois o profissional depende tão somente da resposta da madeira para entregar o instrumento ao músico.

4 – Upgrades. Além de pagar caro em uma guitarra nova, a maioria precisa de upgrades. Seja uma correção na instalação dos trastes ou até mesmo a troca de todos os captadores. E sim, isso vale até para as guitarras mais caras. Por mais cara que seja, nem sempre recebe as peças mais adequadas, ou as que atendem totalmente o som que você procura. Além disso tudo sempre tem um gastinho a mais com acessórios como hard case, pois quem quer o seu instrumento novinho em folha jogado pelos cantos?

5 – Da loja para a revisão. Nunca peguei um instrumento novo na loja pronto para os palcos. É da loja para a manutenção, aí sim você vai conhecer de verdade o instrumento que acabou de comprar.

Usado

Prós:

1 – Valor. Sempre muito mais em conta que qualquer instrumento novo. É o grande motivador da compra de um instrumento usado.

2 – Instrumento com madeiras já estabilizadas. Um instrumento antigo já passou pela fase de adaptação da madeira. Não está livre de problemas pois tudo depende da forma como é cuidado, mas já não há tanta instabilidade, e sim mais previsibilidade.

3 – O braço já recebeu várias trocas de cordas e ajustes de tensor. Se passou por um tapa completo por um Luthier melhor ainda. Segurança para quem for tocar.

4 – Normalmente guitarras usadas já passaram por algum tipo de melhoria, e muitas vezes mesmo com estes “upgrades” a guitarra ainda fica muito mais barata que a nova na loja. Poupa o esforço de importar peças e gastar para mandar instalar tudo e regular o instrumento do zero. Além das melhorias, as guitarras usadas sempre acompanham um bag ou case. Em alguns casos o vendedor opta por vender separadamente, mas não é tão frequente. Conversando bem você pega o pacote “alegria” completo.

5 – A maioria dos instrumentos usados de boa qualidade disponíveis para a venda os donos têm o cuidado de mandar para uma revisão completa e entregam a guitarra totalmente funcional para o seu novo proprietário. É uma mão na roda para você sair tocando.

Contras:

1 – Falta de garantia. Instrumentos usados não possuem nenhum tipo de garantia. Se comprados em loja, você ainda tem algo, mas no mercado informal sabe que se da noite para o dia tiver algum problema, a bola está com você. Não existe nenhum direito do consumidor para reclamar.

2 – Um instrumento usado sempre tem algum detalhe de uso. Alguns um pouco sérios quando batem em algum objeto duro. A pintura não só lasca como afunda a madeira. Se é o tipo de coisa que não te incomoda e o visual das guitarras surradas te agrada, pule este tópico.

3 – Desgaste. Aqui peço uma especial atenção. Acho que de toda a matéria esse tópico é o mais relevante pois senti na pele isso. MUITO cuidado ao adquirir um instrumento usado pois existem desgastes que podem te custar muito caro. Sim, estou falando dos trastes. Os trastes costumam durar muito, mas tudo tem a sua vida útil e chega o momento em que eles não aguentam mais ser retificados e precisam ser trocados. É nessa hora que você que vai comprar um instrumento usado precisa ter o seguinte na balança:

O braço tem escala clara ou escala escura?

Se o braço for em escala escura, tudo certo. Você terá um gasto relevante com a troca de trastes, mas nenhum problema futuro com isso.

Agora se você pondera comprar um instrumento importado usado com escala clara redobre a atenção com o estado dos trastes.

Escala clara normalmente recebe um acabamento em verniz. Toda a troca de trastes bem feita requer retificar toda a escala do instrumento para um alinhamento perfeito dos trastes depois de instalados. É aí que mora o problema. Nem sempre se consegue o mesmo pigmento do verniz, e uma troca de trastes em escala clara quase sempre fica visível que foi feita. É o tipo de serviço que não dá para fazer com qualquer um. Sai caro, e por mais bem feito que seja vai comprometer seriamente o preço de revenda do seu instrumento se um dia for desapegar dele. Por isso pense muito bem, e avalie a real condição dos trastes quando for comprar. Tive uma guitarra que precisava de troca de trastes, mas a dor de cabeça, gasto e a desvalorização do instrumento eram tão grandes que preferi vender como estava e decidi então montar uma guitarra do zero para mim. Outra dica valiosa, trastes inox. Se você colocar, nunca mais vai se incomodar. A durabilidade é ignorante compara aos normais.

4 – Preço de revenda. Você já está pagando menos em um instrumento usado, então para passar ele no futuro para outra pessoa você sabe que depende de muitos fatores para ele não desvalorizar. Depende do preço praticado no mercado, da valorização da moeda ou então de algum fator adicional como saída de modelo de linha. Você pode dar a sorte da sua guitarra sair de linha e virar artigo de coleção, ou ter a reputação daquela série queimada pela explosão de casos de problemas relatados na internet, muito comum no mundo dos smartphones. Resumindo. Para desvalorizar ou valorizar você depende tão somente de fatores externos que você não pode prever e muito menos controlar. Por isso compre para você usar, não para vender pois as chances de valorizar estão apenas em instrumentos que já são raros, e que consequentemente você já paga um valor altíssimo neles também. Você decide se compra para tocar ou como um investimento financeiro para o futuro.

5 – Você sabe que não é o primeiro dono. Não sabe com certeza absoluta de quem foi, de onde veio e como chegou até você. Em alguns casos você consegue um documento, uma nota fiscal. Duvide de tudo e pesquise muito. O mercado de instrumentos roubados é muito forte pois ainda não existe uma plataforma tecnológica robusta para instrumentos musicais como se tem  para automóveis e equipamentos eletrônicos. Procedência é tudo!

Cantinho da Guitarra

Compartilho com vocês uma solução que encontrei para resolver o problema de falta de espaço para os equipamentos. Sempre tive um misto de quarto+escritório+laboratório. Com o tempo a família de instrumentos foi aumentando e fui comprando suportes de chão. O problema é que foi tomando muito espaço e em alguns momentos a cama já tinha virado refúgio das guitarras.

Além de trancar canto, os acidentes envolvendo os suportes se tornaram frequentes. Foi então que decidi reservar um espaço próprio para as coisas de guitarra e eletrônica que tenho em casa.

Comecei pela escolha do local, o quartinho de tranqueiras do apartamento. Ali ficavam reunidos os restos de mudança, de reformas, coisas da família e objetos de origem desconhecida que ninguém consegue explicar como foram parar lá.

foto-01Templo escolhido, tirei tudo o que tinha dentro e iniciei as adaptações para o novo espaço eletrônico-guitarrístico que tanto necessitava. Por ser um espaço minúsculo a única forma de armazenar os instrumentos seria através de suportes de parede. Eu já tinha dois que estavam guardados, mas como iria precisar de mais acabei comprando um suporte para 5 instrumentos.

suporte

Esse tipo de suporte é facilmente encontrado em lojas de instrumentos musicais e o valor não passa de 80 reais em média. É possível ajustar o lado e o ângulo em que os instrumentos irão ficar. A dica que dou é alargar os furos do suporte. Inicialmente ele vem com 4mm, achei pouco e utilizei parafusos de 6mm para suportar melhor o peso de várias guitarras. Para quem tem coleção de baixos essa modificação considero obrigatória.

Como o espaço não tem nenhuma janela para a rua e a ideia era armazenar instrumentos musicais, procurei torná-lo o mais hermético possível. Para isso além de um controle da umidade, adicionei um vedador de porta que ajuda na tarefa e ainda impede a sujeira de entrar. Para quem tem animais em casa é muito bom contra os pelos.

vedador

Como disse, o tratamento do ambiente é imprescindível ao armazenar instrumentos sensíveis como guitarras e violões. Depois de esvaziar o espaço e instalar os suportes, as paredes foram lavadas e a umidade controlada com um desumidificador durante algumas horas antes de colocar os móveis e instrumentos em seus devidos lugares.

foto-02A porta normalmente é sempre esquecida, mas pode ser uma grande aliada para a organização dos cabos.

foto-03

Para finalizar organizei tudo e coloquei os instrumentos em seus novos lugares.

img_20161012_111212623

É o tipo de espaço que não precisa ser grande nem ter isolamento acústico. É para trabalhar e guardar as coisas em segurança. Recomendo!

img_20161012_111325203

img_20161012_111314039

Fender 5e3 – Raphael Lascowski

front

Todos que acompanham o blog sabem como eu gosto de construir coisas e trabalhar com eletrônica. Mas também tenho amigos que possuem os mesmos gostos e sempre trocamos informações sobre isso. Neste mês comparilho com vocês a construção de um cabeçote baseado no famoso Fender 5e3.  Desafiei o meu amigo Raphael Lascowski a replicar de forma integral o circuito deste clássico da Fender, todo ponto a ponto, de forma simples e o mais rústica possível. Ele topou a brincadeira e tempos depois me ligou para conferir o resultado.

back

Para quem não conhece, o Raphael Lascowski é de Curitiba e vem fazendo excelentes réplicas de amplificadores valvulados. Além de um trabalho muito caprichoso, ele utiliza componentes selecionados e tem o cuidado de medir um por um para colocar nos circuitos. Neste amplificador por ser um clássico ele não sossegou enquanto não encontrou todas as válvulas originais para reproduzir com fidelidade o circuito sugerido.

tubesO resultado de todo esse esforço se traduziu em um som impecável. Os transformadores são de produção nacional e se mostraram à altura do circuito.

Como a brincadeira era criar algo extremamente simples e robusto o Raphael decidiu fazer uma construção ponto-a-ponto sem placa, mas com réguas de terminais.

inside

A construção desta forma permite substituições, ajustes, mods e upgrades com uma facilidade enorme. Apesar da simplicidade este exemplar ficou um dos mais silenciosos que já toquei. Mesmo sem aterramento adequado ele não tem ruídos. Fizemos testes com e sem aterramento e os resultados foram excelentes.

Apesar de eu não ser o “Mago” da vez, me interessei de tal forma pelo projeto que decidi estudar mais o circuito. Foi nessa brincadeira que acabei encontrando um site que é uma bíblia sobre o 5e3 e tem todo o tipo de informação possível. Para quem tem, para quem quer ter, para quem quer montar ou então para quem apenas quer adquirir conhecimentos como é o meu caso. Você pode conferir clicando AQUI o site Rob Robinette´s.

Uma das informações mais legais que pude recolher é sobre uma modificação chamada “Switched Negative Feedback”, uma das mais recomendadas do site. O circuito original tem uma dose grande de graves, casando assim com os speakers da época. Hoje em dia a maioria dos speakers possuem muitos graves e com algumas guitarras esse amplificador pode ficar com o som embolado demais. Com uma pequena chave, um resistor e dois fios você pode alternar entre o original e mais duas opções que cortam significativamente os graves e deixam o som bem equilibrado com equipamenos contemporâneos.

Como não poderia faltar, fiz um modesto e pequeno vídeo mostrando as possibilidades sonoras do pequeno gigante 5e3. Aqui vai:

Deixo aqui o contato do Raphael e também fotos de outros projetos feitos por ele. Além de amplificadores ele também faz gabinetes nos mais diversos materiais e acabamentos:

Raphael Lascowski – raphael.lascowski@gmail.com

2016-09-07-07-13-042016-09-07-07-13-082016-09-07-07-53-31-32016-09-07-08-01-14-22016-09-07-08-01-15

TC Electronic – Viscous Vibe

Sempre quis ter um pedal um pedal de “vibe”, mas foi o tipo de efeito que sempre adiei a aquisição graças ao meu vício em overdrives. Cansado dos pedais soltos, montei um pedalboard “definitivo” e antes mesmo de ter todos eles já havia calculado espaço para tudo o que eu queria. Na hora de montar corri atrás do Vibe que me faltava por todos estes anos. Após uma boa dose de pesquisas, o pedal que mais atendia ao leque de sonoridades que eu procurava era o Viscous Vibe da TC Electronic.

vibe

Com quatro ajustes no painel e três modos de efeitos, o pedal vai de um Vibe delicado ao extremo som de Jimi Hendrix. O vibrato é muito macio e profundo. Como a proposta principal do pedal não é ser um Chorus, a função é legal, mas limitada e com poucas possibilidades de ajuste no painel.

O legal do pedal é que vem com a mais nova função “TonePrint” e pode ser ligado por USB ao computador para o usuário criar um ajuste fino e presets que atendam especificamente as necessidades de cada um.

tone

As possibilidades de ajustes são enormes e cada uma muito atuante. Pode-se fazer seus próprios presets e também utilizar os sugeridos no aplicativo, desenvolvidos por guitarristas parceiros da TC.

A única coisa chata é precisar ligar o pedal em um computador, o que permite apenas ajustes em casa. O ideal é ajustar em estúdio, com bom volume, de preferência com a banda junto para dar um destaque legal na Mix. Uma possibilidade é fazer isso com um notebook (mais uma tralha para carregar).

Para quem pode e gosta de efeitos ainda mais destacados, o Viscous Vibe assim como muitos pedais de modulação, vem com entrada e saída Stéreo, o que dá um efeito muito legal de deixar qualquer um tonto.

Para mim hoje a TC Electronic é a Apple das marcas de pedais, procurando sempre o melhor da tecnologia, sem esquecer os conceitos básicos e características que os guitarristas procuram em um equipamento. A construção dos pedais é sempre primorosa, com componentes de grande qualidade e muita robustez no produto final. No Viscous Vibe não poderia ser diferente:

inside

O pedal é todo construído em formato SMD. O bypass da TC já é famoso por ser feito com relés, ser extremamente silencioso (sem click algum), e em alguns efeitos como os de modulção (Incluindo este), quando o pedal é desligado o efeito faz um Fade Out agradável de aproximadamente 2 segundos, evitando uma quebra muito forte no tipo de som da guitarra.

Por ser feito com relés (no caso do Vibe dois por ser Stéreo), o switch que pisamos não é o tradicional DPDT ou 3PDT, e sim um Momentary Switch, que tem um tempo de vida útil muito maior que as chaves comuns. Dura tanto quanto uma tecla de computador, e nunca vi até hoje um dar problema.

Além do True Bypass, você pode escolher se usa ou não um Buffer disponível no pedal que pode ser ligado e desligado através de uma chavinha na parte traseira quando se abre o pedal. Na minha configuração atual já existe outro pedal com buffer então deixei desligado, mas testei em outras oportunidades e é muito bom.

Para quem procura um equipamento moderno, muito bem constrúido, silencioso e que leva muito em conta a qualidade do som da guitarra, os pedais da TC Electronic vão te introduzir a um novo conceito de efeitos para guitarra.

Deixo aqui um sample que gravei do simpático Viscous Vibe: