3PDT

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Faz tempo que a chavinha 3pdt de um overdrive está me deixando na mão. Começou com algumas falhas e por fim simplesmente não ligava mais o pedal e ficava só em bypass. O pedal é relativamente novo e tem bem pouco uso. Não culpo o fabricante. Sei por experiência que a “loteria” dos componentes é rara, mas acontece. Sem me preocupar muito coloquei o pedal de lado e mandei vir uma chave nova. O pedal até ganhou pó de tanto que esperou. Foram 2 meses esperando, é mole? Mas tudo bem. Aproveitei para também por um led azul brilhante que é muito mais a cara do pedal. Resolvi fazer um post e dar algumas dicas que completam o anterior.

Quem leu com calma e carinho vai lembrar da malha para dessoldar. Comecei por tirar os fios da chave. Como funciona:

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É só dar calor em cima da malha e encostar a danada na solda que deseja tirar. Não compre mais que um rolinho pois dura bastante. Se você compra muitos eles vão oxidando aos poucos e quando acaba de usar o primeiro, os outros já nem pegam mais a solda.

Quando acabar não jogue o rolinho fora. Eu uso os meus com fio de estanho enrolado para não ter aquela chatice de ficar pegando do rolo grande. Com o tempo junte vários e enrole diferentes bitolas de fio:

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Aqui o trabalho concluído com tudo no lugar. Foi só plugar tudo, testar o led, chaveamento e fazer a festa.

4Os restos do massacre…

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Vale a pena montar?

Vale a pena montar? Esta é uma pergunta que muita gente faz. Sim, vale. Tem qualidade? Sim, muitas vezes melhor que muita coisa de marca. Mas então qual é o grande problema em montar?

O problema para quem quer montar um pedal ou amplificador é o investimento. Ou construímos coisas muito amadoras com um equipamento xing-ling, ou então montamos um laboratório com condições mínimas para ter resultados satisfatórios. É aí que a coisa começa a ficar cara. Para quem quer fazer um pedalzinho não compensa tudo isso. É melhor comprar pronto ou ter algum conhecido com um laboratório disposto a ajudar. Também é necessário ser caprichoso para conseguir bons resultados.

É preciso responder as perguntas:

Você quer montar circuitos esporadicamente?

Você quer ter uma linha de produção?

Você quer ter condições de fazer e reparar pedais e amplificadores bem como variados circuitos eletrônicos do dia-a-dia?

Quando montei a minha bancada optei pela terceira pergunta. Hoje tenho um laboratório modesto capaz de realizar as mais diferentes montagens e reparações. Consigo trabalhar com praticamente qualquer pedal ou amplificador. Também tenho essa estrutura para montar os pedais quando me dá vontade, mesmo que atualmente tenha deixado de lado um pouco. Toda a manutenção da parte elétrica das minhas guitarras sou eu que faço. Também todos os reparos e alterações nos circuitos dos pedais e amplificadores que tenho em casa ficam por conta da minha bancada. Quem gosta de eletrônica e quer ter essa versatilidade na hora de resolver pequenos problemas se liga nas dicas.

Um laboratório nunca está completo. Sempre é possível melhorar. Mas para a maioria dos casos vamos precisar de coisas básicas para poder efetuar os trabalhos.

Primeiro: Tenha uma mesa livre só para isso. Monte a sua bancada longe de computadores, roupas, enfeites. É preciso espaço dedicado para trabalhar.

Agora que já tem a sua mesa reservada é bom começar com algo que considero fundamental:

borracha

Borracha. As placas de borracha são vendidas ao metro em qualquer loja de lonas, couros e tapetes. Compre o suficiente para forrar a sua mesa. É muito melhor para trabalhar. É aderente, não conduz eletricidade, protege a sua mesa, é fácil de limpar e não estraga com qualquer encostão do ferro de solda quente ou objetos cortantes.

Com a nossa mesa pronta agora vamos para os acessórios e por fim a alma do seu cantinho de trabalho. O próximo passo é ter um lugar para concentrar e organizar todas as suas coisas:

gavetas

Em lojas de decoração, 1,99 e mercados encontram-se essas caixas com gavetinhas. Em lojas de eletrônica vendem caixas de metal com gavetas em um plástico bem duro, mas como são específicas acabam saindo caro. Lembre-se que este é o começo e não precisa mais do que uma com 16 gavetas como a da foto.

luz

A luz é tudo ao trabalhar com componentes tão pequenos. Não precisa logo comprar uma com lupa como a da foto, mas utilize uma luz forte que ilumine bem toda a mesa.

Agora listo aqui acessórios diversos que são muito úteis:

alicates

Os alicates são os seus melhores amigos. Para começar o ideal é ter um bom alicate de corte e um alicate de ponta. Compre os de boa qualidade. Alicates vagabundos enferrujam e perdem o fio com facilidade. Pode adicionar na lista um pequeno estilete.

pinças

Kit de pinças. Em toda a casa de componentes eletrônicos tem. Comprei um kit igualzinho ao da foto e tenho faz um tempão. São as suas aliadas na hora de soldar e trabalhar com as pecinhas.

suporte

Suporte para placas. Ajuda muito na hora de soldar e as mãos ficam livres para o ferro e a solda. Tem muitas utilidades.

palha

Palha de aço grossa. Este tipo de palha de aço é inox e dura muito. Em casas de eletrônica vendem uma dourada “própria” que é muito mais cara e enferruja. Para quem não sabe, é a melhor coisa para limpar a ponta quente do ferro. Remove totalmente a solda, fica limpinha e brilhando, não estraga nada. As esponjas vegetais que acompanham os ferros precisam estar molhadas para limpar o ferro. A esponja molhada em contato com o ferro quente estraga a ponta. Oxida. Ela fica preta até não soldar mais. E também não duram nada. Vai de palha de aço. Um pacote igual ao da foto vem com umas 4. Coloque uma em um pequeno pote de vidro e as que sobram dê aquele brilho nas panelas em casa.

cobre“Malha” ou fio para dessoldar. É uma malha de cobre onde se encosta o ferro quente e encosta na solda. Ela suga a solda para dentro da malha. Também existem aqueles dessoldadores por sucção, mas acho meio complicado trabalhar com eles. Quando a solda já está velha e não funde direito eles não resolvem o problema acaba chegando calor demais na placa. As trilhas vão pulando igual pipoca. Utilize os sugadores quando tiver muita solda para tirar e se a mesma estiver em bom estado.

solda

Não compre fio de estanho ruim daqueles vendidos em mercados e lojas de materiais elétricos. Compre fio próprio para soldar componentes. Encontrei uma ótima relação custo/benefício com a solda nacional 183 MSX. Eu uso fio 0,5mm e 0,8mm. Mais grosso que isso não fica legal para eletrônica, vem estanho demais na hora de soldar.

alcool

Depois de soldar sempre limpe a placa. Álcool de cozinha não serve. Use álcool isopropílico. Ele é bom para remover restos de fluxo que a solda solta e que deixam a placa toda melada. Pode ser usado para limpar placas, componentes e algumas das ferramentas da sua bancada. Uma garrafinha igual a da foto custa em média 3 reais e dura muito.

proto

Protoboard. Para inúmeros testes e projetos é bom ter uma. É tudo mais simples. Não precisa sair montando o circuito sem ter a certeza se funciona ou não. Com ela é só encaixar e testar. Também é o tipo de coisa que só se compra uma vez.

comps

Componentes diversos. Para começar compre um lote sortido de componentes. Comece com resistores, capacitores, leds, diodos,transístores, alguns reguladores de tensão e circuitos integrados ampops.

Bem. Agora já estão listadas quase todas as peças que farão toda a diferença no seu trabalho. Reservei a parte final para falar do coração de tudo:

esta

Estação de solda. Mas não posso comprar apenas um ferro? Existem ótimos ferros por aí. O problema é que não estão acompanhados de um controle de temperatura. Uma estação de solda te dá grande segurança. Dá para fazer testes e determinar o melhor ponto de fusão para o estanho que for usar. Uma estaçãozinha com temperatura controlada começa nos 150 reais. Um bom ferro sem controle custa 120. Mais vale pegar uma estação e não correr riscos. Calor demais estraga as trilhas de cobre e pode queimar componentes. É bom trabalhar com a temperatura ideal. Recomendo fazer testes até chegar em uma temperatura boa para evitar também soldas frias. O bom das estações é que de brinde sempre vem o suporte para o ferro, o que acho um porre ficar comprando a parte.

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Fonte de alimentação. Não é preciso começar com uma fonte profissional cheia de funções. Tenha no mínimo uma fonte 9v como as que mostrei no blog para começar. Depois é bom ter uma com tensão variável e um indicador visual de tensão. Depois com o tempo pode  investir em uma fonte melhor, de 0 a 30v, com amperímetro e voltímetro, regulador de tensão e corrente.

multi

E para fechar, o equipamento mais útil de todos no dia-a-dia. O multímetro. Com ele podemos  medir quase tudo. Resistores, capacitores, transístores, tensão ac, dc, corrente, etc… É uma mão na roda e quanto mais funções, melhor. No mercado tem multímetro para tudo quanto é gosto e bolso. Eu gosto muito dos da Fluke, mas são os melhores e mais caros. Tenho um multímetro nacional da Icel e não tenho o que reclamar. Eles começam nos 30 reais e podem ultrapassar os 1000 reais. O meu custou uns 150 reais na época e pelas comparações com modelos mais caros posso afirmar que a precisão dele é muito boa. Já tem uns com função USB para passar para o computador as leituras e tudo mais, muito legal. Tanto os digitais como os analógicos são legais. Gosto dos analógicos para medir motores e tal, coisas que com um digital fica difícil medir pois oscilam demais.

Como falei no início, um laboratório nunca está completo. A lista de equipamentos é infinita. Para quem quer começar algo com qualidade o que foi aqui listado já salva a vida. A lista que coloquei aqui é um resumo da minha bancada de trabalho. Tenho uma ou outra coisa a mais, mas sem essas aqui indicadas fica difícil trabalhar. Não podemos esquecer que tudo é investimento. Não montei em um dia. São anos comprando equipamentos. Comecei a minha brincadeira lá por 2002 e estou até hoje dando um “up” aqui na tralha. Devagar e sempre.

Faça também o seu cantinho da eletrônica e seja feliz. =)

Limpeza já!

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Sinceridade na resposta. Você limpa a sua guitarra?

Muitos guitarristas pensam que toda e qualquer manutenção em seu instrumento é coisa para o luthier fazer. Eu não concordo nem um pouco com isso. Você não tira o pó do seu computador e objetos pela casa? Não vejo motivo para não fazer o mesmo em seu instrumento musical. É claro que sujeiras profundas entre trastes ou manchas devem ser tratadas por profissionais. Mas no uso normal o instrumento fica cheio de pó e também cheio de meleca (sebo e suor) que sai do nosso corpo. Em um médio ou longo prazo o instrumento vira um gigante depósito de bactérias e também um lugar propício à formação de fungos e ferrugem que vão comprometendo os metais e também o acabamento do instrumento. No caso de instrumentos claros é um pesadelo e fica tudo amarelado ou com manchas pela madeira e pintura. Não, isso não é ser “relic”, “vintage” ou “style”, é sujeira mesmo. A diferença para instrumentos “judiados” pelo tempo é que mesmo com a limpeza houve um desgaste natural de todos os materiais. Não confunda estilo com porquice. Pensando nisso resolvi passar algumas dicas para a limpeza de instrumentos de cordas:

Você vai precisar de…

Três flanelas

Detergente NEUTRO para lavar louça

Água limpa

Isso é o básico que você vai precisar para uma boa limpeza.  O primeiro passo é molhar um pouco uma das flanelas apenas com água e torcer bem. Ela deve ficar apenas úmida e não molhada. Passe pelo corpo e braço da guitarra. Não esqueça da escala pois é onde junta mais sujeira:

pano No braço agora  você já pode passar uma flanela seca. Para o corpo pegue uma flanela nova e coloque em um recipiente com água e um pouco de detergente neutro. Torça bem! Passe pelo corpo, depois passe a flanela apenas úmida que você usou no braço. Depois é só passar a flanela seca. Essa limpeza simples remove gorduras e pó do instrumento. A dica vale para instrumentos com corpo e braço envernizados ou pintados. Em caso de um instrumento encerado não faça isso pois a madeira está mais exposta e os poros podem absorver a umidade e acabar empenando o seu instrumento.

Muita gente utiliza lustra-móveis ou ceras automotivas para dar brilho ou polir os instrumentos. Eu não recomendo pois mesmo que tenhamos a lista completa de reagentes destes produtos, não sabemos a natureza química do acabamento do nosso instrumento e isso pode comprometer não só a estética como a funcionalidade do mesmo. E também algumas ceras são muito abrasivas e deixam riscos permanentes. Por isso faço uma limpeza simples. Se quer algo ultra limpo aí sim recomendo levar para o luthier que vai te devolver o instrumento zero km igual quando você o viu penduradinho na loja sorrindo para você.

Quem quer se aprofundar na arte da limpeza eu recomendo esse kit da dunlop que vem com ótimos produtos já pensados para isso e ainda com instruções de uso:

limpeza

Devo dizer que não é muito barato, mas rende várias limpezas e um bom instrumento merece, não acha?

Para as cordas continuo com a dica de usar o WD-40 que já falei em outro post.

Ter sempre flanelas macias em casa é uma ótima forma de manter o seu instrumento sempre brilhando. Sempre depois de tocar passe a flanela na sua guitarra. É só trocar de flanela de tempos em tempos. Normalmente ao lavar elas vão ficando muito ásperas, por isso compre logo umas 5 para ir trocando.

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E lembre-se:

Nunca deixe de tocar o seu instrumento. Para te dar o som dos sonhos ele não pede muito de você, só um pouquinho de atenção. Capa para Amp

Lojas e Cordas

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Poderia ser apenas um post falando sobre os preços das cordas, coisa que dispensa comentários. Mas não…

Tenho alguns conhecidos que trabalham em lojas de instrumentos musicais aqui pela cidade. Sempre que procuro algo em especial dou uma ligada ou mando um e-mail para eles, e assim que pinta o que procuro vou dar uma investigada pessoalmente para ver se vale a pena.

Tempos atrás estava procurando uma guitarra que andava bem na pilha para comprar. Rodei algumas lojas e nada. Até que parei na loja onde um conhecido trabalha e disse para ele me avisar quando chegasse algo dentro do que eu procurava. E assim foi. Passadas duas semanas ele me liga e pede que vá conhecer alguns modelos novos que ele tinha por lá. Na falta de tempo acabei indo num sábado pela manhã dar uma olhadinha no que tinha chegado. Pego a guitarra e começo a tocar….

Entendo que ele além de meu “amigo”, é vendedor e precisa garantir o seu. Eu ali tocando e ele solta a seguinte pergunta:

E aí, animal a guitarra, não?

Eu tive que ser sincero…

Não, não sei. Vocês deviam ter vergonha de ter instrumentos que custam milhares de reais com cordas totalmente enferrujadas. Como esperam que alguém consiga realmente sentir o som da guitarra com as cordas nesse estado?

cordas

Ele não me levou a mal pois somos conhecidos faz tempo e se comprometeu a falar com a cúpula da loja e bla bla bla. Isso que é uma das maiores lojas da região…

O custo para por um encordamento novo, mesmo que do mais vagabundo, é extremamente baixo para as lojas. Já basta a exploração que estamos sujeitos pelas lojas na compra de um instrumento importado.

A guitarra em questão custa 650 dólares lá fora. Na referida loja estava por 4650 reais. Por uma guitarra Mexicana… O problema do Brasil não são os altos impostos nem a burocracia da importação, mas sim essa fome descontrolada das lojas em ter lucros estratosféricos que passam dos 300%. E para piorar é um país sem lei. O mercado pode colocar os preços que bem entende e o consumidor que se vire para pagar. Pagar  o preço de um carro por um instrumento que não vale nem a metade do preço de uma lambreta.

E não é só o problema de pegar uma corda enferruajda e não sentir o real som do instrumento, é o perigo chamado ferrugem. A ferrugem se alastra por trastes, saddles e pólos dos captadores. Você compraria uma guitarra de 4 ou 5 mil reais com cordas enferrujadas e com indícios de ferrugem em parafusos ou em outras partes do hardware fixo da guitarra? Certamente que não!

3d

Recomendo a todos que fiquem de olho nisso. Mesmo que entre na loja sem intenção de comprar. Se viu, fale na hora, comente na internet. É preciso acabar com essa máfia que não respeita o músico Brasileiro.

E tenho dito! smile

 

 

Achados do Gambiarras

luthier

Para este mês o site escolhido é um blog de um luthier de Fortaleza que acompanho faz tempo. O cara é muito bem humorado e extremamente caprichoso. Lá ele publica os trabalhos que faz par clientes e também trabalhos em seus próprios instrumentos. Fala de detalhes de cada marca, defeitos, e mostra coisas que muitas vezes pensamos que não influenciam em nada mas que podem fazer toda a diferença. Gosto da sinceridade e transparência. Não esconde o jogo. Se pudesse levaria as minhas guitarras para ele também!

Cuidado! Luthier Trabalhando!

Joyo Analog Delay JF-33

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Como prometido no post anterior, agora vamos dar uma olhada nestes pedais que estão aos poucos ficando famosos. São clones de modelos clássicos com um preço muito baixo e qualidade muito alta. Rodando no site DX.com acabei achando  e como estava precisando de um delayzinho modesto resolvi arriscar os 36,60 dólares e ver no que dava. Quando chegou já gostei de cara da caixinha:

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Acompanha um pequeno manual e um plástico que protege o pedal. O visual dele é muito estilo MXR com caixa em alumínio fundido e pintura simples com ótimo acabamento.

DSC00289_zpse00fef61A parte de baixo também não fez feio e tem até borracha para não sambar no chão:

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A minha maior surpresa foi mesmo ao abrir o pedal. Lembra muito o tremolo da Electro Harmonix que mostrei aqui no blog.

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Muito bem acabado, sem fios, placa em fibra com todos os furos metalizados, potenciômetros de alto padrão, assim como jacks embutidos e porcas cromadas arredondadas.

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Melhor que muito pedal de “alto padrão” que anda por aí. De construção a única coisa que achei mais fraca foi o 3pdt que é ligeiramente menor que os tradicionais e me pareceu mais frágil. No mais usaram só coisa boa para fazer o aparelho. Achei muito boa a ideia de utilizar potenciômetros com o veio tipo “meia lua” pois na hora de colocar os knobs já fica tudo no lugar e não precisa ficar mirando para deixar bonito. Outra coisa que gostei e vi só em pedais da Marshall foi o encaixe da bateria de plástico. Normalmente utiliza-se aquele com um tecido plástico que com o tempo rasga e é preciso trocar.

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Quem leu com calma o post sobre o Fab Echo vai lembrar que eu critiquei o pedal por utilizar um CI 2399 e não aproveitar toda a sua capacidade aparentemente por motivos de interesse da marca. Pois bem. Este pedal utiliza o mesmo integrado mas pelo contrário explora todas as suas capacidades técnicas:

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Muitos desses novos delays no mercado estão saindo com essa estrutura para simplificar as coisas. O pedal é todo feito em SMD e possui apenas alguns capacitores eletrolíticos na placa. Normalmente os delays são assim, ainda mais um delay desses em uma caixinha tão pequena.

Quem olha o pedal pela primeira vez lembra muito de um Tube Screamer. Realmente cor de Delay não tem. Quem me conhece sabe que não gosto de leds vermelhos simples nos pedais. Tudo bem que é uma regra universal a luz vermelha no modo “on”, mas eu não gosto e ponto final. Podia ao menos ser um led de alto brilho como em outros produtos da marca, mas nem isso. Mal se consegue ver o aparelho ligado. Nada que uma substituição por um lindo led verde brilhante não resolva:

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Detalhe: Apanhei para trocar o led. Furos metalizados são ótimos, mas é preciso o dobro de cuidado e paciência para soldar.

E o som?

Sou suspeito para falar, mas achei um dos melhores pedais de Delay que já utilizei. Não é um pedal carregado em recursos mas atende a maioria dos casos. Girando o potenciômetro do meio para o máximo você consegue repetições infinitas e muitos efeitos psicodélicos. Para quem gosta de delay e quer algo muito versátil, barato e de excelente qualidade, eu indico sem pensar. A marca tem ainda outros delays e variados efeitos que com calma ainda vou experimentar. Hoje em dia é impossível competir com a China, desisto! Se alguém achar algum aparelho com esta qualidade e com um preço assim por favor indique pois terei o maior prazer em colocar no blog.

Sample:

Deal Extreme

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Olá amigos. No outro post falei vagamente de um dos sites onde gosto de comprar coisas de eletrônica. Este site é o Deal Extreme. Um site que tem todo tipo de coisa que você pode imaginar para casa, eletrônica e por aí vai. Tem muitos componentes e todos de ótima qualidade. Não tem ainda uma grande variedade em eletrônica, mas o que tem é muito bom. Foi aí que comprei as plaquinhas das fontes que mostrei para vocês. Tudo comprado no site é enviado lá da China e o envio deles é grátis. Só vou dar a dica para pegar leve com as encomendas pois podem parar aqui se você comprar coisas demais. Eu sempre mando vir uma coisa aqui, outra ali, para não abusar. Além de pecinhas o site tem coisas bacanas para guitarra como cordas e strap locks. Um dia dando uma voltinha por lá encontrei pedais super baratos de uma tal de “Joyo” e resolvi experimentar. Me fazia falta um Delayzinho e não queria pagar mais de uns 200 reais, e é difícil encontrar algo bom nesse preço por aqui. No que será que deu essa aposta?

O resultado você confere no próximo post!

Até lá! Capa para Amp

Fontes 9v

Um dos posts mais movimentados do blog foi um em que falei sobre uma fonte simples para pedais que eu montei. De longe foi o assunto em que fui mais procurado. O post era bem resumido e mostrava por alto como ter uma fonte dessas. Agora resolvi alargar o assunto e ir um pouco mais longe na conversa.

Primeira coisa de todas. Vou falar de fontes, não de caixas plásticas “multi voltagem”  que infestam as lojas do Brasil. Fuja deste tipo de transformador!

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Não são nem nunca serão equipamentos profissionais. Podem danificar todo e qualquer aparelho que você utilize com eles. São transformadores com secundários com várias tensões comutáveis e passam por uma retificação bem porca e um capacitorzinho de nada de filtro. Os transformadores aquecem, vibram, não são estáveis, e normalmente na saída a tensão está muito acima da indicada. Não possuem nenhum tipo de regulagem. A proposta de ter um equipamento que “faz tudo” e tem “multi plugs” é tentadora, mas um risco enorme para os seus eletrônicos e também para a sua segurança.

Agora vamos falar de fontes. Para pedais, existem 3 reguladores de tensão muito utilizados: 7809, LM317 e os da “família” LMXXXX”. E qual é a diferença entre eles?

O regulador 7809 é o mais simples que existe e é muito utilizado em fontes mais baratas e embutidas com transformador e tudo em uma caixa plástica. Por ser um regulador fixo e completo não necessita de muitos componentes para funcionar. Basta dois capacitores e o circuito está completo. A fonte só precisa fornecer no mínimo 2v acima da tensão de trabalho. No caso do 7809 o ideal são 12v e ele regula fixo em 9v. É o regulador mais simples e frágil utilizado em fontes. Suporta uma carga máxima de 1A, mas com metade disso já aquece bastante e necessita de um bom dissipador de calor. A desvantagem é que por ser um regulador fixo você não pode fazer um ajuste fino da tensão de saída. Normalmente ela sempre varia entre 8.80v e 9.10v. Nada preocupante, mas são raros os que ficam ali no 9v redondinho. Muito indicado para quem tem poucos pedais e está montando a primeira fonte.

O regulador LM317 é o rei das fontes na minha humilde opinião. Quase todas as suas características são superiores ao 7809. Preferencialmente deve ser alimentado com 3v acima da tensão de trabalho. A grande vantagem é que não te prende na tensão e você pode montar vários tipos de fontes com ele (9v, 12v, 18v….etc). Este precisa de mais componentes para trabalhar, mas ainda assim são muito poucos. No outro vão dois, para este vão uns 5. Você pode ainda montar com um trimpot multivoltas e ajustar os 9v no ponteirinho do multímetro que ele fica cravado e não oscila. É um regulador muito estável, não aquece muito e é ideal em montagens de fontes lineares profissionais.

O regulador “da família LMXXXX” é um componente já com outro esquema. Falo da família pois existe uma série grande destes com características muito parecidas em que a grande maioria podem ser utilizados para circuitos de audio. A diferença para os outros dois é que são projetados para trabalhar com fontes chaveadas. Já precisam de mais componentes e contam com a necessidade de um indutor para ajudar na filtragem final:

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Esse tipo de circuito é muito utilizado nas fontes mais profissionais com saídas para muitos pedais:

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O bom disso tudo  é que você pode acoplá-lo em fontes chaveadas que além de muito leves, normalmente funcionam em qualquer tensão de rede. É como um carregador de celular que você pluga e carrega em qualquer lugar do mundo. Muito se discute sobre o uso de fontes chaveadas no audio, mas o fato é que para pedais esse sistema funciona direitinho. Para quem tem muitos pedais e não quer esquentar a cabeça é a melhor solução. A única desvantagem que vejo nesse tipo de circuito são os componentes SMD e o indutor que são difíceis de encontrar nas lojas e também trabalhoso para trocá-los se necessário:

editar fonte

Já que falei sobre tudo isso vou falar também sobre como podemos ter fontes boas e baratas sem pagar o absurdo que pedem por uma fonte “bacana” por aí. Sempre me perguntam como proceder na construção de uma fonte e eu sou enfático em responder:

Simplifique! Não precisa sair por aí comprando placa, desenhando, corroendo cobre. Se é só uma fonte que você precisa não vá complicar. Existem ótimas placas em fibra de vidro ou epoxy com trilhas já protegidas que servem perfeitamente para praticamente qualquer montagem de fonte. Vale lembrar que também são baratas e com certeza vai sobrar muita placa para fazer outras fontes se você desejar.

trilhas

Você só não pode utilizá-las em caso de fontes com alta tensão ou corrente, que não é o caso. Se você mesmo assim não se sente confiante para montar ou quer algo com um acabamento esplendidamente profissional também não tem problema. Recentemente achei na internet alguns kits de placas prontas com os componentes e tudo. Tudo da mais alta qualidade e acabamento de primeira. No caso um dos kits que encontrei e encomendei usa o LM317 e é só plugar, ajustar fino a tensão de trabalho e por em uma caixa. Melhor que isso é impossível:

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A placa depois de tirar a foto troquei os diodos por uns maiores que aguentam mais que 1A (achei muito curto), e também adicionei pasta térmica entre o regulador e o dissipador que não vinha de fábrica. O negócio é tão simples que não precisa nem de soldas para fazer funcionar. É só colocar os fios nos bornes e girar os parafusos. Pronto, você tem uma fonte sensacional sem trabalho algum!

Você precisa comprar um transformador com secundário 12v 1A e é só ser feliz. Questão de preço. Vale a pena? Se for comprar, compre na China que fica muito barato. Em média 6 dólares já com envio, o que dá aproximadamente 14 reais. Eu acho que vale MUITO a pena. Só o que você vai gastar comprando placa e componentes para fazer uma do zero… Eu mandei vir três e vieram todas em perfeito estado em um pequeno envelope. Tenho aqui fontes para várias gerações agora.

Para quem procura um projeto mais arrojado também existe solução barata. Você pode comprar um transformador 12v 1A daqueles de plástico com uma fonte chaveada dentro e ligar em um circuito como este aqui:

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Comprei um para fazer o teste e achei uma maravilha. Realmente se comporta muito bem com fontes chaveadas e segue aquilo lá que eu falei da família LMXXXX. Este modelo é mais completo e conta com um voltímetro que mostra a tensão de entrada e saída. Existe outro modelo igual e mais barato só que sem o visor. Nesse não precisa nem de um multímetro para ajustar os 9v. É só girar o trimpot e olhar na telinha que a coisa fica porreta. Além disso, o legal é utilizar com qualquer fonte chaveada que são pequenas e funcionam em qualquer tomada. Tem um custo praticamente igual ao do outro circuito que mostrei acima.

Onde você comprou essas belezinhas? No futuro falarei com mais carinho sobre este site, mas hoje vou só colocar o link AQUI para que vocês encontrem essas plaquinhas para comprar.

Espero ter ajudado quem precisa de uma fonte bem legal e não está disposto a gastar fortunas com isso.

Um abraço!