Achados do Gambiarras

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Hoje o achado não vem em forma de site. O livro Improvisando Soluções de Roberto Muggiati traz uma interessante visão da vida do Jazz contada por histórias individuais de músicos emblemáticos mostrando a fusão das suas vidas com as obras que deixaram ao mundo. Voltado para o público em geral, o livro traz passagens engraçadas e detalha os caminhos e a evolução musical que o Jazz sofreu ao longo dos anos. Apesar de não ser uma obra de teoria musical, conta de uma forma muito clara as nuances e características melódicas de cada músico abordado pelo livro. Fica mais uma dica. Leia o livro perto de um computador, pois é fantástico ir procurando vídeos e músicas das situações contadas pelo autor. Uma verdadeira viagem musical!

Compras no Paraguai

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E aí, compensa ou não compensa?

No início do mês por motivos não musicais estive no Paraguai, e claro, não deixei de visitar as lojas que vendem acessórios e instrumentos musicais.

Sempre me perguntei como seriam as lojas por lá. Já conheci lojas pela Europa e Estados Unidos, e não tinha uma visão sobre o Paraguai até então.  Pois bem…

Não entrarei em detalhes sobre o passeio e a loucura que é andar por lá, pois o objetivo é apenas falar como são as lojas.

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Achei a parte de instrumentos fraca, muito fraca. Instrumentos amadores, de marcas que eu nunca vi e com preços também que não compensam o risco. As lojas investem muito em equipamentos de som e iluminação. Amplificadores encontram-se aos montes, aqueles de porta de loja. Um ou outro valvulado, pouquíssimas unidades. Ou era um de 5w, ou um baita JCM800 inviável para trazer. Como disse, nos instrumentos foi uma decepção e vi apenas uma Fender na vitrine e sinceramente não procurei o preço. Apenas duas coisas que achei em boa quantidade e que valiam a pena trazer. Pedais e cordas. Uma corda que custa aqui 25 a 30 reais lá está por 4 a 5 dólares. Achei muito em conta. Os pedais não são aquela variedade, marcas como BOSS, Marshall e Dunlop como foi o caso de alguns poucos Wah-Wah que vi por lá. Para quem está passando vale a pena dar uma parada e conferir o preço de pedais de Delay que estão com preços muito mais justos. Overdrives não compensam tanto. E cordas, muitas cordas. 🙂

Conclusão: Não vá para o Paraguai (Ciudad del Este) pensando em trazer os equipamentos mais tops para o seu set, nem vá para lá só para comprar cordas ou pedais. Simplesmente aproveite se lá for por outro motivo para dar uma olhadinha e quem sabe até comprar alguma coisa. Sabemos que no nosso país as coisas são mais caras, mas sempre temos opções de pagamento. Fora do Brasil é sempre o mesmo drama, no cash sem choro.

Aproveite o passeio, compre algumas coisas que realmente precisa e não deixe de experimentar alguma bebida diferente lá do outro lado! 357b7-emoticon_laughing

 

PedalBoard – FruitBoard

Fala gente, quanto tempo! Projetos pessoais e profissionais andam abalando as coisas por aqui, mas não esqueci do blog. Ao menos um alô todo mês eu garanto. Tenho tentado sempre trazer alguma novidade também. Faz um bom tempo que quero um pedalboard para os meus humildes 4 pedais que normalmente utilizo. Não queria aquelas maletas pelo alto custo e peso para transportar. Também não sou muito de pedalboard tipo bag, acho muito frágil e aquilo com o tempo suja e rasga todo o tecido. Resolvi então construir um pedalboard de madeira, algo simples e barato para ter em casa e levar com alguma facilidade para ensaios e até mesmo shows. Antes mesmo de começar grandes pesquisas, bati o olho em um artesanato que tinha em casa que utilizava uma caixa de fruta, daquelas de feira  que você encontra no lixo de qualquer mercadão. Perfeito!

IMG_0087Normalmente estas caixas são feitas em Pinus ou Caixeta. Não recebem nenhum tipo de tratamento mas são resistentes para o transporte de frutas. Assim resolvi iniciar um pequeno projeto que se revelou algo muito bacana. Comecei removendo uma das laterais e fazendo um reforço geral com pregos, já que elas são montadas com grampos e em pouco tempo ficam moles.

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Na segunda foto a lateral já removida, a caixa lixada e com reforço nos pontos principais. Depois o segundo passo é medir o espaço. Deu na medida para os meus pedais:

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Não achei a caixa feia, me agrada o aspecto rústico e simples  mas queria algo mais discreto. Então resolvi unir o útil ao agradável com um revestimento que protege a madeira e escurece trazendo um ar ainda mais rústico e antigo. Outra sugestão além de escurecer é colar um tapete de borracha por baixo e colocar uma chapa fina de madeira em cima para acomodar melhor os pedais. O reforço pode ser feito com pregos e também um pouco de cola para ficar tudo bem forte.

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Para ensaios, shows e até mesmo tocar em casa no escuro resolvi colocar uma fita de leds para ajudar na hora das pisadas.

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Lembrando que estas fitas são 12v, mas funcionam muito bem ligadas em 9v e iluinam os pedais com a mesma eficiência.

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Palavra final:

Solução simples, barata e funcional. Para quem não quer gastar muito e não tem problemas em utilizar algo simples, fica a dica. É claro que para um uso mais profissional as maletas são a melhor opção. O legal da caixa de frutas é que nas laterais tem alças, o que facilita muito para carregar e mudar de lugar. O projeto ainda pode ser montado com um segundo andar para ter muito mais que 4 pedais como no projeto apresentado.

 

 

Visual Sound 1SPOT

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Sempre ando nas pesquisas sobre fontes. Sou bem fanático por elas. Não é para menos, elas são o coração de todo e qualquer circuito. Nos meus pedais já utilizei muitas fontes. Há quem diga que o melhor é linear, chaveadas e até mesmo a utilização de baterias. As baterias são a garantia de ruído zero, mas em casos de utilização com pedais de delay ou reverb elas vão para o espaço em minutos.

No ano passado adquiri uma fonte 1SPOT da Visual Sound e esqueci de publicar aqui no blog. Estava de bobeira em uma loja e o preço me atraiu bastante. Comprei a dita por 20 dólares. É uma fonte chaveada simples, com uma capacidade acima das mais encontradas no mercado. Ela fornece 9v com uma corrente de 1700mA (1,7A). Opera em qualquer lugar, de 100v a 240v 50/60Hz.

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Dá para ligar uma família inteira de pedais nela, mais de 20 sem fazer conta alguma. A marca exagerou mesmo, e ela acaba servindo para outros aparelhos como placas de som externas, processadores de efeitos e até alguns pequenos teclados.

Assim que comprei resolvi fazer medições. Algumas fontes dizem ter 9v mas chegam a 13v, ou seja, não possuem circuito algum. Por ser chaveada resolvi comprar e ver no que dava. Medi ela em aberto e com cargas que variaram de 100mA a 1A.

Os resultados foram ótimos. 9.10v em aberto. Com todas as cargas, de 100mA a 1A a fonte estabilizou em 9v e dali não saiu. Nem para cima, nem para baixo. O ripple é tão baixo que com o osciloscópio que utilizei pouco consegui medir. Seria uma ótima substituta para uma bateria. É claro que é mais um produto da china e não podemos prever a durabilidade do equipamento, mas é uma mão na roda. Muito leve e compacta, não aquece nada.

Para quem pensa em ter fixa no pedalboard é uma boa ideia para ensaios e pequenos shows. Para shows maiores eu ainda prefiro uma boa fonte com transformador em uma caixa de metal. Não cheguei a testar se ela ronca ao ser colocada perto de algum campo magnético, mas só por ser de plástico já não ajuda muito. Ela vem com um cabo grande  e você pode comprar vários tipos de adaptadores para 5 ou mais pedais. Muito versátil e os cabos são de grande qualidade.

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Pena mesmo é custar entre 150 e 200 reais aqui no nosso país, o que acaba valendo mais investir em uma com mais recursos. Mas quem puder comprar, vai gostar! Capa para Amp

Blues Junior – Parte 2

A correria de fim de ano tem parado muito o ritmo aqui no blog, mesmo assim tento postar sempre com alguma regularidade. E foi hoje, no último dia do ano que me sobrou um tempo para dar um tapa aqui. No post anterior fiz um review do amplificador Fender Blues Junior e também falei um pouco da sua história. Deixei na promessa uma futura publicação sobre soluções de seus pontos fracos. Hoje falo sobre uma série de modificações que podem resolver por completo esses pequenos “contras” do equipamento original e transformá-lo em um gigante definitivo.

Anos atrás surgiu um senhor americano na internet com o site  Billm Audio que propunha várias modificações no projeto original do amplificador e começou a vender kits com os componentes para realizar este trabalho. Recomendo a leitura completa do site. Além de vender kits, existe muito conteúdo importante e grátis no site. Começou com modificações nos componentes e hoje conta com transformadores de força e saída melhorados e também a possibilidade de trabalhar com válvulas de saída diferentes como as 6V6 e 6L6.  A turma do mundo todo começou a comprar os kits de modificações e hoje é quase uma parada obrigatória para quem compra este modelo de amplificador. Foi também guiado por essa onda que o exemplar apresentado aqui no blog passou por elas. Para o projeto foi adquirido um kit de modificação básica, um novo transformador de saída com características superiores ao original e uma chave liga/desliga com 3 estágios possibilitando ter a combinação off-filamentos-on. Com ela o amplificador passa a ter a opção de Stand By facilitando a utilização e prolongando a vida útil das válvulas. Por mais que esta não seja uma modificação obrigatória neste tipo de projeto, ela é útil e mal não faz.

compsOs componentes vieram muito bem embalados e assim como indicado no site, são de ótima qualidade. Na caixa vem também todas as instruções de instalação. A desmontagem do amplificador é um pouco trabalhosa, mas nada difícil. É só ter bastante calma e em momento algum forçar alguma peça ou parafuso. Especial atenção com as soldas pois a placa exige uma estação com temperatura controlada. Qualquer descuido e o cobre sai pulando.

As principais propostas do kit básico de modificações são:

Melhorar a presença e resposta de graves no amplificador. Com isso ele deixa de ter um som pequeno, de caixote.

Resolver o problema da fraca resposta por parte do equalizador. Após a modificação os graves e médios passam a atuar com muito mais eficácia.

Melhorar a etapa de filtragem da fonte, melhorando a resposta nos graves, no ataque das notas e estabilidade da etapa de potência e do circuito todo em geral.

Prevenir possíveis problemas de oscilação no circuito.

Por último e não menos importante, adicionar um ajuste fino do bias. Quando original ele está ajustado em um ponto muito alto,  gastando muito rápido as válvulas de potência. A modificação remove dois resistores divisores de tensão e adiciona um trimpot multi-voltas para um ajuste preciso.

Além disso foram feitas outras modificações como adicionar um soquete ao CI do reverb e a substituição de alguns capacitores e resistores por outros de mesmo valor mas com qualidade superior. Nada que faça modificações relevantes ao som final. Foi mais preciosismo e praticidade.

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A modificação foi feita antes da troca de transformador de saída para saber qual era a real diferença. Achei bacana o novo transformador, mas nada realmente importante para o valor que ele custa. No som propriamente dito ele traz um pouco mais de graves, mas é bem pouco e é possível compensar isso na própria equalização se for utilizar o transformador original. As vantagens importantes que notei foi o tamanho superior, melhor dissipação de calor e acabamento com chapas metálicas protegendo de ruídos. O original é muito pequeno e não possui nenhuma proteção. Mas se for pensar em som, ambos são ótimos.

Depois de toda a modificação foi só montar tudo no lugar e fazer o ajuste de Bias:

biasTem coisas que só paramos para reparar quando colocamos a mão na massa. Uma das coisas que não tinha reparado e não falei no primeiro post foi sobre a qualidade das válvulas. Em amplificadores Fender de uns 10 anos atrás as válvulas já vinham serigrafadas como Groove Tubes mas era possível ler meio apagado que eram Sovtek. Anos depois, continuam com todo o marketing Groove Tubes com direito a etiqueta no amplificador, mas suspeito seriamente que sejam agora válvulas chinesas. Funcionam bem, o som é legal mas notei que com o volume no máximo e sem sinal na entrada o amplificador começava a ter uma espécie de feedback. Foi colocar o dedo na primeira válvula de pré e o apito parou. A solução foi mudar ela de lugar. Testei depois com válvulas JJ e ficou uma maravilha. Existem os Tube Damper Rings que impedem vibrações nas válvulas:

damperSão anéis de silicone. Como disse, a simples troca de posições das válvulas de pré resolveu o problema. No caso o uso destes anéis não seria totalmente útil, uma vez que as válvulas são de baixa qualidade e mesmo com esse tipo de recurso apresentaram barulho de metal no som quando recebiam ligeiros toques. Fazia um barulho tipo grelha de churrasco caindo no chão. Para todas as outras, os anéis são um bom upgrade.

Conclusão: Para quem pensa em ter ou já tem esse amplificador, vale a modificação. Muda demais o som e fica bom que só.  Só acho que não é preciso nada além do kit básico que é o essencial para por o bichano falando bonito. Os componentes enviados com o kit são ótimos, mas é possível consegui-los no mercado nacional. O valor do kit na verdade é o custo da pesquisa que foi feita para criar as melhorias. Para os valores em Dólares, o custo das peças é simbólico.

Feliz 2014! Capa para Amp

 

Fender Blues Junior

IMG_6060Não é sempre que falo sobre amplificadores. No total deve ter dois ou três posts no blog sobre isso. Vou aproveitar a oportunidade e falar de um pequeno gigante que me chegou em mãos. O Fender Blues Junior é um amplificador totalmente valvulado lançado em 1995. Foi uma nova aposta da marca para competir no mercado dos valvulados com um amplificador barato, pequeno, leve, muito versátil e com uma sonoridade incrível. Podemos dizer que ele pertence a uma nova geração de amplificadores valvulados. Já não utiliza válvula retificadora e o reverb é construído com um circuito integrado. É comum as marcas colocarem na descrição dos seus novos produtos algum tipo de lembrança que remeta aos timbres clássicos de seus equipamentos. Quase sempre é furada. A Fender se superou desta vez, conseguindo reviver muitos timbres clássicos de outros amplificadores da marca em um só. Com o mercado borbulhando, era necessário lançar algo novo, que pudesse atender do músico iniciante ao profissional. Uma das características que considero mais importante é a potência. O aparelho vem equipado com duas EL84 em push-pull com uma potência de saída de 15 watts. É  suficiente e você pode tocar bem em casa. Dá para tocar tranquilamente com banda em um ensaio, em pequenos bares e pubs ou até mesmo em grandes palcos com captação para PA.

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É claro que tudo tem um preço. Não é um canivete suíço. Se você pensa em ter um valvulado para sons mais pesados, pare por aqui. Ele atende muito bem do jazz ao classic rock. Mais forte que isso vai ficar pelo caminho, pois não foi pensado para este fim.

Com o sucesso da sua aparição, o amplificador ganhou muitas versões limitadas. A versão do exemplar aqui no blog, Blues Junior NOS Tweed, é limitada. A diferença para o tradicional em tolex preto é o acabamento e o alto falante, neste caso um Jensen C12N. A versão preta padrão recebe um falante genérico da Fender. Todas as versões especiais apenas recebem o acabamento e o alto falante diferentes, como um upgrade. No mais são todos iguais. Aqui algumas versões que já foram feitas:

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Estas versões são apenas uma amostra do que a marca já lançou. Todos os anos são lançados novos modelos, com apenas algumas centenas de amplificadores produzidos. A versão mais comum e fácil de encontrar é a Tolex:

tolexO preço de tabela do modelo preto é de 500 dólares aproximadamente. Muitas pessoas não ligam para o acabamento, compram em preto mesmo e depois realizam um upgrade para um alto falante do seu gosto.

Falando do circuito

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São 5 válvulas operando. 2 12ax7 no pré, 1 12ax7 na parte inversora e 2 EL84 na potência. O projeto tem apenas um canal. O controle de Volume que na verdade funciona como Ganho, e um controle Master que é um volume geral. Além disso possui controle de graves, médios, agudos e reverb. Como um extra vem o botão de Fat mod que reforça os graves e dá um pouco mais de volume e ganho na saturação. O mesmo pode ser acionado via footswitch. O legal deste tipo de pré de um canal é que pode-se controlar o instrumento no botão de volume e não fica refém de ficar toda hora pisando em footswitch para trocar de canais e ter de ficar compensando volumes de limpo, base crunch e distorção para solo. É o projeto perfeito para se usar com um ou dois pedais de drive ou boost.

Como falei no início, o amplificador é totalmente valvulado, mas não totalmente livre de semicondutores. Além da retificação por diodos e do controle de reverb por um circuito integrado, ainda tem um transístor FET de chaveamento para ativar a função FAT Mod. Como disse, é apenas utilizado para chaveamento. Ele liga e desliga um capacitor no cátodo de um dos estágios do pré. Em alguns amplificadores antigos isso é feito simplesmente com uma chavinha de comutação manual, mas gera ruídos, estalos e pops muito altos quando ativada, por isso utiliza um transístor. Em nada afeta o som ou tira o seu caráter de amplificador all tube. A mesma coisa vale para o reverb, que utiliza um integrado apenas como driver para excitar as molas e o circuito não está ligado em série com o sinal que atravessa as válvulas.  Com estas simples soluções é possível evitar problemas de ruídos e ter uma válvula a mais só para o reverb, gerando mais peso e custo ao produto final. Penso que foi uma decisão acertada que em nada compromete o som do bichinho. Existem muitos guitarristas que utilizam amplificadores valvulados e no loop colocam até reverb digital. Questão de gosto. Eu gosto das duas opções.

Uma curiosidade sobre o painel é que os primeiros modelos e as séries especiais possuem o painel estilo antigo, cromado e com a serigrafia invertida:

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novoOs novos painéis são em preto fosco e recebem no lugar da “gota” vermelha um “olho de boi” ou “jóia” como indicativo de funcionamento. Em todas as versões por trás deste suporte está um led vermelho comum. É possível nas versões “gota” vermelha colocar outro suporte e outra cor de led, seja ele normal ou de alto brilho. Na versão “jóia” é mais complicado de mudar a peça e a cor, uma vez que esteticamente ela é igual aos modelos antigos, mas no encaixe, rosca e suporte ela é totalmente diferente. Nestes casos o melhor é deixar como está ou no máximo por um led vermelho de alto brilho para reforçar e ficar mais bonito. Nos outros modelos o céu é o limite.

Em cada versão a alça é diferente. Na Tweed é uma espécie de couro, na tolex começou com uma alça de plástico e passou para uma borracha bonita e rígida. Em algumas versões os pés são de metal, em outras são de plástico.

Apesar de ser um projeto “novo”, já passou por diversas mudanças. Inicialmente o amplificador era produzido nos Estados Unidos e vinha equipado com a placa de circuito impresso em fibra de vidro:

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Em 2001 a produção foi transferida para o México para reduzir custos e aproveitaram para rever o projeto. O ponto negativo é que passou a vir com uma placa de fenolite muito frágil, mas junto vieram mudanças significativas no projeto e no desenho da placa melhorando a tonalidade, o funcionamento do reverb e resolvendo problemas de roncos, ruídos e oscilações do traçado antigo. De “green board” passou para “cream board”.

IMG_6062Na parte eletrônica a única coisa que realmente deixa muito a desejar são os potenciômetros.

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A qualidade é péssima. Eles funcionam bem e dificilmente apresentam ruídos, mas são muito frágeis. Mais frágeis que os mais vagabundos encontrados no mercado. Se forçar um pouco no término do percurso ele já quebra. Para a manutenção ou modificação do aparelho é necessário um cuidado gigantesco com eles, pois podem quebrar até ao tirar os knobs. Tirando isso o amplificador é muito robusto e bem construído. Chassi grosso em aço, jacks de boa qualidade, circuito bem construído com resistores FP (fire proof) nos pontos mais críticos, que também foram resultado das melhorias feitas no projeto em 2001. Tanto a fiação como os encaixes são de boa qualidade. Na versão III o amplificador já vem com um retentor para as válvulas de potência, com duas molas e uma chapa de aço com borracha nos furos que encaixam no topo das válvulas.

Em um futuro post vou falar mais sobre essa parte de circuito, por enquanto foi uma apresentação geral do aparelho.

Conclusão:

O amplificador além de bonito tem um som incrível. Consegue trazer para os seus ouvidos o melhor do Blues. Tudo em um só caixote. E por falar em caixote, ele tem o som de um. É um pouco limitado, soa pequeno, mas com algumas modificações é possível resolver isso. Outro ponto interligado é a equalização, que atua pouco e o amplificador tem um som um pouco pobre em médios-graves e fica um tanto metalizado, mas também tem solução. E é sobre estes pontos que falarei no futuro.

Por enquanto fica aqui uma pequena amostra sonora gravada com um celular. A guitarra utilizada foi uma Fender Strato com captação Texas Special. O amplificador está “stock”, como veio da fábrica.

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Bem… Um amigo que tinha um pedal antigo estragado entrou em contato comigo e pediu para eu tentar resolver o defeito no aparelho. O pedal não passa de um clone do Sansamp feito com o projeto disponível no site Tonepad e vendido no Mercado Livre nos passados anos de 2003/2004. Na época houve o grande “Boom” dos handmades e apareceram jovens de todo o país fazendo pedais a preços muito convidativos. Não vou entrar em detalhes sobre o fabricante. Só sei que em 2005 acabou a produção. O pedal aparentemente foi ligado em uma fonte inadequada e danificou praticamente todos os semicondutores. Além disso, numa tentativa de arrumar o pedal, o meu amigo acabou piorando a situação e foi assim que o pedal estava quando chegou:

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Altas “Gambis”. O pedal veio com um led e um DPDT que comia muito sinal. O correto seria utilizar um 3PDT ou DPDT e algum circuito de apoio como o Millenium Bypass. Optei por desativar o led e já falo o motivo. Além de várias emendas e soldas frias, o pedal foi construído em uma caixa de plástico e revestido com uma espécie de papel alumínio por dentro. Como sabemos os circuitos por natureza são sensíveis, mas este em questão é o campeão. Quem monta apanha para acertar a mão, mesmo quando confeccionado em caixas metálicas com todo o capricho do mundo. É um pedal muito bacana, só que nunca me animei en montar por saber o pepino que é deixar tudo certinho. Por conta disso o pedal teve várias remodelações no layout da placa desde a sua aparição na internet.

Justamente por essa instabilidade, optei por não adicionar nenhum circuito de apoio para o led, uma vez que não tinha nenhum 3PDT disponível aqui na oficina para deixar o pedal totalmente funcional. Como disse ao meu amigo, não vale a pena em um pedal de plástico ficar colocando dinheiro. Quanto muito ele tem um desempenho aceitável para treinar em casa ou para algumas gravações.

Gravei algumas coisas dentro do possível, mas com determinadas funções o pedal fica muito ruidoso e chega a apitar. Em caixa de plástico não dá! Fica a dica Capa para Amp

Fender Texas Special

2013-11-07 14.51.28Hora de trocar a captação. Faz tempo que queria ter em uma das minhas guitarras a captação Fender Texas Special. Como já postei anteriormente, tenho um set Sergio Rosar Vintage Hot que são muito parecidos. Resolvi fazer a derradeira comparação.  Foi instalar, plugar e testar. A resposta dos dois é muito parecida. Os Texas ainda possuem mais médios e um som mais anasalado, mas no que toca a médios e agudos achei as captações iguais, bem como a consistência do timbre em geral. Fiquei contente com a substituição pois acabei por fazer o upgrade com os Sergio Rosar para outra Strato que estava carente de atenção. Gravei um breve som assim que fiz a troca: