Joyo Analog Delay JF-33

Joyo-JF33-Analog-Delay

Como prometido no post anterior, agora vamos dar uma olhada nestes pedais que estão aos poucos ficando famosos. São clones de modelos clássicos com um preço muito baixo e qualidade muito alta. Rodando no site DX.com acabei achando  e como estava precisando de um delayzinho modesto resolvi arriscar os 36,60 dólares e ver no que dava. Quando chegou já gostei de cara da caixinha:

DSC00305_zps5b99f4a6

Acompanha um pequeno manual e um plástico que protege o pedal. O visual dele é muito estilo MXR com caixa em alumínio fundido e pintura simples com ótimo acabamento.

DSC00289_zpse00fef61A parte de baixo também não fez feio e tem até borracha para não sambar no chão:

DSC00292_zps9a208480

A minha maior surpresa foi mesmo ao abrir o pedal. Lembra muito o tremolo da Electro Harmonix que mostrei aqui no blog.

DSC00306_zps8ff0bb03

Muito bem acabado, sem fios, placa em fibra com todos os furos metalizados, potenciômetros de alto padrão, assim como jacks embutidos e porcas cromadas arredondadas.

DSC00314_zps2825426d

Melhor que muito pedal de “alto padrão” que anda por aí. De construção a única coisa que achei mais fraca foi o 3pdt que é ligeiramente menor que os tradicionais e me pareceu mais frágil. No mais usaram só coisa boa para fazer o aparelho. Achei muito boa a ideia de utilizar potenciômetros com o veio tipo “meia lua” pois na hora de colocar os knobs já fica tudo no lugar e não precisa ficar mirando para deixar bonito. Outra coisa que gostei e vi só em pedais da Marshall foi o encaixe da bateria de plástico. Normalmente utiliza-se aquele com um tecido plástico que com o tempo rasga e é preciso trocar.

DSC00310_zpsc781e97c

Quem leu com calma o post sobre o Fab Echo vai lembrar que eu critiquei o pedal por utilizar um CI 2399 e não aproveitar toda a sua capacidade aparentemente por motivos de interesse da marca. Pois bem. Este pedal utiliza o mesmo integrado mas pelo contrário explora todas as suas capacidades técnicas:

DSC00315_zps94db37d4

Muitos desses novos delays no mercado estão saindo com essa estrutura para simplificar as coisas. O pedal é todo feito em SMD e possui apenas alguns capacitores eletrolíticos na placa. Normalmente os delays são assim, ainda mais um delay desses em uma caixinha tão pequena.

Quem olha o pedal pela primeira vez lembra muito de um Tube Screamer. Realmente cor de Delay não tem. Quem me conhece sabe que não gosto de leds vermelhos simples nos pedais. Tudo bem que é uma regra universal a luz vermelha no modo “on”, mas eu não gosto e ponto final. Podia ao menos ser um led de alto brilho como em outros produtos da marca, mas nem isso. Mal se consegue ver o aparelho ligado. Nada que uma substituição por um lindo led verde brilhante não resolva:

DSC00323_zpscc619f30

Detalhe: Apanhei para trocar o led. Furos metalizados são ótimos, mas é preciso o dobro de cuidado e paciência para soldar.

E o som?

Sou suspeito para falar, mas achei um dos melhores pedais de Delay que já utilizei. Não é um pedal carregado em recursos mas atende a maioria dos casos. Girando o potenciômetro do meio para o máximo você consegue repetições infinitas e muitos efeitos psicodélicos. Para quem gosta de delay e quer algo muito versátil, barato e de excelente qualidade, eu indico sem pensar. A marca tem ainda outros delays e variados efeitos que com calma ainda vou experimentar. Hoje em dia é impossível competir com a China, desisto! Se alguém achar algum aparelho com esta qualidade e com um preço assim por favor indique pois terei o maior prazer em colocar no blog.

Sample:

Deal Extreme

logo

Olá amigos. No outro post falei vagamente de um dos sites onde gosto de comprar coisas de eletrônica. Este site é o Deal Extreme. Um site que tem todo tipo de coisa que você pode imaginar para casa, eletrônica e por aí vai. Tem muitos componentes e todos de ótima qualidade. Não tem ainda uma grande variedade em eletrônica, mas o que tem é muito bom. Foi aí que comprei as plaquinhas das fontes que mostrei para vocês. Tudo comprado no site é enviado lá da China e o envio deles é grátis. Só vou dar a dica para pegar leve com as encomendas pois podem parar aqui se você comprar coisas demais. Eu sempre mando vir uma coisa aqui, outra ali, para não abusar. Além de pecinhas o site tem coisas bacanas para guitarra como cordas e strap locks. Um dia dando uma voltinha por lá encontrei pedais super baratos de uma tal de “Joyo” e resolvi experimentar. Me fazia falta um Delayzinho e não queria pagar mais de uns 200 reais, e é difícil encontrar algo bom nesse preço por aqui. No que será que deu essa aposta?

O resultado você confere no próximo post!

Até lá! Capa para Amp

Fontes 9v

Um dos posts mais movimentados do blog foi um em que falei sobre uma fonte simples para pedais que eu montei. De longe foi o assunto em que fui mais procurado. O post era bem resumido e mostrava por alto como ter uma fonte dessas. Agora resolvi alargar o assunto e ir um pouco mais longe na conversa.

Primeira coisa de todas. Vou falar de fontes, não de caixas plásticas “multi voltagem”  que infestam as lojas do Brasil. Fuja deste tipo de transformador!

12850219771_zps6ed8f192

Não são nem nunca serão equipamentos profissionais. Podem danificar todo e qualquer aparelho que você utilize com eles. São transformadores com secundários com várias tensões comutáveis e passam por uma retificação bem porca e um capacitorzinho de nada de filtro. Os transformadores aquecem, vibram, não são estáveis, e normalmente na saída a tensão está muito acima da indicada. Não possuem nenhum tipo de regulagem. A proposta de ter um equipamento que “faz tudo” e tem “multi plugs” é tentadora, mas um risco enorme para os seus eletrônicos e também para a sua segurança.

Agora vamos falar de fontes. Para pedais, existem 3 reguladores de tensão muito utilizados: 7809, LM317 e os da “família” LMXXXX”. E qual é a diferença entre eles?

O regulador 7809 é o mais simples que existe e é muito utilizado em fontes mais baratas e embutidas com transformador e tudo em uma caixa plástica. Por ser um regulador fixo e completo não necessita de muitos componentes para funcionar. Basta dois capacitores e o circuito está completo. A fonte só precisa fornecer no mínimo 2v acima da tensão de trabalho. No caso do 7809 o ideal são 12v e ele regula fixo em 9v. É o regulador mais simples e frágil utilizado em fontes. Suporta uma carga máxima de 1A, mas com metade disso já aquece bastante e necessita de um bom dissipador de calor. A desvantagem é que por ser um regulador fixo você não pode fazer um ajuste fino da tensão de saída. Normalmente ela sempre varia entre 8.80v e 9.10v. Nada preocupante, mas são raros os que ficam ali no 9v redondinho. Muito indicado para quem tem poucos pedais e está montando a primeira fonte.

O regulador LM317 é o rei das fontes na minha humilde opinião. Quase todas as suas características são superiores ao 7809. Preferencialmente deve ser alimentado com 3v acima da tensão de trabalho. A grande vantagem é que não te prende na tensão e você pode montar vários tipos de fontes com ele (9v, 12v, 18v….etc). Este precisa de mais componentes para trabalhar, mas ainda assim são muito poucos. No outro vão dois, para este vão uns 5. Você pode ainda montar com um trimpot multivoltas e ajustar os 9v no ponteirinho do multímetro que ele fica cravado e não oscila. É um regulador muito estável, não aquece muito e é ideal em montagens de fontes lineares profissionais.

O regulador “da família LMXXXX” é um componente já com outro esquema. Falo da família pois existe uma série grande destes com características muito parecidas em que a grande maioria podem ser utilizados para circuitos de audio. A diferença para os outros dois é que são projetados para trabalhar com fontes chaveadas. Já precisam de mais componentes e contam com a necessidade de um indutor para ajudar na filtragem final:

esquema_zps40a30efe

Esse tipo de circuito é muito utilizado nas fontes mais profissionais com saídas para muitos pedais:

fonte fire

O bom disso tudo  é que você pode acoplá-lo em fontes chaveadas que além de muito leves, normalmente funcionam em qualquer tensão de rede. É como um carregador de celular que você pluga e carrega em qualquer lugar do mundo. Muito se discute sobre o uso de fontes chaveadas no audio, mas o fato é que para pedais esse sistema funciona direitinho. Para quem tem muitos pedais e não quer esquentar a cabeça é a melhor solução. A única desvantagem que vejo nesse tipo de circuito são os componentes SMD e o indutor que são difíceis de encontrar nas lojas e também trabalhoso para trocá-los se necessário:

editar fonte

Já que falei sobre tudo isso vou falar também sobre como podemos ter fontes boas e baratas sem pagar o absurdo que pedem por uma fonte “bacana” por aí. Sempre me perguntam como proceder na construção de uma fonte e eu sou enfático em responder:

Simplifique! Não precisa sair por aí comprando placa, desenhando, corroendo cobre. Se é só uma fonte que você precisa não vá complicar. Existem ótimas placas em fibra de vidro ou epoxy com trilhas já protegidas que servem perfeitamente para praticamente qualquer montagem de fonte. Vale lembrar que também são baratas e com certeza vai sobrar muita placa para fazer outras fontes se você desejar.

trilhas

Você só não pode utilizá-las em caso de fontes com alta tensão ou corrente, que não é o caso. Se você mesmo assim não se sente confiante para montar ou quer algo com um acabamento esplendidamente profissional também não tem problema. Recentemente achei na internet alguns kits de placas prontas com os componentes e tudo. Tudo da mais alta qualidade e acabamento de primeira. No caso um dos kits que encontrei e encomendei usa o LM317 e é só plugar, ajustar fino a tensão de trabalho e por em uma caixa. Melhor que isso é impossível:

DSC00328_zps99fbe501

A placa depois de tirar a foto troquei os diodos por uns maiores que aguentam mais que 1A (achei muito curto), e também adicionei pasta térmica entre o regulador e o dissipador que não vinha de fábrica. O negócio é tão simples que não precisa nem de soldas para fazer funcionar. É só colocar os fios nos bornes e girar os parafusos. Pronto, você tem uma fonte sensacional sem trabalho algum!

Você precisa comprar um transformador com secundário 12v 1A e é só ser feliz. Questão de preço. Vale a pena? Se for comprar, compre na China que fica muito barato. Em média 6 dólares já com envio, o que dá aproximadamente 14 reais. Eu acho que vale MUITO a pena. Só o que você vai gastar comprando placa e componentes para fazer uma do zero… Eu mandei vir três e vieram todas em perfeito estado em um pequeno envelope. Tenho aqui fontes para várias gerações agora.

Para quem procura um projeto mais arrojado também existe solução barata. Você pode comprar um transformador 12v 1A daqueles de plástico com uma fonte chaveada dentro e ligar em um circuito como este aqui:

DSC00342_zpsf93624ad

Comprei um para fazer o teste e achei uma maravilha. Realmente se comporta muito bem com fontes chaveadas e segue aquilo lá que eu falei da família LMXXXX. Este modelo é mais completo e conta com um voltímetro que mostra a tensão de entrada e saída. Existe outro modelo igual e mais barato só que sem o visor. Nesse não precisa nem de um multímetro para ajustar os 9v. É só girar o trimpot e olhar na telinha que a coisa fica porreta. Além disso, o legal é utilizar com qualquer fonte chaveada que são pequenas e funcionam em qualquer tomada. Tem um custo praticamente igual ao do outro circuito que mostrei acima.

Onde você comprou essas belezinhas? No futuro falarei com mais carinho sobre este site, mas hoje vou só colocar o link AQUI para que vocês encontrem essas plaquinhas para comprar.

Espero ter ajudado quem precisa de uma fonte bem legal e não está disposto a gastar fortunas com isso.

Um abraço!

Entwistle Pickups

entlogo

Faz tempo que estou para compartilhar com vocês estes captadores. Descobri por indicação do meu amigo Moisés que inclusive me disponibilizou um set de singles da marca. Não quero criar grandes conflitos em relação ao tema, mas temos de ser justos:

Existe muita conversa sobre captadores e as empresas exploram aspectos técnicos como impedância e indutância como a principal arma de combate. A verdade é que se for ver bem, os captadores são das peças mais primitivas e básicas que existem para guitarras. Concordo que o custo de desenvolvimento e pesquisas seja expressivo, mas não concordo com o preço que algumas marcas praticam como se fosse uma peça de ouro.

Trocando em miúdos. Não vejo motivos para não experimentar algo novo e barato. Estes captadores são desenvolvidos por um senhor Inglês e produzidos na China seguindo bons padrões de qualidade. Foram dos primeiros captadores a utilizar imãs de neodimio. Não testei nenhum com esta novidade, mas pelo que soube falam muito bem. Os que testei foi da série AS62/AS57 alnico em que as características lembram muito os captadores Texas da Fender. Como o preço é muito convidadivo, £14.99 por captador, resolvi comprar um set e colocar em uma guitarra Fender para ver o resultado. Toda a conversa do início do post serve para justificar a surpresa que tive com o som. Já toquei em muitos captadores de marca que não tinham o som que consegui com eles. Som puro, cristalino, sem ruídos e com graves poderosos.

DSC00254   Muito bem produzidos, os captadores recebem uma capa com serigrafia da marca mas podem ser facilmente trocadas por outras sem nada ou de outras cores como em qualquer captador. Os polos dos captadores recebem um acabamento arredondado como os de algumas marcas famosas.

DSC00258Como falei antes, não tem muito mistério na construção. Seguem o padrão de sempre. Fio enrolado e depois leva um bom banho de cera. Achei muito bacana os fios que utilizaram. Os captadores antigos vinham com o fio coberto por uma malha de tecido. Estes usam fios normais encapados com plástico mas recebem uma malha de nylon imitando os tecidos antigos. Muito legal esse cuidado estético que tiveram na produção.

DSC00259Na parte traseira vem uma etiqueta com o modelo e posição do captador na guitarra. Todos os produtos cumprem as normas RoHS. Os fios encontram o fio de cobre em uma chapinha de latão cravada no plástico e ficam envolvidos em uma gota de solda, como nos captadores antigos.

DSC00255Para finalizar vale dizer que o terra vem representado por fios pretos e cada captador tem a sua própria cor de fio para evitar confusões na hora de ligar tudo.

Conclusão:

Captadores com uma qualidade ótima para o que custam e que batem de frente com muitas marcas gigantes. Não vi nenhum contra neles. Não testei nenhum outro modelo, mas se seguir esta linha de qualidade com certeza são excelentes.

Sample:

Electro Harmonix – Pulsar Tremolo

DSC00225Olá amigos. Mais um pedalzinho para a coleção do site. O pedal de hoje é uma moderna edição do clássico pulsar tremolo da electro harmonix. O pedal conta com muitas novidades e é hoje um dos pedais mais completos de tremolo disponíveis entre as grandes marcas do mercado. Seria injusto tentar levantar aqui os reais motivos que levaram a marca a mudar tão radicalmente de uma versão para a outra. Eu encontrei três grandes motivos:

Entregar ao mercado um pedal muito completo e com grande sonoridade;

Dificultar cópias;

Ter um diferencial enorme em relação ao modelo antigo facilmente clonável;

Você não precisa de muitos clicks para encontrar o esquema com layout e tudo do primeiro modelo. O pedal utilizava um sistema simples de oscilação com transístores e mais alguns componentes. O pedal original soa belo e com ótima consistência.

Mas e o novo o que tanto traz de bom?

Começamos pela placa que já dá uma noção da complexidade do novo circuito:

DSC00231

É muito estranho um efeito relativamente simples ter um circuito tão grande. A questão é que a engenharia deste pedal é outra. Não utiliza o mesmo sistema do antigo, e sim um poderoso oscilador interno que contempla vários circuitos integrados. As grandes diferenças que encontrei são as seguintes:

Velocidade de oscilação muito maior;

Opção de ligação stereo (bacaníssima por sinal);

Led pulsante;

Talvez a última característica justifique o circuito ser tão grande. O pedal é um barato. O led de acionamento pulsa na mesma intensidade e velocidade do som. Além de ficar muito bonito, você de longe consegue saber como está o tremolo por exemplo antes de entrar tocando. Em silêncio ele continua pulsando. Poderiam colocar um led separado de bypass. Seria bom ele pulsar mesmo com o pedal em bypass. Sou contra led vermelho simples nos pedais. Não me perguntem o motivo. Acho feio, coisa antiga. Me lembra televisão antiga. Com todas as cores e intensidades que temos hoje os caras sempre colocam aquele vermelho sem graça. Seria a primeira coisa a mudar no pedal se fosse ter um.

Como podem ver na foto o pedal é bem construído. Um dos mais bem feitos que eu já vi. Placa dupla face de fibra de vidro toda envernizada. Componentes 100% SMD. Os jacks são muito bons, soldados diretamente na placa e recebem um acabamento muito bacana arredondado. A rosca é maciça e o tubo do jack fica para dentro da caixa como podem ver nas fotos.

DSC00235DSC00227

É um pedal sem fio nenhum sobrando no interior. O bypass leva uma chave 3pdt da marca que é de grande qualidade. Só achei o sistema de ligação na placa não tão bem pensado. Usaram um flat cable. Estes cabos arrebentam as soldas com muita facilidade ou então como a fita dobra eles partem por dentro e começam a dar mal contato. Acho muito difícil isso acontecer num pedal e em uma ligação tão curta, mas não custava usar uns bons fios e deixar o negócio extremamente robusto.

O aparelho é incrível. Grande som, grande acabamento. Mas teve uma coisa que não gostei nadinha. O pedal é quase impossível de desmontar. Para retirar a placa da caixa é necessário dessoldar todos os potenciômetros, o que não é tarefa fácil visto que a placa é de dupla face e possui furos metalizados. As chances de arrebentar tudo com o calor são enormes. Para piorar tudo o pedal utiliza no controle de DEPTH um potenciômetro especial duplo com 6 terminais. É muito difícil achar um desses se estragar. Se você precisar desmontar o pedal para reparar outra coisa como uma chave ou um led, pode acabar estragando um componente como esse de difícil aquisição. O fato do pedal ser todo feito em SMD derruba por terra as chances de reparos fáceis. Só com equipamento apropriado. E também não é qualquer loja de eletrônica que vai ter estes componentes. Mas é coisa boa, não creio que estrague assim por nada. Como não consegui desmontar totalmente e o pedal não era meu, dei uma espiadinha por baixo da placa com um espelho para saber o que tem na outra face:

DSC00238Nada de mais. Apenas algumas poucas trilhas que levam o sinal aos jacks e etc. Nenhum componente. A mágica do circuito acontece em uma só face da placa mesmo.

Conclusão:

Eu comprava fácil. Falei pouco sobre a função stéreo, mas de longe foi a que mais me agradou. Não é todo mundo que pode em um palco montar dois amps, mas com certeza vale o esforço utilizar numa bela gravação pois o resultado é lindo demais. Lembra até um pouco uma Caixa Leslie. O som é cristalino, não modifica a nitidez nem o volume comparado com o instrumento em bypass. Em relação ao modelo antigo notava-se uma redução mínima no volume e o som ligeiramente mais abafado, mas ainda assim era um baita tremolo. Para o preço que custa vale muito o investimento, cerca de 80 Dólares. Para quem leva esse efeito a sério, esse é o pedal.

Para não ficar devendo, segue um som:

Bypass Eletrônico

Muito se fala disso por aí, mas resolvi continuar falando. Algumas pessoas me questionaram sobre alguns reviews que faço de pedais e sempre bato na tecla do bypass eletrônico. É difícil no mercado de pedais populares encontrar o tão amado true bypass. Sai mais barato para as empresas gastar com um circuito de acionamento do que em uma única chave. Também a vida útil desse sistema é muito maior já que usam botões de pressão de contato único que duram tanto quanto o botão de um mouse.
Sempre falo no problema dos bypass eletrônicos “comerem” sinal. Isso não é uma constatação minha, é realmente um fato. Também é verdade que muitos pedais com true bypass e descuido na utilização de cabos ruins ou longos também faz perder o sinal. Mas no primeiro caso existem prós e contras muito particulares. Ele tira qualidade do sinal mas mantém este sinal em “boa forma” por várias barreiras e metros de cabo, uma vez que normalmente vem agregado um circuito de buffer. A partir de três pedais a coisa fica mais séria e nota-se claramente ao tocar com som limpo a redução na definição do som, o que nos leva a abrir mais agudos no amplificador e consequentemente puxar só ruído e um som mais metalizado.
Foi pensando nessa conversa que resolvi pegar dois pedais muito tradicionais no mercado e fazer um simples teste. Ligar num osciloscópio e medir o sinal entrando direto no aparelho e depois passando pelo bypass dos pedais. O teste foi feito com um osciloscópio e um gerador de funções.
Os pedais escolhidos foram da BOSS, um SD-1 e um BD-2 e foram ligados com baterias.

Ambos apresentaram o mesmo resultado ligados separadamente ao osciloscópio:

Mesmo o sinal passando por apenas um pedal é nítido o resultado que dá. Perde um pouco mais de força e a onda fica ligeiramente mais “embaçada”, o que ao tocar notamos na definição e brilho do som.
Com os dois pedais ligados em série notamos o começo do grande estrago que pode fazer no nosso som:

Tudo vai depender do uso que você dá para os seus pedais. Tá… Mas e aqueles caras com 10 pedais como se viram? Muitos guitarristas usam na boa muitos pedais e resolvem o problema dividindo em dois ou mais blocos ligados a um a/b box que ao ser acionado faz um true bypass da guitarra diretamente para o amp.

É uma solução simples e barata para o problema e eu recomendo. Não vejo o bypass eletrônico como um vilão ou um bicho de 7 cabeças. Tudo depende do que vamos utilizar no set e fazer um planejamento de como obter o melhor som sem ter dores de cabeça com ruídos e perdas de sinal.

Pedais Red Witch – Seven Sisters

Encontrei por acaso a marca e os pedais na internet no mês passado e fiquei muito interessado no assunto. A marca red witch tem uma linha pequena mas muito curiosa de pedais, principalmente da série Seven Sisters, que conta com pedais minúsculos que cabem na palma da mão e recebem nomes de mulheres, as sete irmãs.

Além de pequenos e bonitos com true bypass e com algo que achei a sacada das sacadas. Todos da linha possuem uma bateria interna de iões de lítio que dura aproximadamente 300 horas e tem uma vída útil de mais ou menos 500 recargas! Acaba a fiarada de fontee não precisa ficar trocando pilhas. Basta uma carga de algumas horas e você tem todo um set de pedais pronto para ensaios, shows e gravações. A grande vantagem que vejo nisso tudo é o ruído zero. Na bateria não dá ruído. Você elimina os fios e os ruídos. Se der ruído, está vindo de outro lado. A linha com 7 pedais inclui compressor, overdrive, fuzz, boost, tremolo, distorção e delay. Tudo o que qualquer guitarrista precisa. Sobre a qualidade, ao menos os vídeos mostram que os pedais são muito bons. Atualmente só conheço uma loja no Brasil que vende a marca que é a Dodô Audrin Store.
Quando tocar em um faço o meu review, mas pelo conceito merece o post.

BOSS SD-1

Velho conhecido da galera, o pedal entrou no mercado em Fevereiro de 1981 para bater de frente com o então já famoso Ts-808. Na verdade a marca diz que este veio solucionar o problema da falta de controle de tone no OD-1 que já era o precursor deste tipo de overdrive em meados de 1977. Não consegui apurar quem chegou nessa fórmula primeiro, se a BOSS ou a Ibanez. Se alguém tiver a informação por favor comunique. O fato é que foi no final da década de 70 e foi tão bom que os efeitos duram até hoje sem grandes modificações nos circuitos e copiados por muitas marcas. Em 1988 a marca mudou a sua produção do Japão para Taiwan. Isso promoveu grandes mudanças e os pedais vieram para o mercado com outra qualidade. Há quem diga que os novos produzidos em Taiwan simplesmente não prestam. Não é bem assim. Não foi só a mudança de fábrica que afetou a produção. O tempo passou e os fornecedores mudaram também. As empresas infelizmente também são reféns da indústria que fabrica os componentes. Tanto os Ts-808 como os SD-1 sofreram com a interrupção na produção dos clássicos JRC4558 por décadas e a partir daí a coisa não foi mais a mesma. Hoje em dia voltaram a ser fabricados, mas não com a mesma qualidade de antes. O problema é sempre o mesmo. Existem boas diferenças entre os dois pedais. A principal que eu notei foi a utilização de capacitores Metal Foil nos SD-1 e Polyester nos Ts-808, além de alguns componentes de valores diferentes. Mas a alma dos dois é a mesma.
O exemplar que me chegou em mãos é de Março de 2007 e gostei bastante.

Para quem já abriu um pedal da BOSS não tem surpresa. A construção é profissional e o equipamento inspira confiança. Placa em fenolite, mas muito bem protegida pela caixa de metal. Ao contrário do BD-2 achei os potenciômetros com uma qualidade bem inferior e estão bem mais sujeitos a problemas de entrada de sujeira ou umidade.

O mesmo “problema” de todos os pedais da marca, assim como os Tube Screamers e afins, é o bypass eletrônico que sempre dá uma cortada no sinal. Existem mods como o do Keeley que resolvem isso. Para quem quer o pedal para a vida interia vale a pena esse tipo de investimento.
Circuito simples que já conta com um bypass com buffers em uma construção robusta e bem pensada.

Aqui uma foto retirada da internet da versão antiga feita no Japão:

Dá para ver bem as diferenças das novas versões. Os componentes feitos hoje em dia são diferentes. Capacitores, resistores, semicondutores. Especial atenção aos semicondutores que mudaram várias vezes de empresas e produção. Falei em outro post a real dos semicondutores produzidos hoje em dia que não cumprem em qualidade nem em especificação o que é colocado no datasheet. A maioria sofre de ganho muito baixo.
Conclusão:
Não tenho um dos antigos para comparar, mas sabendo o quanto as coisas mudaram não duvido que a mudança tenha sido drástica. Mesmo assim o pedal para o custo de aproximadamente 250 reais que possui no nosso país é um bom concorrente ao Ts-9. É claro que existem boas diferenças. O Ts-9 ainda acho mais pedal, tem um som mais aveludado. O SD-1 achei o som mais raspado e seco. Talvez da nova versão? Não sei, um dia tiro a dúvida.
No geral é um pedal muito bacana, versátil, vendido por um preço até justo para os costumes brasileiros de superfaturamento e com um rendimento acima da média. Vale a pena o mod no bypass e até um upgrade nos componentes. Existe a possibilidade de conversão para Ts-808 o que considero muito atraente. O tone dele achei que atua melhor que o problemático Tube Screamer e penso ser um baita ponto positivo.
Se não estivesse bem servido de overdrives comprava um fácil para ter colado no meu set.
Sample:

Guia de Manutenção de Instrumentos

Um instrumento assim como o corpo humano também precisa de cuidados. Não procuramos um médico por qualquer dorzinha, mas quando a coisa aperta temos que recorrer. Foi pensando nisso que o meu amigo e luthier de confiança Carlos Eduardo elaborou um guia que ele fornece para os seus clientes para cuidados e regulagens simples nos instrumentos de corda. Ele me disponibilizou para por no blog gratuitamente para vocês. Não é por qualquer coisa que você vai procurar um luthier. Existem pequenos ajustes que você pode fazer na sua rotina que ajudam a manter o instrumento em ordem e alivia nos gastos também. O manual é de bolso, bem simples e vale lembrar que a informação que considero mais importante está no final:

Em caso de dúvida, contatar sempre o seu luthier de confiança.

Para situações mais complexas procure sempre um luthier!
O guia você pode baixar AQUI.