Entwistle Pickups

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Faz tempo que estou para compartilhar com vocês estes captadores. Descobri por indicação do meu amigo Moisés que inclusive me disponibilizou um set de singles da marca. Não quero criar grandes conflitos em relação ao tema, mas temos de ser justos:

Existe muita conversa sobre captadores e as empresas exploram aspectos técnicos como impedância e indutância como a principal arma de combate. A verdade é que se for ver bem, os captadores são das peças mais primitivas e básicas que existem para guitarras. Concordo que o custo de desenvolvimento e pesquisas seja expressivo, mas não concordo com o preço que algumas marcas praticam como se fosse uma peça de ouro.

Trocando em miúdos. Não vejo motivos para não experimentar algo novo e barato. Estes captadores são desenvolvidos por um senhor Inglês e produzidos na China seguindo bons padrões de qualidade. Foram dos primeiros captadores a utilizar imãs de neodimio. Não testei nenhum com esta novidade, mas pelo que soube falam muito bem. Os que testei foi da série AS62/AS57 alnico em que as características lembram muito os captadores Texas da Fender. Como o preço é muito convidadivo, £14.99 por captador, resolvi comprar um set e colocar em uma guitarra Fender para ver o resultado. Toda a conversa do início do post serve para justificar a surpresa que tive com o som. Já toquei em muitos captadores de marca que não tinham o som que consegui com eles. Som puro, cristalino, sem ruídos e com graves poderosos.

DSC00254   Muito bem produzidos, os captadores recebem uma capa com serigrafia da marca mas podem ser facilmente trocadas por outras sem nada ou de outras cores como em qualquer captador. Os polos dos captadores recebem um acabamento arredondado como os de algumas marcas famosas.

DSC00258Como falei antes, não tem muito mistério na construção. Seguem o padrão de sempre. Fio enrolado e depois leva um bom banho de cera. Achei muito bacana os fios que utilizaram. Os captadores antigos vinham com o fio coberto por uma malha de tecido. Estes usam fios normais encapados com plástico mas recebem uma malha de nylon imitando os tecidos antigos. Muito legal esse cuidado estético que tiveram na produção.

DSC00259Na parte traseira vem uma etiqueta com o modelo e posição do captador na guitarra. Todos os produtos cumprem as normas RoHS. Os fios encontram o fio de cobre em uma chapinha de latão cravada no plástico e ficam envolvidos em uma gota de solda, como nos captadores antigos.

DSC00255Para finalizar vale dizer que o terra vem representado por fios pretos e cada captador tem a sua própria cor de fio para evitar confusões na hora de ligar tudo.

Conclusão:

Captadores com uma qualidade ótima para o que custam e que batem de frente com muitas marcas gigantes. Não vi nenhum contra neles. Não testei nenhum outro modelo, mas se seguir esta linha de qualidade com certeza são excelentes.

Sample:

Electro Harmonix – Pulsar Tremolo

DSC00225Olá amigos. Mais um pedalzinho para a coleção do site. O pedal de hoje é uma moderna edição do clássico pulsar tremolo da electro harmonix. O pedal conta com muitas novidades e é hoje um dos pedais mais completos de tremolo disponíveis entre as grandes marcas do mercado. Seria injusto tentar levantar aqui os reais motivos que levaram a marca a mudar tão radicalmente de uma versão para a outra. Eu encontrei três grandes motivos:

Entregar ao mercado um pedal muito completo e com grande sonoridade;

Dificultar cópias;

Ter um diferencial enorme em relação ao modelo antigo facilmente clonável;

Você não precisa de muitos clicks para encontrar o esquema com layout e tudo do primeiro modelo. O pedal utilizava um sistema simples de oscilação com transístores e mais alguns componentes. O pedal original soa belo e com ótima consistência.

Mas e o novo o que tanto traz de bom?

Começamos pela placa que já dá uma noção da complexidade do novo circuito:

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É muito estranho um efeito relativamente simples ter um circuito tão grande. A questão é que a engenharia deste pedal é outra. Não utiliza o mesmo sistema do antigo, e sim um poderoso oscilador interno que contempla vários circuitos integrados. As grandes diferenças que encontrei são as seguintes:

Velocidade de oscilação muito maior;

Opção de ligação stereo (bacaníssima por sinal);

Led pulsante;

Talvez a última característica justifique o circuito ser tão grande. O pedal é um barato. O led de acionamento pulsa na mesma intensidade e velocidade do som. Além de ficar muito bonito, você de longe consegue saber como está o tremolo por exemplo antes de entrar tocando. Em silêncio ele continua pulsando. Poderiam colocar um led separado de bypass. Seria bom ele pulsar mesmo com o pedal em bypass. Sou contra led vermelho simples nos pedais. Não me perguntem o motivo. Acho feio, coisa antiga. Me lembra televisão antiga. Com todas as cores e intensidades que temos hoje os caras sempre colocam aquele vermelho sem graça. Seria a primeira coisa a mudar no pedal se fosse ter um.

Como podem ver na foto o pedal é bem construído. Um dos mais bem feitos que eu já vi. Placa dupla face de fibra de vidro toda envernizada. Componentes 100% SMD. Os jacks são muito bons, soldados diretamente na placa e recebem um acabamento muito bacana arredondado. A rosca é maciça e o tubo do jack fica para dentro da caixa como podem ver nas fotos.

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É um pedal sem fio nenhum sobrando no interior. O bypass leva uma chave 3pdt da marca que é de grande qualidade. Só achei o sistema de ligação na placa não tão bem pensado. Usaram um flat cable. Estes cabos arrebentam as soldas com muita facilidade ou então como a fita dobra eles partem por dentro e começam a dar mal contato. Acho muito difícil isso acontecer num pedal e em uma ligação tão curta, mas não custava usar uns bons fios e deixar o negócio extremamente robusto.

O aparelho é incrível. Grande som, grande acabamento. Mas teve uma coisa que não gostei nadinha. O pedal é quase impossível de desmontar. Para retirar a placa da caixa é necessário dessoldar todos os potenciômetros, o que não é tarefa fácil visto que a placa é de dupla face e possui furos metalizados. As chances de arrebentar tudo com o calor são enormes. Para piorar tudo o pedal utiliza no controle de DEPTH um potenciômetro especial duplo com 6 terminais. É muito difícil achar um desses se estragar. Se você precisar desmontar o pedal para reparar outra coisa como uma chave ou um led, pode acabar estragando um componente como esse de difícil aquisição. O fato do pedal ser todo feito em SMD derruba por terra as chances de reparos fáceis. Só com equipamento apropriado. E também não é qualquer loja de eletrônica que vai ter estes componentes. Mas é coisa boa, não creio que estrague assim por nada. Como não consegui desmontar totalmente e o pedal não era meu, dei uma espiadinha por baixo da placa com um espelho para saber o que tem na outra face:

DSC00238Nada de mais. Apenas algumas poucas trilhas que levam o sinal aos jacks e etc. Nenhum componente. A mágica do circuito acontece em uma só face da placa mesmo.

Conclusão:

Eu comprava fácil. Falei pouco sobre a função stéreo, mas de longe foi a que mais me agradou. Não é todo mundo que pode em um palco montar dois amps, mas com certeza vale o esforço utilizar numa bela gravação pois o resultado é lindo demais. Lembra até um pouco uma Caixa Leslie. O som é cristalino, não modifica a nitidez nem o volume comparado com o instrumento em bypass. Em relação ao modelo antigo notava-se uma redução mínima no volume e o som ligeiramente mais abafado, mas ainda assim era um baita tremolo. Para o preço que custa vale muito o investimento, cerca de 80 Dólares. Para quem leva esse efeito a sério, esse é o pedal.

Para não ficar devendo, segue um som:

Achados do Gambiarras

 

Estou abrindo uma nova sessão no blog. Sei que é impossível um site reunir todas as informações sobre guitarra que existem. Esse site tem um foco muito específico no mundo da guitarra, mas navegando pela internet acabo encontrando sites muito legais com outra visão e conteúdo e acho muito bacana compartilhar com vocês por aqui. O achado do mês é o “Iniciante na Guitarra”. O blog tem um ótimo conteúdo para quem quer começar na arte de tocar guitarra e vem com dicas e truques ótimos para você não iniciar com o pé esquerdo. Fica aqui a dica e mesmo quem já é mais experiente no assunto com certeza vai encontrar informações básicas que não tinha conhecimento antes.


Bypass Eletrônico

Muito se fala disso por aí, mas resolvi continuar falando. Algumas pessoas me questionaram sobre alguns reviews que faço de pedais e sempre bato na tecla do bypass eletrônico. É difícil no mercado de pedais populares encontrar o tão amado true bypass. Sai mais barato para as empresas gastar com um circuito de acionamento do que em uma única chave. Também a vida útil desse sistema é muito maior já que usam botões de pressão de contato único que duram tanto quanto o botão de um mouse.
Sempre falo no problema dos bypass eletrônicos “comerem” sinal. Isso não é uma constatação minha, é realmente um fato. Também é verdade que muitos pedais com true bypass e descuido na utilização de cabos ruins ou longos também faz perder o sinal. Mas no primeiro caso existem prós e contras muito particulares. Ele tira qualidade do sinal mas mantém este sinal em “boa forma” por várias barreiras e metros de cabo, uma vez que normalmente vem agregado um circuito de buffer. A partir de três pedais a coisa fica mais séria e nota-se claramente ao tocar com som limpo a redução na definição do som, o que nos leva a abrir mais agudos no amplificador e consequentemente puxar só ruído e um som mais metalizado.
Foi pensando nessa conversa que resolvi pegar dois pedais muito tradicionais no mercado e fazer um simples teste. Ligar num osciloscópio e medir o sinal entrando direto no aparelho e depois passando pelo bypass dos pedais. O teste foi feito com um osciloscópio e um gerador de funções.
Os pedais escolhidos foram da BOSS, um SD-1 e um BD-2 e foram ligados com baterias.

Ambos apresentaram o mesmo resultado ligados separadamente ao osciloscópio:

Mesmo o sinal passando por apenas um pedal é nítido o resultado que dá. Perde um pouco mais de força e a onda fica ligeiramente mais “embaçada”, o que ao tocar notamos na definição e brilho do som.
Com os dois pedais ligados em série notamos o começo do grande estrago que pode fazer no nosso som:

Tudo vai depender do uso que você dá para os seus pedais. Tá… Mas e aqueles caras com 10 pedais como se viram? Muitos guitarristas usam na boa muitos pedais e resolvem o problema dividindo em dois ou mais blocos ligados a um a/b box que ao ser acionado faz um true bypass da guitarra diretamente para o amp.

É uma solução simples e barata para o problema e eu recomendo. Não vejo o bypass eletrônico como um vilão ou um bicho de 7 cabeças. Tudo depende do que vamos utilizar no set e fazer um planejamento de como obter o melhor som sem ter dores de cabeça com ruídos e perdas de sinal.

Pedais Red Witch – Seven Sisters

Encontrei por acaso a marca e os pedais na internet no mês passado e fiquei muito interessado no assunto. A marca red witch tem uma linha pequena mas muito curiosa de pedais, principalmente da série Seven Sisters, que conta com pedais minúsculos que cabem na palma da mão e recebem nomes de mulheres, as sete irmãs.

Além de pequenos e bonitos com true bypass e com algo que achei a sacada das sacadas. Todos da linha possuem uma bateria interna de iões de lítio que dura aproximadamente 300 horas e tem uma vída útil de mais ou menos 500 recargas! Acaba a fiarada de fontee não precisa ficar trocando pilhas. Basta uma carga de algumas horas e você tem todo um set de pedais pronto para ensaios, shows e gravações. A grande vantagem que vejo nisso tudo é o ruído zero. Na bateria não dá ruído. Você elimina os fios e os ruídos. Se der ruído, está vindo de outro lado. A linha com 7 pedais inclui compressor, overdrive, fuzz, boost, tremolo, distorção e delay. Tudo o que qualquer guitarrista precisa. Sobre a qualidade, ao menos os vídeos mostram que os pedais são muito bons. Atualmente só conheço uma loja no Brasil que vende a marca que é a Dodô Audrin Store.
Quando tocar em um faço o meu review, mas pelo conceito merece o post.

BOSS SD-1

Velho conhecido da galera, o pedal entrou no mercado em Fevereiro de 1981 para bater de frente com o então já famoso Ts-808. Na verdade a marca diz que este veio solucionar o problema da falta de controle de tone no OD-1 que já era o precursor deste tipo de overdrive em meados de 1977. Não consegui apurar quem chegou nessa fórmula primeiro, se a BOSS ou a Ibanez. Se alguém tiver a informação por favor comunique. O fato é que foi no final da década de 70 e foi tão bom que os efeitos duram até hoje sem grandes modificações nos circuitos e copiados por muitas marcas. Em 1988 a marca mudou a sua produção do Japão para Taiwan. Isso promoveu grandes mudanças e os pedais vieram para o mercado com outra qualidade. Há quem diga que os novos produzidos em Taiwan simplesmente não prestam. Não é bem assim. Não foi só a mudança de fábrica que afetou a produção. O tempo passou e os fornecedores mudaram também. As empresas infelizmente também são reféns da indústria que fabrica os componentes. Tanto os Ts-808 como os SD-1 sofreram com a interrupção na produção dos clássicos JRC4558 por décadas e a partir daí a coisa não foi mais a mesma. Hoje em dia voltaram a ser fabricados, mas não com a mesma qualidade de antes. O problema é sempre o mesmo. Existem boas diferenças entre os dois pedais. A principal que eu notei foi a utilização de capacitores Metal Foil nos SD-1 e Polyester nos Ts-808, além de alguns componentes de valores diferentes. Mas a alma dos dois é a mesma.
O exemplar que me chegou em mãos é de Março de 2007 e gostei bastante.

Para quem já abriu um pedal da BOSS não tem surpresa. A construção é profissional e o equipamento inspira confiança. Placa em fenolite, mas muito bem protegida pela caixa de metal. Ao contrário do BD-2 achei os potenciômetros com uma qualidade bem inferior e estão bem mais sujeitos a problemas de entrada de sujeira ou umidade.

O mesmo “problema” de todos os pedais da marca, assim como os Tube Screamers e afins, é o bypass eletrônico que sempre dá uma cortada no sinal. Existem mods como o do Keeley que resolvem isso. Para quem quer o pedal para a vida interia vale a pena esse tipo de investimento.
Circuito simples que já conta com um bypass com buffers em uma construção robusta e bem pensada.

Aqui uma foto retirada da internet da versão antiga feita no Japão:

Dá para ver bem as diferenças das novas versões. Os componentes feitos hoje em dia são diferentes. Capacitores, resistores, semicondutores. Especial atenção aos semicondutores que mudaram várias vezes de empresas e produção. Falei em outro post a real dos semicondutores produzidos hoje em dia que não cumprem em qualidade nem em especificação o que é colocado no datasheet. A maioria sofre de ganho muito baixo.
Conclusão:
Não tenho um dos antigos para comparar, mas sabendo o quanto as coisas mudaram não duvido que a mudança tenha sido drástica. Mesmo assim o pedal para o custo de aproximadamente 250 reais que possui no nosso país é um bom concorrente ao Ts-9. É claro que existem boas diferenças. O Ts-9 ainda acho mais pedal, tem um som mais aveludado. O SD-1 achei o som mais raspado e seco. Talvez da nova versão? Não sei, um dia tiro a dúvida.
No geral é um pedal muito bacana, versátil, vendido por um preço até justo para os costumes brasileiros de superfaturamento e com um rendimento acima da média. Vale a pena o mod no bypass e até um upgrade nos componentes. Existe a possibilidade de conversão para Ts-808 o que considero muito atraente. O tone dele achei que atua melhor que o problemático Tube Screamer e penso ser um baita ponto positivo.
Se não estivesse bem servido de overdrives comprava um fácil para ter colado no meu set.
Sample:

Guia de Manutenção de Instrumentos

Um instrumento assim como o corpo humano também precisa de cuidados. Não procuramos um médico por qualquer dorzinha, mas quando a coisa aperta temos que recorrer. Foi pensando nisso que o meu amigo e luthier de confiança Carlos Eduardo elaborou um guia que ele fornece para os seus clientes para cuidados e regulagens simples nos instrumentos de corda. Ele me disponibilizou para por no blog gratuitamente para vocês. Não é por qualquer coisa que você vai procurar um luthier. Existem pequenos ajustes que você pode fazer na sua rotina que ajudam a manter o instrumento em ordem e alivia nos gastos também. O manual é de bolso, bem simples e vale lembrar que a informação que considero mais importante está no final:

Em caso de dúvida, contatar sempre o seu luthier de confiança.

Para situações mais complexas procure sempre um luthier!
O guia você pode baixar AQUI.

Yamaha NTX900FM

Fala gente, tudo bem? Esta semana dei um trato no meu violão que já precisava de cordas novas e uma boa limpeza. Foi aí que deu o click e resolvi falar desse maravilhoso instrumento aqui. Não sou especialista em violões, mas de todos que procurei, este me cativou. Pela metade de 2011 eu procurava um violão de nylon de boa qualidade e com boa captação para tocar umas levadas MPB e Bossa Nova. Rodei várias lojas e coloquei na cabeça que não podia gastar mais do que mil reais. Nessa divertida busca me deparei com violões lindos com timbres magníficos. Até o dia que caí na besteira de dar uma testadinha em um modelo mais carinho. Resultado: Saí da loja com o violão que custava o dobro mas saí feliz da vida. Foi uma coisa incrível quando toquei nesse violão. Esta série de violões com a sigla NTX possui três modelos. NTX700, NTX900FM e NTX1200R. Todos profissionais, mas com preços bem distintos. O meu é o do meio e conta com as mesmas características de tamanho e captação dos outros dois. A diferença entre eles está no tipo e qualidade das madeiras. Mesmo o modelo mais simples é um espetáculo. A série é utilizada por artistas como Zeca Baleiro e Maria Gadú. Vou focar o papo no modelo que possuo, mas quem quiser maiores informações pode encontrar AQUI.
A série conta com um sistema de captação por meio de ressonância patenteado pela marca como A.R.T. Além da captação, vem com um poderoso preamp dotado de um equalizador de 3 bandas, volume geral, os mega úteis controles de volume por seção de cordas (graves e agudos), e um ótimo afinador, além de um led indicador de bateria fraca:

O som desse sistema é lindo. Sem perder brilho, grave ou definição. Muitos artistas gravam álbuns inteiros com ele gravado direto na mesa. A captação não deve em nada para as da Fishman que é líder em captação para instrumentos acústicos. As informações sobre as madeiras são as seguintes:
Corpo fino (thin body) em Nato, cutway, tampo sólido em Solid Spruce, braço em Nato, parte traseira e laterais em flamed maple. A construção é muito bem feita e o tampo além de bonito é muito resistente:

O braço é feito em nato, muito bonito e muito duro. Não empena fácil. Tenho o violão a quase 2 anos e até hoje não tive nenhum problema de braço. Vale falar do acabamento tanto do headstock com uma folha de madeira mais escura por cima, como a parte de trás do braço que leva um acabamento fosco e a mão não prende ao tocar quando está suada. Achei isso animal. Já vi em violões de luthier, mas nos violões de série é mais difícil ver este mimo:

O violão é pensado no mundo profissional. Não existem bolinhas de marcação na face da escala, mas por cima foram colocadas de forma discreta para que nem o mais bem preparado músico se perca nas notas:

Não posso deixar de falar da qualidade e do detalhe na instalação dos trastes. Foram colocados e escondidos os cantos com um acabamento perfeito. As tarrachas que além de serem de alta qualidade, são muito bonitas e combinam com a madeira do braço:

Agora a parte que mais gosto no instrumento. O cuidado que tiveram em fazer laterais e tampo traseiro inteiros em flamed maple com um verniz amarelo e muito brilhante por cima:

Como podem ver na foto, o violão é relativamente fino (80-90 mm). Não tem uma projeção acústica muito forte, mas a ideia é ser transportável e leve. Mesmo assim a acústica é muito bonita e nada impede de ser microfonado para gravações em estúdio. Para palco só no elétrico mesmo.
O violão ainda vem com um belo abafador para evitar microfonias quando utilizado em shows:

Parte do jack muito bem acabada que também serve para prender a correia:

Conclusão:
Um instrumento profissional digno da propaganda que é feita. Considero um violão perfeito e que atende 90% dos músicos que tocam por aí. Só não atende tanto quem viaja mais pela música clássica ou então tem uma exigência muito grande em relação às dimensões e características do instrumento. Mas nestes casos mais particulares é mais coerente procurar um luthier e ter um instrumento feito sob medida. O que achei mais impressionante no instrumento não foi o acabamento ou o som. Realmente isso não há o que discutir, ao menos no instrumento que eu adquiri. O que me impressionou foi o fato do instrumento sair de fábrica completo. Todas as peças de qualidade. É raro comprar um instrumento em uma loja e não ter a necessidade de fazer nenhum tipo de upgrade. É comprar, sentar e tocar… Plug and Play!
Sample:

Marshall MS-2

Um dia lá por meados de 2004 visitei a “oficina” de eletrônica de um amigo e reparei jogado em um canto um pequeno amplificador. Perguntei o que fazia ali. Ele me falou…
“Estragou um potenciômetro mas não encontrei para comprar, se você conseguir arrumar pode ficar com ele.”
Na hora peguei e levei para casa. Onde morávamos na época era muito complicado conseguir potenciômetros, mas nada que uma ligadinha para uns amigos não resolvesse. E assim foi. O amplificadorzinho está até hoje comigo e como está parado resolvi presentear um amigo.
Não sei bem quando a Marshall introduziu este pequeno gadget no mercado, lembrando que já é um filho da tecnologia e é fabricado na china. O amplificador cabe na palma da mão, possui um falante pequeno e uma potência de 1watt. Ele pode ser utilizado com uma bateria 9v ou então com uma fonte de pedais…
O consumo oscila um pouco. No estado ocioso (sem tocar) ele tem um consumo fixo de 20mA, mas quando no volume máximo e em overdrive tocando acordes ele pula pra 200mA. Com uma bateria de boa qualidade você consegue tocar tranquilamente de 3 a 4 horas com ele. Se pegar leve no barulho dura até mais.
Vem com três controles:
Volume, Tone e um botão que desliga, liga e chaveia para o modo overdrive.
É um amplificador muito útil para tocar pela rua ou estudar em casa sem chatear os outros. Ele tem uma saída para fones de ouvido e no geral o equipamento não apresenta ruídos.
Ainda existem outras versões com outras cores, acabamentos e tamanhos, mas o princípio é o mesmo:

O circuito do amplificador é muito simples e lembra o de um pedal básico de overdrive:

O integrado de potência é um KIA6213 muito difícil de achar aqui pelo Brasil. Pelo que pesquisei algumas versões vieram com um LM386 de fácil acesso. Por outro lado é um componente que dura e não queima por qualquer coisa, ainda mais se o amplificador for utilizado na bateria.
Uma das coisas mais legais é o clip que vem na parte de trás para prender na cintura:
 Aqui um detalhe interno:
A placa é de fenolite e todos os itens do painel são soldados direto nela. O modelo simples do amplificador custa em média 45 dólares e é vendido pelo Brasil por +- 200 reais.
Para os entusiastas a turma da internet já soltou mods para turbinar o timbre e melhorar o pequeno brinquedo e você pode encontrar por AQUI.
 O som limpo dele é muito bom e também vem com um overdrive que surpreende. Não é um amplificador profissional e nem é esse o mercado que ele procura atender. Serve para treinar, brincar e descontrair com os amigos. Já vi gente tocando com um em praças, metrôs e a potência é suficiente para atrapalhar qualquer um. Faz mais barulho que um celular no máximo tocando funk… Já pensou?

Para fechar, vale falar que existe ainda um mod para utilizar com caixas externas feitas para amplificadores grandes. Achei um sarro e o resultado é até bem legal:

NEUTRIK NP2RX-TIMBRE

Rolando pela internet um tempo atrás acabei descobrindo esse lançamento muito bacana da NEUTRIK. A marca além de ser líder em mercado e em qualidade de plugues, é também a principal fonte de renda da república do Liechtenstein com uma representação de 32% do seu PIB. Resumindo, a turma lá vive para produzir estes maravilhosos plugues para todo o planeta. O lançamento em questão é um plugue para ser colocado em um cabo que possui um botão com 4 etapas de equalização. Ele muda um pouco o timbre da guitarra. Pelo que pude ver e ouvir ele dá um som mais cheio e aumenta as possibilidades para quem gosta de nuances tímbricas. Achei a sacada genial e muito útil como podemos ver no vídeo:

O plug custa aprox 35 doletas. Fica meio salgadinho para o povo brasileiro. Com sorte você pode mandar vir um de fora e se não parar fica entre 70 a 90 reais. Tenho grande curiosidade em ter um. Não usei um para dizer se é bom ou não, mas pela qualidade dos produtos da marca acredito que seja ótimo. Antes mesmo de ter um já dou uma opinião!
Só faltou um botão no corpo para MUTE, aí a coisa ficava linda demais.