Lismúsica – Lisboa

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Para mim é impossível viajar e não passar por alguma loja de música. E sempre que posso registro para publicar no blog. Quem já leu a página “sobre” sabe que morei muitos anos em Portugal. Desde que voltei para o Brasil não tinha mais pisado em solo português. Felizmente este ano tive a alegria de voltar, encontrar amigos, tocar guitarra e fazer visitas nostálgicas como a que publico hoje. A Lismúsica é uma das principais lojas de instrumentos musicais e acessórios em Lisboa. Abriu suas portas 1998 e de lá para cá, mesmo com a pesada crise econômica que atingiu o país em 2008 continuou desenvolvendo suas atividades e prosperando. Na época em que vivi por lá era uma loja pequena e simples, mas já com ótimos produtos. Hoje é um espaço com dois andares e onde antigamente funcionava a loja agora é um depósito de mercadoria pois a empresa investiu nas vendas pela internet.

IMG_4289Logo na entrada a loja dedica o espaço para equipamentos de gravação, violões clássicos e folk, e como não podia faltar, a bela guitarra Portuguesa.

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Descendo as escadas existem logo em frente produtos de bateria e percussão. Mas o forte do andar subterrâneo são as…cordas!

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O que mais me chamou a atenção foi a quantidade e variedade de cordas e pedais.

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Além dos clássicos, encontrei por lá os novos mini pedais da Mooer com a sua coleção completa.

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Quem procura peças originais para Gibson ou Fender com certeza não sai decepcionado de lá.

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IMG_4252As opções de guitarras e amplificadores também são boas. Das guitarras mais simples aos modelos especiais, dos amplificadores transistorizados aos valvulados. É uma loja que atende bem todo o tipo de público.

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Os valvulados que encontrei por lá são quase todos modelos grandes de ótimas marcas como Orange, Peavey, Laney e Fender.

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IMG_4272Para quem for visitar o velho continente fica aqui uma sugestão de “passeio”. É dos locais com o acesso mais fácil pelo metrô de Lisboa e tem um universo de coisas legais para guitarra. Para mais informações é só acessar AQUI o site da loja. Além de me divertir e comprar algumas coisas, saí contente por ser reconhecido mesmo depois de tantos anos sem ir lá.

Cream Buffer

Como prometido na publicação anterior e também na última vez que falei em buffers aqui no blog, segue a explicação da segunda placa presente no Epic Boost que montei. Como já diz o título, trata-se de um buffer. Este é um assunto que tratei diversas vezes aqui no blog e prometi sempre que possível trazer novos circuitos para somar. No presente pedal, o buffer atua quando o pedal esta em bypass e também quanto está ligado. Ou seja, o meu Epic Boost não é True Bypass. Baseado no circuito LD-1 do Pete Cornish, além de ser vendido como um simples pedal de buffer, está presente em todos os pedais da marca na etapa de Bypass. Para mim um dos melhores, pois além de manter o som sem nenhuma alteração, ele foi desenvolvido para casar perfeitamente com pedais de fuzz e fazer também a guitarra casar com o amplificador como se não houvesse mais nada entre eles.

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O circuito já circula na internet faz tempo e sempre fui enrolando para montar. Até que na minha busca pelo Ep Boost acabei encontrando na mesma loja uma pequena placa do projeto. Como já tinha a intenção de colocar o Ep como primeiro pedal, achei divino agregar um circuito de buffer para que os demais pedais pudessem ser True Bypass sem problemas.

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A placa foi adquirida na mesma loja que a do post anterior, e recebe o nome de Cream Buffer. O único defeito que encontrei foi ser desenhada sem opção para fixação. O problema foi resolvido através de uma fita adesiva dupla-face chamada Fixa Forte VHB da 3M. Além de não ser condutora, cola muito bem e se quiser remover no futuro ela não deixa resíduos. Foi a opção perfeita para fixar a placa na caixa, já que ela não pesa quase nada.

3mA plaquinha vem no mesmo padrão de qualidade da outra. Recomendo a construção, seja ela em uma placa profissional ou protoboard. Até aqui foi o melhor buffer que já testei.

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EPic Boost

EpboostNa viagem que fiz esse ano para Miami levei na lista o nome deste pedal para testar pois havia lido e ouvido boas coisas sobre este pequenote. Testei e gostei. O pedal tem duas coisas muito bacanas. Como todo boost dá um ganho bom para a guitarra, e ele além de não modificar a tonalidade do instrumento traz um corpo incrível ao som. A segunda coisa boa é que o potenciômetro não zera o som. Mesmo no mínimo o pedal quando ligado já entrega um pouco mais de ganho e isso é audível. Muitos pedais de boost zeram o volume, e com isso perde-se quase metade do curso do knob até chegar em um ganho superior ao do instrumento em bypass. Por esse motivo muitos guitarristas utilizam dois, um como buffer com o knob no mínimo no início da cadeia de pedais e outro no final como boost geral. Quando fui testar já sabia que havia a possibilidade de montar um similar, então decidi poupar os 120 dólares que pediam por um e no futuro ter o meu personalizado. O primeiro passo foi analisar o esquema para fazer a lista de peças e começar a procurar no mercado.

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Em buscas pela internet vi que apesar de pequeno e simples, haviam dois componentes mais chatos de encontrar. O transístor 2N5457 e o potenciômetro 10kc. O transístor comprei pelo Ebay, e o potenciômetro estava confiante que conseguiria fazer uma gambiarra dessas aqui. Tentei de tudo e não deu. Sem crise, utilizei um 10k Log normal só que com a ligação invertida. O desempenho ficou idêntico ao original, com a mesma resposta, só que funcionando ao contrário. Queria montar algo definitivo para instalar no pedalboard e comecei a ver na internet se alguma loja tinha um projeto do gênero com venda de PCB. Achei esta loja que fica na Inglaterra, que além desse projeto possui vários outros de overdrives e fuzzes. A placa desenvolvida por eles recebeu o nome de Epic Boost e ao contrário do pedal original, não cabe em caixas pequenas como a Hammond 1550A. Para mim não foi um problema já que queria colocar umas coisas a mais no projeto e ia precisar de uma caixa maior de qualquer maneira. O pedal original possui dois microswitches internos onde você pode modificar o brilho e grave. As mudanças são muito sutis, e por isso e pela questão de espaço foi colocada internamente esta opção de chaveamento. No projeto da Uk Pedal Parts a placa recebe dois Toggles Switches que além de possibilitarem esse ajuste no painel, ficam responsáveis pela fixação da placa na caixa. Também é possível colocar na placa os microswitches originais de forma interna, mas cria uma dificuldade na fixação da placa na caixa. Para mim quanto mais opções com fácil acesso por parte do utilizador, melhor.

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Fiz questão de construir utilizando resistores de filme metálico. Em muitos testes que fiz e pedais que construí, notei a diferença ao utilizá-los. Além de silenciosos não sofrem variações com a temperatura. O famoso “sss” em altos volumes com esse tipo de resistor é quase imperceptível. Por ser um pedal com características limpas, escolhi as opções mais silenciosas.

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A placa tem padrão de qualidade industrial, em fibra de vidro dupla face, furos metalizados e trilhas envernizadas.

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A cara do bicho:

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Fiquei muito satisfeito com o resultado final, e o som aos meus ouvidos está idêntico ao original que toquei na loja. Já utilizei o pedal em gravações e shows. Assim ele ganhou um lugar no meu pedalboard. Um detalhe interessante é que alguns pedais que trabalham com ganho podem ter uma sensibilidade maior ao acionamento do led e isso acabar gerando um “pop” no chaveamento. Foi o que aconteceu, mas com esse artigo aqui resolvi em questão de minutos adicionando apenas dois componentes. Depois dessa correção passou de “barulhento” para o pedal com o chaveamento mais silencioso que tenho, por isso recomendo fazer esse esquema em todos os pedais de forma preventiva. No próximo post vou explicar o que é aquela plaquinha no canto “pendurada” dentro do pedal.

Um abraço!

 

 

Mad Professor – Sweet Honey Overdrive

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Olá amigos. Sempre que posso trago um overdrive diferente aqui no blog. E como amo overdrives. Depois que descobri o pedal deste post, o mesmo ficou fixo no meu set. Trata-se de um pedal de baixo/médio ganho. Eu diria que é um tubescreamer mais limpo e com mais médios, ainda que o circuito não lembre em nada um tubescreamer. Além de um overdrive super macio, o pedal tem uma resposta dinâmica incrível ao toque. É perfeito para solos. Não possui um ganho muito alto, por isso em alguns estilos é preciso algo com mais poder de fogo. Não é propriamente barato. Entra para a lista de pedais de boutique e recebe componentes de alta qualidade. Além de um som muito bem conseguido, os knobs possuem resposta perfeita em suas respectivas funções.

Costumo dizer que hoje em dia para todo produto caro existe o seu genérico no mercado, e como este pedal é um sucesso não demorou para surgir o seu semelhante:

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A chinesa Joyo lançou o seu exemplar. A principal diferença técnica entre os dois é que o modelo chinês é construído com micro-componentes (SMD) e o original com componentes normais.

No caso do Mad Professor, abri e registrei a qualidade de componentes e construção que o pedal tem:

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A marca usa material de primeira como placa em fibra de vidro com furos metalizados e resistores de filme metálico. Embora o esquema circule livremente na internet com os seus segredos desvendados, a marca insiste em manter “escondido” o modelo do circuito integrado com uma camada de resina epoxy. Nos primeiros exemplares a resina cobria toda a placa.

No passado mês de junho tive a oportunidade de ir na casa do meu companheiro de guitarradas Rafael Casagrande e comparar o Mad Professor com o Joyo.

A diferença que sentimos foi um nadinha a mais de brilho no modelo da Joyo. Mas a consistência, dinâmica, resposta sonora e de controles é a mesma nos dois modelos. Quem não pode dar 170 dólares no modelo original, pode encontrar com facilidade o Joyo por 30 dólares aproximadamente. No geral estes pedais chineses como os da Joyo e da Caline andam dando um banho de qualidade, tanto na construção como na sonoridade.

Para não faltar, segue uma amostra de um pequeno solo gravado com este simpático pedal. No exemplo usei com o ganho quase no máximo em uma stratocaster.

 

Achados do Gambiarras

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Quem não gosta de pedais? O achados deste mês traz um blog para quem é doente por pedais. Além de trazer matérias completas sobre pedais clássicos, também publica com frequência lançamentos com vídeos e entrevistas super interessantes. Para você que quer conhecer mais sobre pedais de marcas menos comuns em nossas lojas, este é o seu lugar.

Boa leitura 🙂

Pedal Timbrado e Plugado

Klon Buffer

Lá venho eu mais uma vez com um circuito de buffer. E se depender de mim outros virão no futuro aqui no blog. Um pedal com esta funcionalidade é de todos o que eu mais recomendo ter para garantir um sinal sempre bom, com cabos longos, muitos pedais e sem ruídos. Sempre incentivo até os mais iniciantes a montar um e ver como é legal. Já publiquei aqui no blog dois circuitos de buffer e o que eu trago hoje também é especial.

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O Klon Centaur é um dos pedais mais desejados do mundo, chegando aos milhares de dólares por um exemplar original. Mas além de um overdrive fantástico o pedal ficou conhecido por não utilizar um chaveamento true bypass na sua primeira edição e sim um circuito de buffer muito bem conseguido e que é adorado por muitos guitarristas. É cada vez mais comum “masterbuilders” rejeitarem o true bypass e adicionarem pequenos buffers no circuito de bypass. Existem sim desvantagens e é por isso que também os mais modernos recebem uma chave interna para desativar este buffer. Alguns guitarristas já possuem muitos pedais com buffer na cadeia e esta soma começa a ser prejudicial. Outros optam por desligar este recurso pois não casam muito bem com pedais de fuzz. O ideal é utilizar o pedal de fuzz sempre antes dos pedais que tenham buffer em seu sistema de bypass.

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Todos os componentes são muito fáceis de encontrar e todo o circuito não passa de uns 5 reais para montar. Por ser tão pequeno, mais vale montar em uma protoboard.

2015-04-19 16.31.47Tinha sobrando em casa uma caixa de alumínio pequena demais para montar um pedal. Muito baixa não cabia um footswitch sem tocar no fundo da caixa. Virou a opção perfeita para este circuito. Adicionei um led que fica sempre ligado e um switch lateral para bypass. O bypass coloquei com o intuito de comparar “com e sem” buffer e também ser possível desativar o buffer se algum pedal de fuzz se estranhar com ele.

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Como a intenção foi montar um circuito limpinho e sem perdas, no lugar do TL072 sugerido coloquei um OPA2604 que é um dos “opamps” mais silenciosos que existe.

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Não percebi nenhuma diferença audível entre os vários integrados que testei, e quem quiser pode fazer como eu fiz e colocar um suporte para ir trocando quantas vezes quiser sem precisar de soldas.

Até o próximo buffer!

Vox 847 Mods

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O meu parceiro de guitarras Rafael Casagrande me entregou o seu vox 847 e pediu para procurar alguns mods para alterar o “Seep range” original do pedal. Por ser um dos pedais mais vendidos da marca, não foi difícil encontrar vários mods diferentes. Acabei escolhendo este aqui que mudando o valor de um capacitor permite vários sons que se combinados com distorção permitem resultados muito interessantes. Além do mod, o pedal também precisava de um reparo no switch de bypass que só funcionava quando queria, cortando todo o som do pedal com frequência. Foi uma boa oportunidade para colocar uma chave DPDT e assim conseguir um bypass sem alterações ao sinal.

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A primeira foto mostra o pedal original. Os pedais de wah da vox e da dunlop normalmente sofrem do mesmo problema. O clip da bateria se não for utilizado, toca na caixa do pedal criando um curto-circuito e estragando muitas fontes. Neste caso foi isolado com fita crepe, o que não acho a melhor opção. Este tipo de fita com o tempo seca, fica dura e custa muito para tirar. O ideal é uma fita isolante  mesmo.

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Este é o resultado final já com a fita, bypass renovado e modificações. Utilizei uma chave on-off-on para alterar entre dois valores de capacitores (10nF e 22nF no presente caso) e o meio, que é off e não adiciona nenhuma mudança ao som, mantendo o pedal no formato original. Vi pela internet muitas modificações que adicionam a chave em locais mais acessíveis do que na lateral do pedal como eu fiz. Como a modificação adiciona componentes externos que ficam “pendurados”, procuro utilizar fio mais curto possível para evitar ruídos. Mesmo assim não atrapalha em nada a tocabilidade e arrumação em um pedalboard. Um pequeno sample do pedal sem modificação e com as duas alternáveis:

Warmoth Stratocaster

Como de costume compartilho as minhas aventuras guitarrísticas com vocês neste humilde espaço. Para mim esta publicação tem um sabor especial, sabor de sonho antigo e que com muito esforço consegui realizar. Como todo guitarrista, queria ter uma guitarra customizada e com os mínimos detalhes do meu agrado. Um belo dia lá por 2003 descobri o site da warmoth e fiquei encantado com a qualidade dos instrumentos. Infelizmente não havia a menor possibilidade na época de comprar sequer um parafuso com eles. Os anos passaram, tentei buscar o resultado em alguns instrumentos, modificando outros e não ficando totalmente satisfeito com nenhum. Em 2014 resolvi correr atrás e fazer acontecer esta guitarra. Sem depreciação alguma com outras marcas ou luthiers que consultei, que diga-se de passagem me impressionaram, sonho é sonho e eu queria uma guitarra Warmoth e viveria para sempre com a culpa se fugisse da missão mais uma vez. Vamos ao projeto!

Queria uma guitarra bonita, com uma cara moderna sem perder traços vitais de uma Stratocaster clássica. As especificações:

Corpo em alder com top em quilt maple e acabamento Transparent Turquoise.

Braço em maple, escala em Indian Rosewood. Raio composto 10-16 e tarraxas fender. Nut GraphTech White TUSQ XL. 22 Trastes 6150 em aço inox. Acabamento Vintage Tint Gloss.

Captação Custom 69 Edu Fullertone Pickups.

Ponte Gotoh Vintage com bloco de aço Manara.

Neck plate custom – Christian Bove.

O legal dos produtos em stock no site da Warmoth é que a foto corresponde ao produto anunciado e não existe mais nenhuma peça igual. O que está no site é exatamente o que você vai receber em casa.

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Junto com a foto principal vem sugestões de combinações com diferentes tipos de escudo para dar uma noção de como ficará.

guitarra1O acabamento traseiro é em preto brilhante. Na hora de finalizar a compra você pode escolher como quer os furos da ponte no corpo. No caso do braço, o tamanho do furo para as tarraxas.

guitarra2O braço procurei algo com visual antigo mas com uma escala de raio composto e trastes em aço inox para maior conforto entre acordes e solos. O ajuste do tensor deste braço fica na lateral e tem o sistema “Gotoh Side-Adjuster” que permite um acabamento mais “clean”.

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A escala foi hidratada depois de montada. Atrás uma peça única em maple fecha o visual.

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Recorri ao brilhante trabalho nacional de quatro pessoas que agradeço aqui a atenção e carinho com que se dedicaram aos meus pedidos.

Edu Fullertone Pickups –  Que produziu de forma fantástica os captadores que equipam este instrumento e que casaram perfeitamente com o conjunto trazendo exatamente o que procurava.

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Carlos Manara – Fez o bloco de aço que faltava para a ponte ficar completa.

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Christian Bove – Produziu o Neck Plate com o meu nome, a arte do blog e ano de construção da guitarra.

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Denilson Joe da Di Castellis que recebeu a guitarra em pecinhas, montou e regulou com o maior capricho e me entregou em mãos com grande alegria.

Com a apresentação das feras feita, aqui o resultado final:

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Detalhe do Neck plate.

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Local de ajuste do tensor.

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Para fechar, uma pequena amostra do som da menina.

 

Guitar Center – Miami

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Já fiz algumas quantas loucuras por guitarra, mas viajar para os Estados Unidos duas vezes seguidas só por causa disso acho que foi o meu máximo. Nesta última viagem que fiz aluguei um carro e resolvi correr todas as lojas de música da cidade, e a que compartilho com vocês hoje é a Guitar Center.

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Escolhi esta loja, que apesar de não ser a maior, achei a mais interessante e com uma variedade bem legal de equipamentos. Começando, claro, pelas guitarras.

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Andando pela loja achei estas “Travel Guitar”, construídas sem headstock para podermos transportar e tocar em qualquer lugar. Muito útil para quem vive para lá e para cá e precisa de um instrumento pequeno, leve e totalmente funcional.

2015-03-05 11.37.38 A linha Platinum contempla guitarras vintage, edições especiais, bem como amplificadores diferenciados.

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Voltando para a realidade da maioria dos mortais, a loja tem produtos mais acessíveis e com grande qualidade.

Amplificadores

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Cordas

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Baixos e acessórios

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Estúdio

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Instrumentos acústicos

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Captadores

Nesse ponto a viagem toda me decepcionou muito. As lojas não possuem quase nada, só por encomenda.

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Bateria

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Para quem procura voltar com cordas, ótimos pedais e quem sabe até uma guitarra novinha, recomendo o passeio. O povo americano hoje compra tudo pela internet, então não se espante pois nas lojas é difícil encontrar peças para guitarras ou amplificadores. Acredito que em outros estados e cidades existam lojas maiores e melhores, mas o custo no Brasil para ir para Miami ainda é o mais em conta.

1a7c0d6b5e56eb40f8288c8a89aa073ed438a247fb3a85a9430484e578264834Recomendo!

Christian Bove – Custom Hardware

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Já se foi o tempo em que no Brasil não tínhamos muitas opções de construtores de pedais, amplificadores, guitarras e acessórios. Felizmente este cenário está mudando e cada vez mais aparecem novos produtores que apostam alto e conseguem resultados superiores aos que antigamente encontrávamos no exterior. Hoje vou falar de um destes fabricantes que vem fazendo um trabalho de encher os olhos. O profissional chama-se Christian Bove e se dedica a produzir hardware para guitarra totalmente customizado. Um dos produtos mais populares são as chapas de junção para braço que são gravadas de acordo com a arte do cliente e podem ser feitas com diferentes acabamentos, com corte a laser e gravação em relevo.

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A arte não fica só por estas chapas. A marca tem feito modelos únicos de pontes para telecaster e stratocaster, um upgrade para qualquer “Fender Maniac”

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Para quem precisa algo específico para restaurar um amplificador antigo ou uma guitarra, também existe essa possibilidade

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Na lista de produtos tem footswitches para alguns modelos de amplificadores

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No final do ano passado resolvi começar um grande projeto de montar uma guitarra stratocaster. E é claro que não podia deixar de aproveitar a oportunidade e colocar o meu nome nela. Com a ajuda do Christian, defini o acabamento escovado que dá um ar super sofisticado para a peça. Também é possível fazer com acabamento polido.

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O contato com o Christian pode ser feito pelo Facebook AQUI.

Precisamos divulgar os produtos das marcas nacionais que prezam pela qualidade. Só assim o nosso país poderá um dia deixar de ser refém dos produtos importados.