Tube Amp Doctor – A Visita :)

O post de hoje não foi fácil de fazer. Quem me conhece ou acompanha o blog sabe da paixão que tenho por guitarra e de todos os esforços que sempre fiz por esse maravilhoso instrumento. Desde viagens, projetos e até mesmo esse blog que mantenho desde 2012 sozinho sem nenhum fim lucrativo.

Como não poderia deixar de ser, a paixão me levou mais uma vez para longe, desta vez para realizar o sonho de conhecer a maior empresa especializada em válvulas e amplificadores valvulados da atualidade. O nome já é conhecido de muitos, mas pouco se sabe o que está por trás da loja on-line.

Vai muito além de uma loja, trata-se de uma equipe pequena, muito talentosa e dedicada que faz do universo DIY um estilo de vida.

Tube Amp Doctor, ou TAD para os íntimos, é uma empresa alemã que vende válvulas de alta qualidade, testadas e selecionadas. Todas elas produzidas de acordo com os projetos da própria empresa por fabricantes pelo mundo. Também possuem uma linha própria de capacitores Orange Drop, Mustard e Eletrolíticos.

A simpática equipe fez a gentileza de receber a visita deste blogueiro solitário e deu toda a atenção por mais de uma hora para que eu pudesse trazer aqui um pouco mais sobre a empresa para o público de língua Portuguesa.

A loja fica situada em Worms, uma cidade tranquila e muito simpática. Fiquei em Frankfurt e percorri cerca de 85km para lá chegar.

Quem vê de longe enxerga um armazém super normal, mas ao olhar com cuidado tem um belo grafite que já entrega do que se trata.

Da porta para dentro é só alegria. Logo na entrada vemos o museu particular da empresa que conta com vários amplificadores vintage.

Fender e Marshall, concentram-se as atenções nos modelos clássicos (e antigos) destas duas marcas. Todos os kits disponíveis para montar são baseados nas versões originais destes modelos, todos em ponto a ponto seguindo rigorosamente o padrão de construção da época.

Após essa viagem no tempo, mesmo ao lado fica o Showroom com todos os amplificadores que a empresa vende para quem quiser experimentar.

Foi neste estúdio que pude confirmar a alta qualidade dos produtos TAD.

Essa é a verdadeira Disney de todo guitarrista. O que mais me impressionou foi o fato de cada amplificador ser feito com peças de alta qualidade, não existe nenhum upgrade possível e a marca faz questão de mostrar a beleza e arrumação interna de seus produtos.

Todos os amplificadores são vendidos em kit, ou se o comprador quiser, já montados pela loja. Ainda não tive a oportunidade de montar um kit destes, mas com certeza está na lista de pedidos para o Papai Noel.

Além de referência nas válvulas que já vou falar com mais detalhes, a Tube Amp Doctor é revendedora dos principais Alto Falantes para guitarra de marcas como Celestion, Jensen e Fane.

Saindo do showroom e indo direto ao ponto, a magia das válvulas!

O segredo das melhores válvulas é simples… Bem, não tão simples assim! As válvulas Premium passam por uma série de rigorosos testes:

Plate Current (PC) and Amplification (TC)
– Low Noise Test
– Microphonic Test
– Sonic Tests
– Shock Tests
– Listening Tests
– Shorts & Leakage Tests

As válvulas que passam nestes testes iniciais são “casadas” em equipamentos desenvolvidos e construídos pela equipe de especialistas da empresa:

O que mais impressiona no processo de casamento das válvulas é a taxa admissível de diferença entre elas: 1mA!

Depois dos votos eternos de amor, todas as válvulas de potência seguem para um “Burn In” que é a etapa final antes de por nas caixinhas e seguir para os clientes:

O mais sensacional de todo o processo é que tudo isso é feito pelas pessoas mais carinhosas, talentosas e caprichosas do mundo: as mulheres!

Uma equipe de três simpáticas meninas é responsável por realizar todos os testes, medições e casamentos de todas as válvulas que passam pela empresa.

Lembrando que as válvulas de preamp também passam pelos mesmos processos e são classificadas por tipo e ganho para serem posicionadas corretamente no V1, V2 etc.

Depois de visitar os laboratórios e acompanhar todo o processo feito nas válvulas, tive a oportunidade de visitar o armazém onde tudo é organizado para ser enviado para os clientes de todo o mundo.

Todas as válvulas aprovadas e embaladas possuem um número de série individual, bem como a indicação de PC (Plate Current) e TC (Transconductance)

Lembrando que a loja não se limita a vender válvulas e kits de amplificadores. São 650.000 produtos em estoque para quem quer construir ou restaurar amplificadores antigos. A quantidade de peças é impressionante e vai de tanques de molas até parafusos diversos para cada parte de um amplificador.

É claro que viajar tanto para voltar de mãos abanando não teria o menor sentido. Além de um set TAD Premium que trouxe para turbinar o meu amplificador, ganhei uma linda camiseta comemorativa dos 25 anos da marca. (Obrigado Equipe TAD!)

A lembrança mais feliz que tenho dessa visita é que tudo lembra demais o início deste blog e a descrição do mesmo: “Um blog de guitarrista para guitarristas”. Uma empresa desse nível chegou onde está com pessoas apaixonadas por música, e por guitarra acima de tudo. Não se trata apenas de um negócio, é a paixão de ir além e chegar na excelência em qualidade pelo simples prazer de tocar.

Quero agradecer aos envolvidos que permitiram entrar na empresa, fotografar e fazer inúmeras perguntas para poder trazer aos colegas guitarristas um pouco mais deste universo.

Para quem não conhece a loja, deixo aqui o link: www.tubeampdoctor.com

O passeio pela Alemanha rendeu mais conteúdo interessante que irei disponibilizar em breve.

Até lá! 😀

 

 

Blues Junior IV Upgrade

Muito se fala das modificações típicas possíveis de se fazer nos amplificadores Blues Junior. Aqui no blog já fiz muitas publicações sobre isso, incluindo o projeto da construção de um amplificador baseado neste modelo. Muitas vezes modifica-se sem saber o real motivo ou necessidade, o que é um erro. A nova versão deste amplificador já foi apresentada aqui e como sabem veio com várias melhorias de fábrica que antes eram feitas pelos proprietários. O problema é que algumas pequenas questões ainda ficaram. É um amplificador sensacional para o custo, mas infelizmente algumas debilidades não permitem confiar totalmente quando o assunto é estrada e palcos. Foi pensando nestes fatores que realizei pequenos upgrades que curiosamente também resultaram em uma melhoria no som final.

Os componentes assinalados foram substituídos por novos de igual valor, mas de qualidade superior. São eles:

1x – 47uF

3x – 22uF

Estes capacitores de origem possuem uma alta taxa de falha, e com pouco tempo o amplificador apresenta ruídos e “pops” no som. Alguns chegam mesmo a vazar líquido em casos mais extremos. Todos eles são de 450v, o que é suficiente para o circuito, mas não cobre eventuais picos de tensão que eles sofrem ao ligar o amplificador que trabalha com tensões de aproximadamente 350v. Foram substituídos por de igual valor, da marca alemã F+T com uma tensão máxima de 500v. Só este upgrade deixou o amplificador mais silencioso, com graves presentes e definidos.

1x – 100pF

1x – 250pF

A mudança dos capacitores cerâmicos para Silver Mica é uma questão de gosto pessoal. Os cerâmicos tendem a soar com muito brilho, e especialmente em situações com o amplificador saturado isso se acentua mais.

1x – 27k

Este resistor já veio melhorado em relação ao modelo anterior que trazia um de 22k. É um dos resistores do divisor de tensão do ajuste de bias, que de fábrica é alto demais. Nessa nova versão já veio mais “frio”, mas ainda sem possibilidade de ajuste fino. A modificação consiste em substituir o resistor por um trimpot de valor superior que permite um ajuste fino das válvulas de potência.

Outro upgrade não indicado na primeira foto foi o da placa de circuito impresso das válvulas:

Um dos maiores problemas de sempre, a placa original destes amplificadores tem dois defeitos:

Material – Na série III a Fender utilizou a famosa Cream Board, feita de fenolite, que além de extremamente frágil não suporta o calor das válvulas de potência e com o tempo vai empenando e as trilhas vão soltando. O resultado é problemas de contato e até mesmo a carbonização da placa em casos mais graves. Nos primeiros modelos e nos modelos atuais a marca utilizou fibra de vidro que suporta o calor, mas ainda assim tem bugs como vamos ver a seguir.

O traçado – Existe um erro de desenho envolvendo a última válvula (v5). A trilha do terra (GND) passa muito perto da de alta tensão, e muitos amps pegam fogo na placa por formação de arco voltaico. A placa não é dupla face, o que dificulta corrigir esse desenho. Nos novos modelos a marca fez uma adaptação cortando a trilha e adicionando um fio por fora para fazer essa função sem maiores riscos.

Para quem não pretende trocar a placa, é uma melhora válida a se fazer, assim como remover as soldas de todos os soquetes e trocar por uma nova, de maior qualidade e com uma temperatura de fusão um pouco superior para garantir. O problema é que ainda assim dá problemas com os soquetes, que com a vibração e calor + peso das válvulas vão danificando os pontos de solda e saltando as trilhas.

A placa da foto é um upgrade vendido pela Black Magic Amps que corrige todas estas questões e ainda traz novidades interessantes. O traçado foi corrigido, uma vez que esta placa é dupla face. Todas as trilhas de maneira geral foram ampliadas, permitindo passar mais corrente com folga. O sistema de alimentação dos filamentos também foi colocado em dupla face, e melhorado faz o amplificador ficar extremamente silencioso, mesmo com o volume no máximo. O problema dos pontos de solda foi resolvido utilizando furos metalizados, que acabam atuando como rebites. Uma vez soldados os soquetes, não tem como dar problema de contato ou de trilhas saltando. Os soquetes originais são da Belton, de alta qualidade. O problema é que nas válvulas de potência, por serem de matéria plástica não dissipam calor, e acabam concentrando ainda mais calor em volta de tudo próximo das válvulas. A solução foi trocar todos por soquetes cerâmicos que suportam altas temperaturas e possuem uma melhor dissipação. Outro benefício é que são todos banhados a ouro, o que melhora o contato com os pinos das válvulas e não apresenta corrosão com o tempo.

Por último e não menos importante, adicionaram dois resistores de 1 Ohm 1%, um em cada válvula de potência para realizar a medição do bias. Isso faz o ajuste ser muito simples, basta por a escala do mulímetro em milivolts e ler a tensão entre os dois pontos indicados na placa. A leitura é de 1mV = 1mA, então a informação é totalmente visual e não precisa de cálculos. Em alguns amplificadores mais caros como o Fender Hot Rod Deville/Deluxe este resistor já vem de fábrica no circuito e a Fender no manual ensina a medir e ajustar.

Todo o processo é tranquilo, mas envolve alguns cuidados, nomeadamente na descarga dos capacitores da fonte antes de começar a por a mão na placa, e também o cuidado em desmontar todo o amplificador pois é necessário remover as duas placas. Isso acaba transformando o trabalho em um quebra-cabeça e o ideal é fotografar o processo e marcar exatamente onde cada fio é ligado. Abrir e desmontar tudo é sempre uma boa oportunidade para verificar todas as soldas na placa, melhorar a arrumação interna dos fios e fazer uma limpeza geral. Lembrando que este é um serviço para se fazer com calma e atenção para evitar danos no aparelho e também para garantir a segurança de quem o realiza. Se bem feito, fica impecável. Se você não se sente capaz, leve para alguém com experiência ou profissional de eletrônica. Se o amplificador estiver na garantia, já sabe, espere ela acabar pois o simples fato de remover a placa já anula qualquer garantia do amplificador. No caso de dúvidas pode entrar em contato com o blog pelo e-mail disponível no menu superior na aba “contato”.

 

Até a próxima!

Achados Do Gambiarras

O Achados deste mês não se trata de um site dedicado ao conteúdo de eletrônica propriamente dito. É de uma empresa que faz amplificadores valvulados. O que chamou a atenção e decidi indicar é a parte de perguntas e respostas sobre questões técnicas em valvulados. A quantidade de informação relevante é enorme e vale a leitura completa.

A empresa se chama Aiken Amps e deixo AQUI o link.

Tap Tempo Tremolo – Part 1

Hi guys. Today I will post in English because this project was developed with international help and sources.

Pay attention that is not a beginner project. There is a lot of things that you need know before start to think build one. It is mandatory understand digital chips, how to program, AVR platforms etc.

This project uses one Attiny84A and is based on Harold Sabrotone Tap Tempo idea (thank you brother), but with a different code, functions and perspectives.

In resume, this is a Tremolo pedal with a tap tempo function. I used a 20 step rotary encoder.

The push switch on encoder change the functions:

Speed

Wave Form

Multiplier

Depth

To understand what function is active, a RGB led indicates each one.

Blue – Speed

Green – Wave Form

Red – Multiplier

Pink – Depth

For now I put 7 wave form possibilities in the code:

Random

Sine

Tremcopter

Square

Triangle

Ramp down

Ramp up

Measuring with a scope we have a visual idea of each waveform:

Okay, this is what the digital part does.

In analog (audio) section, basically it is a Tremulus Lune circuit that uses a LDR controlling the audio, receiving light from led controlled by digital chip. Each pulse makes audio up (led on) and down (led off).

The theory is easy, but the construction not. Each pulse injects a lot of ticking noise in audio signal and is hard to remove it. I tried a lot of solutions that I found on the internet. The worst was a transistor driving a led. You need to try more than 10 transistors and leds to find an acceptable match to deal with noise. My best solution to drive the output led was use one 4558 opamp circuit. This great solution I found in Twin Peaks Harmonic Tremolo project (thank you David Rolo).

This project had three different prototypes. The first I built on Arduino breadboard.

 

The first version didn´t work great with much noise and contact joints problems. So I changed to a soldered breadboard.

LDR Selection:

I tried different LDR and the most part of them work well, but to sounds great the best range is 5k to 1M (light-dark). You can use LDR that has less than 5k on light, but it injects more “hiss” on the audio. Dark resistance more than 1M needs to use more gain from de ampop and noise going up easier.

I got good results with:

5k-500k (light-dark)

8k-500k (light-dark) – My final choice with 10k Linear pot to gain control.

10k-1M (light-dark)

Led Selection:

I used a low current led 5mm red. No big secrets here. Try to run this led lower as you can to avoid hiss and ticking noises. High bright led has much light to the LDR sensibility. It isn´t an advantage use them. As the led run very low, you need to protect the junction LED/LDR very well to isolates any external light interference. I used an aluminium sheet but you can use thermal tube.

Yes, you can use optocouplers, but honestly for the price, you can make a lot of them at home with same results.

Opamp selection:

At beginning I used one TL072, but when tried one OPA2134A the audio run very silent and helped the circuit to get off all residual noise.

The code:

The code was developed in Atmel Studio 7.0 and burned with an AVR ISP Programmer. This programmers are cheap (3 dollars) and you can also use your Arduino to do it. In my case I bought a Pololu Programmer that includes an Osciloscope very useful to check waveforms and calibrate the led bright to get a consistent output.

The next step was make a “final” pedal version to use like a normal guitar device and change the code playing in real situations.

The box that I used is too big, but to run tests and mods is ok. In the future I will create a small PCB layout.

For now I am working to increase waveform options and correcting code bugs. When the code is ok, I will create a final version with professional PCB, but it is to another post.

I recorded this sample video, so enjoy! 😊

LCR-T4

lcr

Hoje o post em forma de dica para todos que assim como eu gostam de montar projetos de eletrônica. Trata-se de um testador de componentes. Basicamente, por detrás dessa placa existe um Arduino com um software que comanda tudo. É possível comprar um LCD e montar em casa, mas sinceramente não compensa pois você acha pronto na China por 5 dólares. Muitos multímetros possuem funções de medição de componentes como diodo, transístores, resistores e os mais completos medem também capacitores. A questão é que quando estamos montando algo dá muito trabalho toda hora mudar a escala no painel do multímetro e posicionar as pontas de prova em cada componente. Outra coisa que dificulta o processo é termos atenção à polaridade dos componentes na hora de medir.

A vantagem do LCR-T4 além do preço super simpático, é a possibilidade de testar os componentes de forma muito rápida (apenas com um botão) e sem ter de se preocupar com a polaridade. Ele mesmo identifica tudo. Identifica até se o transístor ligado é NPN, PNP, JFET e ainda indica com números o que cada pino faz. Adeus ficar olhando datasheet para descobrir como é a pinagem de um transístor ou o valor de tensão de um led.

É óbvio que um equipamento destes não substitui medidores profissionais apropriados, mais ainda assim a leitura tem uma precisão muito boa, e para identificar valores rapidamente na hora de soldar é o melhor que há. Existe ainda a possibilidade de medir o ganho dos transístores, inclusive os em versão SMD.

Fiz um pequeno vídeo para demonstrar os benefícios desse aparelho:

 

Achados Do Gambiarras

logo

O site que publico este mês no achados trata-se de um blog antigo (ultimamente pouco atualizado) mas com muitos projetos interessantes. Além de entusiasta, o proprietário também desenvolve muitos pedais customizados e disponibiliza os esquemas. Vale a visita clicando na logo ou AQUI!

 

Fuzz Dogs Lunar Shot

Fazia muito tempo que tinha a vontade de montar um pedal de tremolo fotossensível. Já havia feito algumas experiências em protoboard mas não cheguei a montar nada. Peguei e montei este kit da Fuzz Dogs que é o projeto do Tremulus Lune.

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Como de costume, o kit traz tudo o que é necessário para a construção. O optocoupler é muito chato de conseguir, então o ideal é mesmo utilizar um led e um LDR que faz o mesmo serviço. Esta construção abriu a mente para maluquices que serão debatidas em um próximo post. Independente desta loja, o projeto em si está disponível em diversos sites e recomendo muito a montagem.

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Segue uma pequena gravação com as infinitas possibilidades de ajustes deste pedal:

Fuzz Dogs Klon

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Mais um kit da lojinha inglesa, desta fez a versão deles do Klon que fiz por encomenda e que foi muito divertido de montar. De todos os pedais da marca este foi o mais demorado para montar pois o circuito é grande e qualquer erro é o suficiente para nada funcionar.

O que gostei deste kit é que além de ser um Klon fiel, ele traz exatamente todas as opções do pedal original, incluindo a chave interna para escolher entre buffered bypass ou true bypass.

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Os knobs nunca acompanham os kits, devem ser escolhidos e comprados separadamente. O dono escolheu o modelo que mais lembra o Klon original, em forma de gota. Muito usado nos big muff também.

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Para finalizar, um sample gravado com uma stratocaster 🙂

Fuzz Dogs TS808

A rotina da vida não tem permitido fazer muitas coisas, e quando faço não é para mim. É o caso deste pedal e dos próximos dois que vou publicar em breve aqui no blog. São pedais de kit desta loja que já falei em várias oportunidades e que ultimamente vários amigos estão pedindo para montar para eles e resolvi documentar e colocar aqui.

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O circuito em questão é um TS808 todo original, sem mods, totalmente básico. Uma dica para quem for montar esses kits ou outros que são feitos com furos metalizados nas placas, é medir cada componente e ter a certeza do lugar de cada um, pois remover ou refazer soldas em furos metalizados sem ferramentas apropriadas é muito difícil e as chances de estourar trilhas e estragar a placa são enormes.

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Uma coisa que valorizo muito nestes kits é o desenho. Foram feitos para terem o mínimo de fios e sempre a placa é fixada na caixa pelos potenciômetros. Outra coisa bacana é que todo o espaço na placa que não leva trilhas é feito aterramento. São pedais muito silenciosos mesmo os com ganho mais elevado de distorção.

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Apesar de ser uma cópia fiel de um TS808, sempre é bom por um soquete no CI em caso de avaria, ou então para testar vários até chegar no som que agrada mais.

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A placa permite uma série de mods que podem ser adicionados no futuro, mas de momento a intenção era replicar com fidelidade o projeto original. O pedal se mostrou muito silencioso e com um overdrive muito próximo do original. O teste base foi comparando com um ts9 modificado para ts808. Um pouco do pedal gravado: